Polícia Federal estende por mais seis meses o período de validade do último concurso, com 893 vagas e novo edital pode sair já no fim de 2023.

O Cebraspe publicou nesta segunda-feira, 27 de fevereiro, uma portaria assinada pelo diretor de gestão de pessoas da Polícia Federal, Guilherme Monseff de Biagi, em que prorroga a validade do último concurso da corporação por mais seis meses. O prazo que terminaria neste mês de março foi estendido para até 15 de setembro.

ACESSE A PORTARIA DE PRORROGAÇÃO DA VALIDADE DO CONCURSO PF 2021

O ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, Flávio Dino, já havia prometido que irá prorrogar a validade desse certame e que, durante os próximos seis meses, pretenderia convocar todos aqueles que se classificaram além das 1.500 vagas totais oferecidas nessa seleção:

“... depende de orçamento e medidas que estão hoje em outras áreas de governo. Mas a opinião tanto da Direção-Geral da Polícia Federal quanto minha é no sentido de que essas pessoas sejam incorporadas”, declarou Flávio Dino

Outro personagem que se mobilizou a favor dessa prorrogação foi o deputado federal Nicoletti (União Brasil-RR). Ele havia solicitado à Presidência da República que o prazo de validade do Concurso PF 2021 fosse prorrogado em caráter de urgência, pois segundo ele, ainda há cerca de mil aprovados nesse certame que estão em condições de passarem pelo curso de formação policial e que a corporação sofre com uma grande carência de pessoal.

Após à conclusão do período de validade do último concurso público, a Polícia Federal já poderá, legalmente, publicar o edital de um novo concurso para a área policial, sendo esse um desejo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A abertura desse novo certame também dependerá de quanto haverá de orçamento previsto e da autorização do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, criado na atual gestão do Poder Executivo Federal.

Como as vagas foram distribuídas entre os cargos?

Em 2021, a Polícia Federal publicou um com 1.500 vagas, distribuídas entre quatro cargos da área policial. A maior parte das oportunidades foi destinada para o cargo de agente, que apresentou 893 vagas para quem tinha nível superior em qualquer área ou curso de tecnólogo, mais Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B ou superior. A remuneração para os novos agentes será de R$12.980,50.

Esses ganhos e requisitos são os mesmos dos cargos de escrivão e papiloscopista. No primeiro, foram oferecidas 400 vagas, enquanto no segundo cargo a Polícia Federal destinará 84 oportunidades.

Por fim, a corporação contratará 123 novos delegados. Essa carreira só poderá ocupada por pessoas com nível superior em Direito, mais experiência jurídica ou policial de três anos e CNH na categoria B ou superior. Os ganhos podem chegar a R$24.150,74 mensais.

A organização do concurso foi de responsabilidade da tradicional banca Cebraspe e a avaliação dos candidatos se deu através das seguintes etapas:

  • Provas objetivas;
  • Provas discursivas;
  • Teste de Aptidão Física;
  • Avaliação psicológica;
  • Avaliação médica;
  • Prova de digitação (apenas para o cargo de escrivão);
  • Prova oral (apenas para o cargo de delegado);
  • Avaliação de títulos (apenas para o cargo de delegado);
  • Perícia (apenas para os candidatos com deficiência);
  • Heteroidenficação (apenas para os candidatos autodeclarados negros);
  • Curso de Formação.

Para quem pretende trabalhar na função de agente da Polícia Federal, por exemplo, mas não pôde participar do último concurso, as provas para esse cargo foram compostas por 120 questões no estilo “Certo ou Errado”, distribuídas entre três blocos:

Bloco I (60 questões): Língua Portuguesa, Noções de Direito Administrativo, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Penal e de Direito Processual Penal, Legislação Especial, Estatística e Raciocínio Lógico;

Bloco II (36 questões): Informática;

Bloco III (24 questões): Contabilidade Geral.

Além de contratar os selecionados nas vagas imediatas, a Polícia Federal recebeu a autorização da Presidência da República, em maio do ano passado, para dar posse a mais 382 selecionados no cargo de agente, 53 delegados, 172 escrivães e 18 papiloscopistas. As contratação ocorrem pelo regime estatutário, que assegura a estabilidade.

 

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