Entenda como a preparação por meio de provas anteriores pode ser benéfica para você conquistar a aprovação em um concurso público.
A preparação para um concurso público pode ser feita de várias formas: por meio da pesquisa dos conteúdos presentes no edital, leitura a respeito de normas e leis, resolução de exercícios e simulados, entre outras, desde que essas estratégicas sejam, de fato, eficazes para a sua aprovação.
Uma dessas estratégias que não citei no primeiro parágrafo e daremos maior foco nesse texto é estudar por meio de concursos anteriores ao qual você se inscreveu ou pretende se inscrever. Por exemplo, os concurseiros que irão prestar a seleção para investigador da Polícia Civil do Rio de Janeiro, devem buscar, na teoria os conteúdos presentes no edital e os cadernos de prova do concurso de 2005, o último realizado para esse cargo. Mas será que isso funciona?
A resposta é SIM! Responder questões de concurseiros anteriores do mesmo órgão e até da mesma banca organizadora será como um teste para você identificar na prática se a teoria está efetivamente assimilada em sua mente. A Neurociência explica que para o cérebro armazenar fixamente em nossa memória os conteúdos estudados, eles devem ser primeiramente captados por um ou mais de nossos sentidos (visão, olfato, paladar, audição ou tato).
Os sentidos são captados por nosso sistema nervoso central e guardados como primeira memória, também chamada de memória de curto prazo. Quando adormecemos, nossos pensamentos vão sendo renovados, em que algumas memórias ficam e outras se apagam, já que o cérebro não identifica quais lembranças são consideradas mais importantes para serem mantidas. É nesse sentido que o concurseiro deve trabalhar para fazer essa memória curta se torna memória de longa prazo, que são aquelas que ficam registradas em nosso córtex cerebral.
Por isso que é considerado importante que o concurseiro estude por questões anteriores, para fixar o que foi estudado na teoria. Confira a lista de outros benefícios desse mecanismo de estudo:
- Estudar questões é uma forma de estudo menos cansativa;
- Ajuda a entender como uma determinada banca cobra uma teoria;
- Funciona como uma forma revisão.
Problemas que devem ser evitados ao estudar por questões anteriores
Porém, há algumas questões que o concurseiro deve considerar. Como foi dito anteriormente, o último concurso PC-RJ para investigador (cargo de nível médio) aconteceu há mais de 15 anos. Sendo assim, fica difícil para o concurseiro se basear pelo edital e pelo caderno de provas em função dessa distância temporal. É possível que o edital de 2005 possa dar algumas pistas do que costuma ser cobrado para esse cargo específico, mas nada muito próximo da nossa atual realidade.
Outro detalhe que precisa ser observado é o nível das questões. Se por exemplo, você está inscrito para fazer o concurso de assistente em administração da UFF, que é cargo de nível médio, você deve evitar responder questões aplicadas para cargo de nível superior. O mesmo vale para quem vai disputar vagas de graduação, para que pratiquem exercícios desse mesmo nível de escolaridade.
Também não vai adiantar se você vai prestar um concurso para uma determinada área, como a administrava, e procurar responder questões de concursos para tribunais.
Responda provas anteriores da mesma banca
Só o Cebraspe, por exemplo, é a banca organizadora de vários concursos públicos que são destaque nesse ano de 2021, como os da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, o de técnicos e analistas do Tribunal Judiciário do Rio de Janeiro e o do Departamento Penitenciário Nacional. Para quem vai prestar algum desses concursos é de fundamental importância buscar provas organizadas por essa mesma banca, para ir se familiarizando com o estilo da prova e com o nível de exigência cobrada pela mesma organizadora, desde que seja da mesma área de atuação profissional e desde que sejam o mais recente possível.
Concluímos, então, que responder questões de provas anteriores ajudam a fixar melhor tudo o que foi estudado pelo concurseiro por meio das apostilas, aulas presenciais e videoaulas, ajuda no condicionamento mental para o dia da prova e o prepara para o que ele irá enfrentar rumo ao ingresso no serviço público. Para colocar essa estratégia em prática, o concurseiro deve separar um horário na agitada rotina de estudos.
Isso pode ser feito durante a semana, logo após a leitura da teoria, ou mesmo somente aos finais de semana. Nesse último caso, o concurseiro deve se certificar de que todo o conteúdo lido na semana está devidamente apreendido para conseguir acertar o maior número de questões nos exercícios. Caso o contrário, ele precisará intensificar mais na leitura dos conteúdos ou mesmo praticar sobre provas anteriores com maior frequência ao longo da semana de estudos.




