Delegada Cecília Silva Franco declara que as provas para os quatro cargos da Polícia Federal serão aplicadas no mesmo dia e não haverá a inclusão de inglês.
Para o concurseiro que cogitou a possibilidade de concorrer a mais de um cargo no concurso público da Polícia Federal, é melhor tirar essa ideia da cabeça. A diretora de Gestão de Pessoal da corporação, delegada Cecília Silva Franco, em entrevista ao site Metrópoles, declarou que as provas poderão acontecer em março (conforme foi publicado no Twiter oficial da Polícia Federal), porém, em um único dia para os quatro cargos do certame:
“Abrir para mais opções é sempre um prejuízo muito grande – inclusive na formação dos candidatos, há recurso empregado na manutenção de cada um na academia. Como muitas pessoas fazem mais de um curso e precisam, ao final, optar por um cargo, não conseguimos preencher as vagas do concurso. Gera prejuízo tanto para a instituição quanto para outros candidatos”, declarou a diretora.
Sendo assim, quem irá se inscrever ao novo concurso da Polícia Federal, com 1.500 vagas, terá de escolher apenas um cargo para concorrer:
Ainda segundo Cecília, a Polícia Federal trabalha para realizar todos as fases do concurso da forma mais ágil possível, inclusive, sendo beneficiada por uma possível redução do período entre edital e provas de quatro para dois meses. E a diretora reforça o que já havia sido amplamente divulgado pelas autoridades da corporação: que o edital sairá neste mês de janeiro. Já sobre a possibilidade das provas acontecerem em março, Cecília informou que ela não tem uma posição formal sobre esse pedido para adiantar a realização dos exames, porém, o Ministério da Economia sinalizou de forma positiva sobre o assunto.
Língua Inglesa não deve ser incluída nas provas
Em meados de dezembro, o presidente da Fenapef, Luís Boudens, levantou a possibilidade da disciplina de Inglês ser incluída na prova objetiva, alegando que os futuros policiais poderiam auxiliar o trabalho da Interpol, além de precisarem lidar com o atendimento de vítimas e criminosos de outros países, e nesse sentido, seria plausível cobrar-se o domínio desse idioma.
Porém, a diretora de Gestão de Pessoal da PF garantiu que não haverá prova de Inglês no próximo concurso, o que deve aliviar os concurseiros que, porventura, não dominem a língua:
“O formato e nível que chegamos é o que consideramos adequado para as necessidades da instituição. Com relação à inclusão de inglês no edital, não há qualquer possibilidade de ocorrer. Estamos, inclusive, com um projeto em tramitação para fornecer curso de inglês aos nossos servidores. Com relação à legislação, já está previsto no contrato que é obrigação da banca atualizar o conteúdo, de acordo com a lei vigente”, concluiu Cecília.
Sendo assim, espera-se que não haja surpresas no edital, que deve ser semelhante ao do concurso de 2018, que teve o mesmo organizador dessa nova seleção: o Cebraspe. A escolha da empresa foi confirmada no Diário Oficial da União (D.O.U) do último dia 29 de dezembro.
Etapas confirmadas
Os concurseiros que sonham em ingressar na Polícia Federal chegam em 2021 cientes do que esperam por eles nessa seleção. A corporação confirmou quais as etapas de avaliação dos concorrentes:
- Provas objetivas e discursivas;
- Exame de aptidão física;
- Avaliação psicológica;
- Avaliação médica;
- Prova de digitação (apenas para o cargo de escrivão);
- Prova oral (apenas para o cargo de delegado);
- Avaliação de títulos (apenas para o cargo de delegado);
- Perícia (apenas para os candidatos com deficiência);
- Heteroidenficação (apenas para os candidatos autodeclarados negros).
A delegada Cecília Silva Franco falou também a respeito do TAF, em que deve ser mantido o teste de natação, já que segundo ela, essa é uma aptidão necessária para todo e qualquer policial federal. Mas a delegada ponderou ainda que algumas revisões ainda precisarão ser feitas e detalhes de algumas etapas presentes no último edital podem não aparecer de novo.
Quem tiver interesse em disputar às vagas de agente, escrivão e papiloscopista, é preciso ter nível superior em qualquer área de graduação e possuir Carteira Nacional de Habilitação a partir da categoria B. A remuneração para essas três carreiras será de R$12.522,50 mensais.
Já o cargo de delegado exige nível superior em Direito, tendo experiência profissional comprovada de, pelo menos, três anos na área, mais Carteira Nacional de Habilitação. A remuneração é de R$23.130,48 mensais. Todos os futuros profissionais da PF serão contratados pelo regime estatutário, que é o que garante estabilidade.




