Denize Canedo, coordenadora-geral de gestão de pessoas, afirmou que remoção interna na RFB contribuiu para acelerar abertura do concurso para auditor e analista.
Apesar de não haver uma previsão de quando o Concurso da Receita Federal será autorizado pelo Ministério da Economia, o recente processo de remoção interna contribui para uma resposta mais rápida por parte do Governo Federal. Quem analisa o contexto sob essa ótica é a coordenadora-geral de gestão de pessoas da receita, Denize Canedo. Ela afirma que uma comissão já foi formada para analisar o novo modelo de remoção interna apresentado pelo Sindifisco Nacional.
Recentemente, o Sindifisco Nacional se reuniu com a própria coordenadora Denize Canedo, com o subsecretário de Gestão Corporativa, Moacyr Mondardo Júnior e com o subsecretário substituto de Gestão Corporativa, Juliano Brito da Justa Neves, para discutir justamente o modelo de remoção proposto, além de questões relativas à participação de auditores-fiscais na remoção. Durante o encontro, a coordenadora informou que levaria todas as sugestões e demandas à comissão.
Vale reforçar que quando acontecem remoções internas na Receita Federal, logo em sequência um concurso público é aberto, sendo um indício positivo que ocorra em breve a autorização do pedido de concurso para contratar auditores-fiscais e analistas-tributários.
Na reunião citada acima, o Sindifisco Nacional havia sido representado pelo Diretor de Defesa Profissional, Levindo Siqueira Jorge. Ele pediu urgência nas tratativas e no aval para a realização da remoção interna, além de cobrar empenho da própria Receita Federal neste sentido. O representante da Receita Federal, subsecretário Juliano Brito, informou que está cuidando desta questão internamente, realizando todos os contatos necessários.
Aval para Receita Federal será pautado em reunião com Guedes
Foi noticiado no mês passado que o secretário da autarquia José Barroso Tostes Neto, se reuniria com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir justamente a possibilidade de concurso para a Receita Federal. O Sindifisco foi quem confirmou a informação. Essa seria a primeira reunião concreta de Guedes com algum representante da RFB. Porém, esse encontrou ainda não aconteceu.
Espera-se que o assunto seja discutido pelo chefe do Ministério da Economia ainda neste mês, pois o pedido de concurso para a Receita Federal encontrava-se nos últimos setores de avaliação no ministério, e há a necessidade por parte da autarquia de lançar o edital ainda neste ano.
As chances de autorização para a Receita Federal cresceram após o Ministério da Economia ter aceitado, na semana passada, os pedidos de concurso feitos pelo Ibama e ICMBio, mesmo que não tenha autorizado todas as vagas solicitadas. A autorização para a abertura de 375 vagas na Controladoria-Geral da União, no fim de julho, também é um sinal positivo para o futuro concurso da autarquia, apesar das críticas feitas pelo Sindifisco de que a Receita Federal não receber o mesmo tratamento dado à CGU.
“Inadmissível que a autorização para o concurso para o cargo de Auditor-Fiscal ainda não tenha sido assinada, já que o processo se encontrava pronto e na mesa de quem iria apor a autorização, tendo morrido de inanição", afirma o Sindifisco.
Concurso Receita Federal atualizou pedido de concurso em abril
Em busca de minimizar o déficit total de 22.901 cargos não ocupados nas funções de auditor e analista, a Receita Federal renovou o pedido de concurso público no mês de abril, para contratar 699 novos servidores:
- 469 vagas para analista-tributário;
- 230 vagas para auditor-fiscal.
Em ambos os cargos, o requisito para concorrer é o nível superior em qualquer área de graduação. Porém, segundo informações obtidas pela equipe de reportagem da Central Concursos, o aval para a Receita Federal poderá ser de 800 vagas: 500 para analista e 300 para auditor.
Os aprovados na primeira carreira terão remuneração de R$12.142,39, enquanto no segundo cargo o ganho será de R$21.487,09. Nos dois valores já está incluso o auxílio-alimentação no valor de R$458. A contratação dos novos analistas auditores será pelo regime estatutário, que assegura estabilidade financeira.
A autarquia ainda mantém a esperança de aplicar as provas objetivas até o fim deste ano. Mas devido ao atraso na autorização, e dependendo de quando será divulgado o edital, é mais provável que os exames aconteçam em 2022, assim como a nomeação dos aprovados, prevista para o primeiro trimestre do ano que vem.




