Desembargadora Margaret de Olivaes Valle assume a presidência da comissão organizadora do concurso para técnicos e analistas do Tribunal de Justiça do Rio.
O aguardado concurso para técnicos e analistas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro voltou a registrar movimentações que sinalizam que o certame poderá ser retomado após mais de um ano de suspensão. Foi publicado no Diário Oficial Eletrônico desta sexta-feira, 9 de julho, a troca de presidentes da comissão organizadora do Concurso TJ-RJ.
A desembargadora Margaret de Olivaes Valle dos Santos assume a presidência do grupo no lugar do Desembargador Peterson Barroso Simão. Margareth é desembargadora do tribunal desde fevereiro de 2014 e estava como assento efetivo na 18ª Câmara Cível do TJ-RJ. A troca de comando na presidência da comissão ainda não foi justificada, mas mesmo assim ela indica que o TJ mantém os preparativos do concurso, mesmo estando interrompido em função da pandemia.
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Henrique Figueira, já havia declarado durante sua posse, em fevereiro deste ano, que irá retomar a seleção, para poder reduzir o déficit de profissionais na área de apoio. Depois de sete anos sem concurso, esse déficit é superior à 294 vacâncias. Henrique Figueira ainda afirmou que conversou com o Cebraspe, organizador da seleção, a fim de divulgar o novo cronograma da seleção, em breve.
Como o concurso para juízes já foi retomado, é bem provável que o mesmo aconteça a qualquer momento com o concurso para contratação de técnicos e analistas judiciários.
Distribuição das 160 vagas abertas
Dentro do total de vagas oferecidas pelo Tribunal de Justiça fluminense, 85 delas serão direcionadas para a função de técnico judiciário, que exige nível médio completo. A remuneração para os novos profissionais será de R$5.556,06.
As 75 vagas restantes serão para o cargo de analista judiciário. Dentro desse quantitativo, 31 oportunidades são de analista sem especialidade, a serem preenchidas por concurseiros com nível superior em Administração, Direito, ou Economia. As outras 41 vagas destinadas a esse cargo estão distribuídas em 13 especialidades:
- Assistente social;
- Médico;
- Médico psiquiatra;
- Psicólogo;
- Contador;
- Comissário de justiça da infância, da juventude e do idoso (exige nível superior em Direito, Administração, Serviço Social, Sociologia, Psicologia ou Pedagogia);
- Analista em execução de mandados (nível superior em Direito);
- Analista em gestão de TIC;
- Analista em infraestrutura de TIC;
- Analista de negócios (nível superior em Administração ou em Engenharia de Produção);
- Analista de projetos;
- Analista de segurança da informação;
- Analista de sistemas.
A remuneração para quase todas essas especialidades será de R$8.059.89. Isso porque a especialidade de execução mandados (oficial de justiça) oferece uma remuneração maior: R$9.972,05. Dentro desses valores já estão inclusas gratificações e o auxílio-alimentação, de R$1.290. A carga de trabalho é de 40 horas semanais para todos os servidores, e o regime de contratação é o estatutário, que garante estabilidade.
Prova Discursiva para juízes está marcada para este domingo
Enquanto o concurso para a área de apoio não é retomado, o Tribunal de Justiça prossegue com as etapas de avaliação do concurso para juízes, que oferece 50 vagas para candidatos com bacharelado em Direito há três anos, no mínimo, que tenham atuado na área jurídica por três anos e que possuam até 65 anos de idade. A remuneração para os futuros juízes será de R$30.404,42.
Neste domingo, 11 de julho, os candidatos serão submetidos à avaliação discursiva, dividida em duas partes:
- Primeira etapa: composta por 25 questões de Noções Gerais de Direito e Formação Humanística, entre outras disciplinas listadas no conteúdo programático;
- Segunda parte: Haverá duas provas práticas de sentença, sendo uma de natureza cível e outra de natureza penal.
Segundo a Fundação Vunesp, organizadora da seleção, as provas discursivas serão aplicadas com todo o aparato necessário para garantir a segurança dos candidatos em relação à pandemia da Covid-19, como o uso obrigatório da máscara, aferição da temperatura na entrada dos locais de prova e observância do distanciamento entre os indivíduos.




