Na nova série do site da Degrau Cultural, professor Tiago César orienta sobre a preparação a respeito da prova português para os candidatos a técnico do Tribunal Judiciário do Rio.
Nesta semana, o site da Degrau Cultural começa uma nova série de matérias com os nossos professores sobre a preparação para um concurso público que está em andamento. Depois dos candidatos a investigador da Polícia Civil do Rio de Janeiro, os privilegiados da vez serão os concurseiros que estão se preparando para prestar o concurso de técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Para ocupar uma das 85 vagas abertas, os candidatos não podem deixar a “peteca cair” e manter a preparação constante, mesmo sem haver uma previsão de quando o Concurso TJ-RJ será retomado. A expectativa, dos organizadores e dos concurseiros, é de que isso aconteça em breve, em função do início das campanhas de vacinação contra a Covid-19 por todo o Estado do Rio, em função da recente troca de comando no TJ-RJ (desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira tomou posse no início de fevereiro) e também por conta do aumento de cargos vagos registrados após vários servidores do tribunal aderirem ao Plano de Incentivo à Aposentadoria (PIA).
O professor Tiago César, que leciona Língua Portuguesa nos cursos da Degrau Cultural, traz um conselho importante aos concurseiros nesse momento de incertezas sobre a retomada do concurso TJ-RJ:
“Estudando todos os dias e ignorando a avalanche de informações tóxicas das redes sociais, com pseudoespecialistas em tudo. Qual é a única informação de que ele precisa e de quem ela virá? Ele precisa da nova data e ela virá da banca organizadora, em seu site. Qualquer coisa diferente disso é bobagem e perda de tempo. Ele já sabe a banca do concurso, sabe o conteúdo programático e sabe que a prova irá acontecer. O candidato que realmente deseja conquistar uma vaga deve se concentrar exclusivamente naquilo que ele pode controlar: estudo, alimentação, estudo, descanso, estudo, lazer, estudo, atividade física (mesmo para os que não querem a área policial), estudo e, caso sobre tempo, estudo. Espero que o recado tenha ficado claro (risos)”.
O que estudar em Língua Portuguesa?
Focando agora no assunto sobre a preparação para as provas objetivas, o professor Tiago aponta quais conteúdos serão os mais cobrados na disciplina de Língua Portuguesa. Para quem apostou em crase, concordância verbal e nominal, reconhecimentos em gêneros textuais, entre outros, vai ter que pagar a pasta.
Segundo o professor, o assunto a ser mais cobrado são as Relações de coordenação e subordinação. Ele afirma isso porque é um assunto que envolve um dos conteúdos mais presentes nas provas elaboradas pelo Cebraspe, organizador desse concurso: conjunções. Em relação aos conteúdos de conjunção, Tiago orienta que os concurseiros revisem, constantemente, as semânticas dos conectores: adição, adversidade, explicação, causa, condição, concessão, etc. É importante também que o candidato resolva questões que tratem da substituição de um conector por outro, sem que isso provoque um erro gramatical ou uma mudança no sentido original. Para Tiago, outros conteúdos com fortes possibilidades de aparecerem nas provas de técnicos judiciários são pontuação e colocação pronominal.
No primeiro, os candidatos devem se concentrar, principalmente, no emprego de vírgula “por meio da sintaxe, isto é, analisem os termos empregados na oração e associem as regras a esses termos, de tal forma a constatar quais deverão ser separados por vírgulas ou não”. Já sobre o segundo assunto, no caso a colocação pronominal, é preciso estudar os casos obrigatórios de próclise, quando o pronome oblíquo será obrigado a se posicionar antes do verbo.
O que esperar do formato das provas objetivas?
Apesar do Cebraspe será o organizador do concurso tanto para técnicos como para analistas judiciários (cargo de nível superior em diversas especialidades), as provas objetivas serão em um perfil diferente do padrão dela, que é o de certo/errado. De acordo com o edital publicado em fevereiro de 2020, a prova será no formato múltipla-escolha. Sendo assim, para o professor Tiago César, “os candidatos devem baixar provas da própria banca, na mesma modalidade, e começar a traçar o perfil de cobrança das questões”.
Uma dúvida que é bastante recorrente quando se pensa em uma prova de Língua Portuguesa para concursos públicos é se ela será mais voltada para gramática ou para a interpretação textual. O professor Tiago deu o seu ponto de vista para a nossa reportagem:
“Pela quantidade de questões, creio em um foco maior na interpretação. No entanto, isso não pode levar o candidato a abdicar da gramática, pois esta complementa o sucesso naquela”.
Acreditando que a prova de Português será mais voltada para análise e para a interpretação, muitos dos textos contidos no exame deverá ser composto pelo vocabulário jurídico, que costuma ser bastante rebuscado e pouco usual no cotidiano verbal de muitos falantes. Para quem deseja ingressar no Tribunal de Justiça do Rio, não tem jeito, é preciso dominar esse vocabulário, até mesmo para não ficar perdido quando tiver que administrar alguns processos e documentos durante a rotina de trabalho.
O professor Tiago aconselha aos concurseiros que, ao tiverem dúvida a respeito de um termo técnico, pesquise, tire dúvidas com um professor, o que não pode é levar essa dúvida para o dia da prova, pois isso pode custar a aprovação no concurso.
Requisito e remuneração do cargo de técnico
Conforme dito no começo do texto, o TJ-RJ oferece ao todo 85 vagas para o cargo de técnico judiciário, cujo requisito básico para concorrer é o nível médio de escolaridade. A remuneração para os futuros técnicos é de R$5.556,06 (incluindo benefícios). Através do cadastro de reserva, o tribunal espera convocar 1.615 aprovados ao longo do período de validade da seleção.




