Ministério da Justiça e Segurança Pública pede que o Ministério da Economia reduza o tempo entre lançamento do edital e aplicação das provas. Banca organizadora deve ser escolhida até janeiro.
A Polícia Federal estuda realizar as provas objetivas do próximo concurso o mais rápido possível. Através de ofício protocolado na última segunda-feira, 14 de dezembro, o secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública,Tércio Issami Tokano, pasta que rege a corporação, foi solicitado ao Ministério da Economia a redução do prazo legal concedido pelo Governo Federal de quatro para dois meses, para publicar o edital e aplicar as etapas de avaliação.
Com esse intuito, a Polícia Federal pretende ainda contratar a banca organizadora até janeiro do próximo ano. O próprio ofício menciona que o processo de escolha do organizador já está em andamento. Conforme consta no documento, o objetivo da corporação é preencher todas as 1.500 vagas ainda em 2021, inclusive, já iniciando o curso de formação dos novos policiais, desde que se cumpram todas as longas etapas.
O fato do Ministério da Economia ter postergado muito o aval para esse concurso, todo o cronograma será afetado. E nesse sentido, a Polícia Federal quer acelerar o processo de escolha do organizador, para ter um edital nos primeiros meses de 2021 e aplicar as provas objetivas também brevemente, já que a primeira fase de avaliação possui um prazo de, aproximadamente, cinco meses, considerando os prazos legais que são obrigatórios, sendo composta pelas seguintes etapas de avaliação:
- Provas objetivas;
- Provas discursivas;
- Exame de aptidão física;
- Avaliação psicológica;
- Avaliação médica;
- Prova de digitação (apenas para o cargo de escrivão);
- Prova oral (apenas para o cargo de delegado);
- Avaliação de títulos (apenas para o cargo de delegado);
- Perícia dos candidatos com deficiência;
- Heteroidenficação dos candidatos negros.
Já o Curso de Formação Profissional, realizado em Brasília, na Academia Nacional de Polícia, tem duração prevista de 10 semanas, sendo necessária a realização de dois cursos de formação com 1.500 novos policiais, conforme consta no documento. Sendo assim, a Polícia Federal planeja realizar duas turmas e concluir toda essa primeira etapa em até cinco meses.
Curso de Formação deve ser em 2021
Durante a cerimônia de formação de novos delegados e peritos da Polícia Federal, o diretor-geral da corporação, Rolando Alexandre, declarou que além de contratar os 1.500 aprovados para ocupar as vagas imediatas, outros 500 excedentes deverão ser convocados até 2022. Nessa ocasião, Alexandre confirmou ainda que a primeira turma do Curso de Formação será aberta no ano que vem.
Distribuição das 1.500 vagas do novo concurso da Polícia Federal
- 123 vagas para o cargo de delegado;
- 893 vagas para o cargo de agente;
- 400 vagas para o cargo de escrivão;
- 84 vagas para o cargo de papiloscopista.
As carreiras de agente, escrivão e papiloscopistas exigem nível superior em qualquer área de formação e Carteira Nacional de Habilitação. A remuneração para esses três cargos é de R$12.522,50 mensais.
Já para a função de delegado, é preciso ter nível superior em Direito, com experiência profissional de, no mínimo, três anos na área e Carteira Nacional de Habilitação. A remuneração é de R$23.130,48 mensais. A contratação de todos os aprovados será pelo regime estatutário, que permite ao servidor ter estabilidade.




