Anderson Torres substituirá André Mendonça no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem histórico de luta por concurso no Distrito Federal.

Na última segunda-feira, 29 de março, o Presidente Jair Bolsonaro oficializou uma reforma ministerial que promoveu mudanças em nada menos que seis pastas: Casa Civil, Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, Secretaria de Governo, Advocacia-Geral da União e Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Nesse último ministério, quem comandava era André Mendonça, desde abril do ano passado. Agora, ele voltará a chefiar a AGU. No lugar de Mendonça ficará o delegado de Polícia Federal, Anderson Torres, que até então era secretário de segurança pública no Distrito Federal. Inclusive, o nome de Torres já era cogitado para assumir essa pasta desde a saída do ex-juiz Sérgio Moro.

O delegado tem experiência em Ciência Policial, Investigação Criminal e Inteligência Estratégica, atuou em diversas operações e investigações policiais, inclusive à nível internacional:

Entre 2007 e 2008, coordenou toda a atividade de inteligência da Polícia Federal na repressão a organizações criminosas de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Teve sob sua responsabilidade a administração da parte técnica e logística da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal e suas congêneres regionais entre 2008 e 2011", afirma o Gabinete de Segurança do DF.

Como secretário de segurança do DF, Anderson Torres cobrou pela realização de concursos nessa área, como o concurso para a Polícia Civil do Distrito Federal. Ele também foi responsável para que os aprovados na seleção da Polícia Militar do DF fossem convocados.

Porém, ele deixa o cargo sem conseguir lançar o edital para a Polícia Militar e para a área de apoio da Polícia Civil. Como novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres assumirá a gestão dos seguintes órgãos:

  • Polícia Federal (com concurso para agente, escrivão, delegado e papiloscopista);
  • Polícia Rodoviária Federal (com concurso para policial rodoviário);
  • Departamento Penitenciário Nacional (com concurso para agente penitenciário e especialista federal);
  • Secretaria Nacional do Consumidor;
  • Força Nacional de Segurança;
  • Fundação Nacional do Índio;
  • Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade);
  • Departamento de Migrações.

O que esperar de Torres no Ministério da Justiça e Segurança Pública?

Anderson Torres terá em mãos a responsabilidade de dar prosseguimento aos concursos que já estão abertos, mas que sofreram suspensões ou adiamentos em função da pandemia, como os da Polícia Federal, PRF e Depen. O seu antecessor, André Mendonça, por exemplo, foi uma peça importante para que esses órgãos recebessem o aval do Ministério da Economia.

Os agentes que atuam na área de segurança pública esperam que Torres possa autorizar a abertura de vagas para cargos administrativos da Polícia Federal. Também espera do novo comandante se coloque à disposição para convocar os aprovados em seleções anteriores dos órgãos de segurança pública, para ampliar o efetivo na área, que é tão prestigiada no Governo Bolsonaro.

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