Diretor de gestão de pessoas da Polícia Federal, Oswaldo Gomide, comunicou em reunião que irá convocar aprovados além das vagas imediatas, sem necessitar do aval do Governo Federal.  

Na última quarta-feira, 18 de agosto, membros da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) se reuniram com o diretor de gestão de pessoas da Polícia Federal, Oswaldo Gomide, e com o diretor da Academia Nacional de Polícia (ANP), Humberto Rodrigues, para discutirem as tratativas de contratação dos candidatos que conseguiram ser aprovados no último concurso da corporação, mas ficaram além das 1.500 vagas imediatas – os chamados excedentes.

E durante esse encontro, o diretor da PF informou que já iniciou os preparativos para chamar, no mínimo, 25% dos candidatos excedentes, junto ao departamento. Gomide lembra que o Decreto 9.739/2019 permite a corporação pular etapas, ou seja, convocar os excedentes sem necessitar de um decreto presidencial. O que é muito bom tanto para a própria PF, que irá reforçar ainda mais o seu efetivo, quanto para os excedentes, que não terão de esperar muito tempo para realizar as etapas obrigatórias para ingressar na corporação.

Os outros 75% aprovados além das vagas só poderão receber a convocação da PF após o Presidente da República e o Ministério da Justiça e Segurança Pública concederem o aval.

Com decreto ou sem decreto presidencial, a meta da Fenapef é conseguir que os 100% dos aprovados realizem o sonho de trabalhar na Polícia Federal:

“A Fenapef está à disposição para mediar junto ao Ministério da Justiça e à Presidência da República a questão do aproveitamento de todas as vagas excedentes. Só precisamos do aceno positivo do Diretor-Geral da PF para essa possibilidade”, afirmou o diretor jurídico da Fenapef, Flávio Werneck, que esteve presente nessa reunião e reforçou o comprometimento da direção-geral da PF em utilizar todo o cadastro de reserva.

6.724 cargos estão vagos

A Fenapef está na luta para adquirir que mais cidadãos, aprovados em concursos público, componham o efetivo da Polícia Federal em função do alto déficit atualmente registrado. Nem as 1.500 vagas imediatas abertas no último concurso serão capazes de preencher as 6.724 vacâncias. Isso representa 40% do total do quadro de pessoal.

Para resolver esse problema, a Fenapef apoiou uma comissão que formada pelos próprios concurseiros excedentes, que visa pressionar as autoridades competentes a convocarem muito além das 500 vagas previstas no cadastro de reserva, número que também não seria suficiente para suprir todo o déficit de servidores.

O presidente da Fenapef, Luís Boudens, afirmou que a chegada desses excedentes não irá prejudicar a excelência dos trabalhos desempenhados pela Polícia Federal, pelo contrário, auxiliará numa “uma economia muito grande, tanto de esforços quanto de recursos”.

 

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