Mesmo com cinco questões, Professor Bruno Barra alerta que a prova de Informática também é importante para o resultado final da prova objetiva. Veja porquê!  

Fazer um download, arquivar na nuvem, editar no Word ou Excel, enfim, são ações praticadas por quem trabalha com informática. Nessa era da informatização, quem não sabe dominar o básico de um computador, no mínimo, não conseguirá ingressar no atual mercado de trabalho. Analisando esse contexto, os órgãos públicos estão cobrando em seus concursos públicos, cada vez mais, os conhecimentos acerca das funcionalidades de um aparelho de informática. Porém, mesmo fazendo parte da nossa rotina, alguns assuntos são considerados “bem chatinhos”.

Para alguns concurseiros, Informática é uma pedra no sapato na hora de estudar e de responder as questões na hora da prova. Muitos podem até ter comemorado o fato do próximo concurso da Polícia Penal de Minas Gerais, acreditando que não terão que “queimar os neurônios” para fazer uma prova com apenas cinco questões. Mas, não é bem assim, concurseiro! O professor Bruno Barra, que é servidor público na área de TI e leciona essa disciplina nos cursos da Degrau Cultural, ressalta que:

Todas as matérias de um certame são importantes, ainda que o número de questões não seja expressivo, até porquê nesta prova temos um quantitativo mínimo exigido de acerto por área. Nesse caso, na informática temos um mínimo de 40% de acerto das cinco questões, ou seja, um total de dois acertos dentre as cinco, para que o candidato não seja eliminado”.

Ou seja, você só precisa acertar, no mínimo, duas questões para não perder a Prova de Informática. Por esse motivo, o candidato deve se preocupar, sim, com a prova de Informática. Porém, no bom sentido, é claro!. Até porquê, como bem lembrou o professor, a disciplina de Informática é constante em concursos da área de segurança pública e “está presente direta ou indiretamente em quase todas atividades da administração pública”.

O que eu devo estudar para o Concurso Sejusp-MG?

De acordo com a análise feita pelo professor Bruno Barra, como a prova de Informática cobrará a resolução de cinco questões, o edital traz justamente cinco conteúdos. Porém, não significa que todos os conteúdos serão abordados nos exames, já que cada um desses itens apresenta subdivisões.

O quarto item do edital, por exemplo, fala sobre Edição de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office e BrOffice), assunto este que dificilmente fica de fora das provas de Informática voltadas para a área de segurança pública. Dessa forma, as bancas costumam perguntar muito a respeito de todos os programas que fazem parte do Pacote Office: Word, Writer, Excel, Calc, Power Point e Impress:

“Por ser um item de grande conteúdo com seis aplicativos, o usuário de computador precisa ter o mínimo de entendimento para o bom uso da máquina, porém, dos seis programas, temos uma grande possibilidade de termos questão das planilhas eletrônica (Excel e Calc) e dos processadores de texto (Word e Writer)”, avalia Bruno.

Outros assuntos que não se podem dispensar são os relacionados a internet e intranet, exigindo que o candidato estude os principais protocolos da chamada “aplicação do protocolo TCP/IP”, assunto recorrente das provas elaboradas pelo Instituto Selecon, organizador do certame.

Como o Instituto Selecon costuma elaborar as provas de Informática?

Já que citamos a banca do Concurso Sejusp-MG, o Professor Bruno Barra revela que as provas objetivas elaboradas por ela não são muito adeptas às famosas “pegadinhas”, tendo um perfil mais categórico, porém, mais reflexivo ao preparar um exame para um concurso público:

“É uma banca que distribui bem os assuntos pelos pontos do edital, que costuma cobrar questões que coloca o candidato para pensar, fugindo um pouco do aspecto decoreba. Costumo falar para meus alunos, medo de banca é para quem não está se preparando com seriedade”, reforçar o especialista.

Apesar do edital ser a bússola-máster para quem irá concorrer às 2.420 vagas oferecidas para policiais penais, o candidato pode, sim, recorrer a outras provas que possuem perfil e conteúdo semelhante, para firmar na cabeça o que está sendo estudado. Segundo o professor Bruno Barra, as melhores referências de estudo para esse certame são:

  • Última Prova de Guarda municipal de Niterói do ano de 2019;
  • Última Prova para Professor da Prefeitura de são Gonçalo com caderno de prova /gabarito divulgado no último dia 31/10/2021.

A prova para Professor de São Gonçalo, em especial, também contou com cinco questões, trazendo três pontos teóricos para serem analisados para que o candidato chegasse a resposta. Essa prova é a que mais se aproxima do formato a ser implementado pelo Instituto Selecon no concurso para policiais penais, sendo a mais recomendada para o treino dos candidatos.

Estratégias e Recomendações para quem prestará as provas

As provas para policiais penais de Minas Gerais serão aplicadas somente no dia 16 de janeiro de 2022, na capital, Belo Horizonte, e em outras 15 cidades do interior do estado. Ao todo, além das cinco questões de Informática, o concorrente inscrito terá de responder a 10 questões de Língua Portuguesa, 10 de Noções de Direito, 10 de Direitos Humanos, 20 de Legislação Especial e cinco de Raciocínio Lógico.

Para conseguir adquirir o máximo de conhecimento sobre os conteúdos de Informática, segundo o especialista Bruno Barra, a melhor estratégia é praticar bastante, resolvendo provas anteriores produzidas pela mesma banca, resolvendo também questões de cargos da área da segurança pública, como da polícia penal de outros Estados, guarda municipal e agentes de polícia civil.

Mas atenção à data em que essas provas foram aplicadas, já que os assuntos que giram em torno da Informática passam por constantes atualizações. Responder questões com conteúdo obsoleto pode te induzir ao erro no dia da sua prova:   

“Outra maneira de estratégia de preparação é elaborar resumos curtos dos pontos teóricos já estudados, para realizar revisões dinâmicas e deixar o reforço do aprendizado da teoria mais ágil”, conclui o professor.

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