Professora Nívia Xavier indica a melhor forma de se preparar a prova de português, para que você conquiste uma das 2.420 vagas oferecidas para a Polícia Penal de Minas Gerais.
Faltam três meses para a aplicação das provas objetivas do Concurso Sejusp-MG para a polícia penal do estado, marcadas para 16 de janeiro de 2022. Apesar desse tempo relativamente longo de preparação, é preciso aproveitar cada segundo para assimilar os conteúdos como se a prova fosse acontecer no dia seguinte.
Sendo assim, concurseiro, nunca é demais trazer algumas dicas de preparação sobre como se preparar adequadamente para você se sair bem na prova de quaisquer disciplinas. Começando por uma que é cobrada em 99% dos concursos públicos do país: Língua Portuguesa. No concurso para policiais penais de Minas Gerais, serão aplicadas 10 questões das 60 totais. Mesmo trazendo poucas vagas, o candidato não pode vacilar com essa disciplina que é considerada como um pré-requisito para assumir qualquer cargo, seja da iniciativa pública ou privada.
Afinal, como estudar Língua Portuguesa para concurso público? Para dar o melhor direcionamento à sua preparação, convocamos a professora Nívia Xavier, que leciona a disciplina nos cursos da Degrau Cultural. Ela indica como deve ser a preparação de um indivíduo em um concurso público, independente do órgão e do nível de escolaridade:
“É muito importante que a parte de interpretação e compreensão textual seja bem estudada e entendida, pois, normalmente, é a parte mais cobrada em todos os concursos. É necessário sempre estudar a parte teórica para adquirir base para realizar as questões. Para os estudos teóricos, é bom ter uma gramática ou apostila a que se possa recorrer em casos de dúvidas. Além disso, é importante ter disciplina e constância”.
Conforme recomendou a professora Nívia, vale a pena o candidato à Sejusp-MG ter sua gramática de bolso ou cabeceira para responder a todas as suas dúvidas durante a preparação para o concurso. O edital de abertura traz algumas das principais gramáticas e referências do país sobre os conteúdos de Língua Portuguesa:
- Dicionário de Língua Portuguesa (2011), de Evanildo Bechara;
- Gramática de Silveira Bueno (2014);
- Novíssima Gramática da Língua Portuguesa (2010), de Domingos Paschoal Cegalla;
- Gramática Reflexiva: Texto, semântica e interação (2013), de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães;
- Interpretação de textos: construindo competências e habilidades em leitura, 3ª edição (2016), de William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães e Ciley Cleto;
- Funções de linguagem (1990), de Samira Chalhub;
- Nova Gramática do Português Contemporâneo (2017), de Celso Cunha e Lindley Cintra;
- Coesão e coerência textuais (1997), de Leonor Lopes Fávero;
- A Fórmula do texto (2017), de Wander Emediato;
- Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar (2007), de Othon Garcia;
- A coesão textual (1992), de Ingedore Koch;
- O texto e a construção de sentidos (2003), de Ingedore Koch;
- Ler e compreender: os sentidos do texto (2012), de Ingedore Koch e Vanda Elias;
- Produção textual, análise de gêneros e compreensão. (2008), de Luiz Antônio Marcuschi;
- Oficina de Redação (2013), Leila Lauar Sarmento.
Segundo a nossa especialista, se for da vontade do candidato, ele procurar todas essas referências e adquiri-las. Porém, parte delas aborda os assuntos de forma isolada, sendo que a gramática de Cunha e Cintra é a que abarca a maior parte dos conteúdos previstos em edital.
Assuntos com maior chance de cair na prova?
O edital do concurso para policiais penais traz uma infinidade de conteúdos que parece não caber em apenas dez questões. Quem vai prestar esse concurso fica na dúvida de quais assuntos vão, de fato, cair nas provas. Para facilitar essa questão, a professora Nívia Xavier aponta para os assuntos que são indispensáveis de estudar para esse certame:
Interpretação e compreensão de texto: “deve estar dentro desse quantitativo, afinal, é a partir disso que se mede a capacidade de entendimento da candidata e do candidato”;
Conhecimentos em ortografia e acentuação: “por causa do Novo Acordo Ortográfico”;
Pontuação: “já que a vírgula é um problema para muitas concurseiras e muitos concurseiros”;
Tipologia textual: “para testar se o candidato consegue separar, de acordo com as regras, os tipos de textos que nos cercam diariamente;
Crase, concordância e regência: “para avaliar o potencial gramatical”;
Coesão e coerência: “para avaliar se o candidato consegue entender as questões sobre substituição, sinônimo, antônimo, anáfora e catáfora”.
Perfil do Organizador
Outro fator que deve ser levado em conta por quem irá se preparar para a prova de Língua Portuguesa, em qualquer concurso, é saber como a banca contratada costuma cobrar dos candidatos sobre essa disciplina. No caso do Concurso Sejusp-MG, a organização está a cargo do Instituto Selecon.
Analisando a lista dos conteúdos programáticos, a banca privilegiou a parte de compreensão e interpretação de textos, algo que deve ser melhor estimulado nos anos fundamental e médio da vida escolar. Para que o candidato consiga adquirir ou mesmo aprimorar essa habilidade, é preciso ler bastante e resolver muitas questões de provas anteriores:
“Após a parte teórica ter sido estudada, para que se aprimore essa habilidade, é necessário realizar o máximo de questões possíveis. Vale lembrar que os erros nas primeiras baterias de questões são em maior quantidade. Com o tempo, os erros diminuem”, destaca a professora.
Apesar da predominância de questões voltadas para a interpretação de textos nas provas do Selecon, o candidato não pode abrir mão dos conhecimentos gramaticais, pois a banca do Concurso Sejusp-MG jamais esquece dessa parte da prova de Português.
Ao abrir o primeiro concurso público para a Polícia Penal, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais visa contratar 2.420 novos servidores, sendo 1.944 para homens e 476 para mulheres. O requisito básico para concorrer é o nível médio de escolaridade e a remuneração será de R$ 4.631,25. Para ocupar uma dessas vagas e poder receber um dos maiores salários da categoria em todo o país, a regra de ouro é a mesma para todos os concurseiros: Estudar, ainda que falte muito para as provas:
“Sempre conjugar a teoria com exercícios e revisão. Principalmente, a revisão dos conteúdos das questões que a candidata e o candidato tenham errado em maior quantidade. Caso seja possível, a feitura de simulados também ajuda bastante na preparação rumo à prova”, conclui a professora Nívia Xavier.
Além da prova de Português, os candidatos a Polícia Penal de Minas Gerais terão de responder a questões sobre Informática Base (5 questões), Noções de Direito (10 questões), Direitos Humanos (10 questões), Legislação Especial (20 questões) e Raciocínio Lógico (5 questões). No mesmo dia da prova objetiva, o Instituto Selecon aplicará uma prova discursiva, em que os concorrentes terão de produzir uma redação entre 20 a 30 linhas sobre um tema proposto pela banca. A estimativa é de que até 12.100 candidatos tenham a redação corrigida.
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