Novo Ministro da Justiça, Anderson Torres, realiza trocas no comando da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária, que não devem interferir nos preparativos dos dois concursos.
Assim que tomou posse como novo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres trocou os diretores-gerais dos dois principais órgãos de segurança pública no país: Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Na Polícia Federal, o então diretor Rolando Alexandre, que estava no comando da corporação desde maio do ano passado, foi substituído por Paulo Gustavo Maiurino, que possui um perfil mais político do que os seus antecessores. Ele é o terceiro diretor-geral da Polícia Federal do Governo Bolsonaro. Até setembro de 2020, o delegado Maiurino era secretário de Segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), trabalhou no governo do estado de São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) como subsecretário de Segurança Pública, no ano de 2018, e atuou como secretário estadual de Esporte, lazer e Juventude entre 2016 a 2018.
Antes disso, ele chefiou a sede da Interpol no Brasil entre os anos de 2009 e 2010, foi corregedor-geral do Ministério da Justiça e integrou o Conselho de Segurança Pública do estado Rio de Janeiro, e tem em seu currículo curso de instrução no FBI, nos Estados Unidos.
No caso da Polícia Rodoviária Federal, a troca foi mais recente, autorizada na noite da última terça-feira, 06 de abril. Silvinei Vasques, que é policial rodoviário federal há 26 anos, substituirá Eduardo Aggio na direção da PRF. Em toda a trajetória na PRF, Vasques chegou a ser superintendente da corporação, chefiando a PRF nos estados de Santa Catarina e no Rio de Janeiro. E ainda teve uma passagem curta como secretário municipal de Segurança na Prefeitura de São José, cidade localizada em Santa Catarina, estado natal de Vasques.
Mudará algo nos preparativos dos concursos?
Com a troca na direção-geral da PF e da PRF, alguns concurseiros temem que os dois concursos sofram mudanças ou interferências bruscas nos seus preparativos. Mas podem ficar tranquilos. Nenhum desses dois concursos serão afetados com essas mudanças.
Em live realizada nesta quarta-feira, 07 de abril, pelo seu perfil no Instagram, o diretor-executivo da PRF, José Lopes Hott Júnior reforçou que a troca de Aggio por Vasques não mudou nada nos trabalhos. Ele aproveitou a ocasião para elogiar o ex-diretor, alegando que o Concurso PRF é resultado do trabalho conjunto entre eles, além de intensificar a ideia de que, mesmo o ritmo dos trabalhos seja mantido, o bem da PRF é a prioridade no momento:
“Quem está à frente da orquestra dá o tom, o ritmo, o compasso, mas eu tenho certeza que é sempre o mesmo: uma PRF mais forte, um Brasil mais seguro, uma instituição que sirva a sociedade em nível de excelência e para isso, pessoal, nós precisamos de um elemento que é o mais caro para nossa instituição, nós precisamos de bons policiais, nós precisamos de policiais com vocação e isso começa no concurso público”, afirmou Hott Júnior.
No caso da Polícia Federal, o discurso é praticamente o mesmo. Gustavo Maiurino terá a responsabilidade de conseguir mais contratações, já que o concurso de 1.500 vagas ainda não será suficiente para suprir todas as vacâncias registradas. Ou seja, mesmo com a conclusão de todas as etapas da seleção, caberá a Maiurino lutar por mais concursos na corporação.
Resumo das oportunidades destinadas nos dois concursos
Polícia Rodoviária Federal: 1.500 vagas para o cargo de policial rodoviário federal, voltado para candidatos com nível superior em qualquer área, que possuam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B ou superior, e possuir, na data da matrícula no Curso de Formação Profissional, idade mínima de 18 anos e máxima de 65 anos. A remuneração para os aprovados é de R$10.357,88, estando incluído o auxílio-alimentação. Haverá cadastro de reserva para contratar mais 500 aprovados durante o período de validade.
Polícia Federal: 1.500 vagas abertas e distribuídas em quatro cargos:
- 893 vagas para agente;
- 400 vagas para escrivão;
- 84 vagas para papiloscopista;
- 123 vagas para delegado;
Os três primeiros cargos exigem nível superior em qualquer área ou curso de tecnólogo + Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B ou superior e remuneração de R$12.980,50. Já a função de delegado é destinada a pessoas com nível superior em Direito + experiência jurídica ou policial de 03 anos + CNH na categoria B ou superior. A remuneração para essa carreira será de R$24.150,74. Assim como a PRF, a Polícia Federal também planeja contratar até 2 mil aprovados.
Vale lembrar que por conta do avanço da pandemia da Covid-19, os dois órgãos precisaram adiar a realização das provas objetivas e discursivas para as seguintes datas:
- PRF: 09 de maio;
- PF: 23 de maio;




