Professor Tiago César dá dicas de como os candidatos a investigador da Polícia Civil do RJ devem se preparar para terem um bom desempenho na prova de Língua Portuguesa.
O ano só está começando, porém, ele chega com diversas oportunidades em vários concursos, principalmente, para a área de segurança pública. À nível nacional, temos os concursos para a Polícia Rodoviária Federal e para a Polícia Federal (com vagas para agente, delegado, escrivão e papiloscopista), já à nível estadual, um dos concursos mais aguardados é o da Polícia Civil.
O governo do Rio de Janeiro concedeu, em novembro do ano passado, uma nova autorização para o concurso da corporação, abrindo 73 vagas imediatas, distribuídas entre os cargos de auxiliar de necropsia, técnico de necropsia, perito legista, perito criminal, delegado, inspetor e investigador. Esse último traz 11 vagas imediatas, mas outras oportunidades que poderão ser abertas ao longo do prazo de validade. Para essa carreira, o candidato precisa ter nível médio completo e a remuneração será de R$5.740,38.
Para conseguir ingressar nessa importante carreira da Polícia Civil, é essencial ter uma boa preparação para se sair na primeira fase de avalição, que será a prova objetiva. Em especial, para a prova de Língua Portuguesa que, segundo o professor Tiago César, “ela sempre será um diferencial, já que um bom rendimento nas demais matérias acaba passando pela análise, compreensão e interpretação de textos”, e reforçou que essa disciplina é importante para concursos de qualquer área.
Preparação com base em concursos anteriores
Tiago César, professor de Língua Portuguesa dos cursos da Degrau Cultural, aconselha aos concurseiros não utilizarem a prova do último concurso de investigador da Polícia Civil como base, pois ele aconteceu lá em 2005, anos antes do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa ter sido assinado.
Para ele, os concurseiros devem resolver provas mais recentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro e de outros estados também, de preferência de 2016 para cá. Tiago listou os concursos mais indicados para o candidato a investigador estudar:
- Polícia Civil de Santa Catarina 2017 (escrivão e agente);
- Polícia Civil do Rio Grande do Sul 2018 (investigador);
- Polícia Civil do Espírito Santo de 2019 (investigador).
Fora que é preciso também se preparar a partir de provas elaboradas pela banca organizadora desse mesmo cargo, assim que ela for definida, independentemente do cargo, corporação ou nível de escolaridade.
Se o candidato olhar para as provas de 2013 para oficial de cartório e de 2014 para papiloscopista da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi cobrado um total de 30 questões na disciplina de Português. O Professor Tiago acredita que o quantitativo de perguntas em Língua Portuguesa será repetido, e alerta para que os concurseiros se preparem com base na possibilidade de haver entre 25 a 30 questões.
Confira abaixo outras perguntas respondidas pelo professor Tiago César a respeito da preparação para a prova de Língua Portuguesa no cargo de investigador:
Como estudar sem ter ainda uma organizadora definida?
“Há assuntos que são recorrentes nas provas, independentemente da banca, do cargo, etc. Alguns deles:
- Compreensão e interpretação de textos;
- Acentuação;
- Emprego do sinal indicativo de crase;
- Concordância;
- Semântica das conjunções;
- Regência;
- Flexão de tempos e modos verbais;
- Pontuação.
A ideia é dominar, primeiramente, os assuntos que sempre aparecem para, na sequência - e já com a banca definida -, moldar o conhecimento de acordo com o perfil dela”.
As provas dos últimos concursos da Polícia Civil-RJ foram equilibradas no que tange às questões de gramática e interpretação de texto? No que você aposta para a próxima prova do concurso de investigador?
“Cada prova é uma prova, por mais óbvio que possa ser dizer isso. Sendo assim, é importante os candidatos não negligenciarem nada, isto é, devem estudar, com o mesmo afinco, interpretação e gramática. É só administrar bem o tempo e equilibrar o número de questões diárias. O mais importante é estar preparado para uma eventual prova cansativa, ou seja, aquela prova que vem carregada de textos, de questões extensas, etc. Minha aposta é esta: o candidato que equilibrar bem o estudo de interpretação e de gramática sairá na frente”.
Por exigir o ensino médio, o cargo de investigador tende a ser o mais disputado no concurso da Polícia Civil-RJ. O senhor acredita que a banca que for escolhida irá elaborar uma prova adequada ao nível de escolaridade do cargo ou que ela será mais exigente em função da concorrência, fazendo uma prova como se fosse para uma função de nível superior?
“Creio que será uma prova com nível de conhecimento bem aprofundado, nas matérias, digamos, ‘acessíveis’ a todos. Por exemplo, sendo uma prova de nível médio, pode ser que a parte do Direito venha moderada. Já Português e Informática poderão aparecer ‘arrasando o quarteirão inteiro’. Seria uma forma de não beneficiar os estudantes de Direito, já graduados ou não. Honestamente, acho que pensar nisso não ajuda muito. Como eu disse antes, o candidato precisa se preparar e ponto. O nível dos concorrentes, hoje, é muito elevado, então, a dica mais importante é a mais óbvia: estude”.
Uma grande parcela dos concurseiros possui uma grande dificuldade com a disciplina de Língua Portuguesa, muitas vezes por terem tido um déficit de aprendizagem durante o período escolar. É possível superar isso em tão pouco tempo e ter um bom desempenho na prova de investigador da Polícia Civil-RJ?
“Sim, é possível. O primeiro passo é gostar de aprender, mostrar-se interessado e ‘conversar’ com a matéria; depois, saber administrar bem o estudo da teoria necessária com a resolução de questões. Na sequência, identificar os pontos fracos e aprofundar a teoria, por meio de uma revisão. Por isso, num primeiro momento, é importante separar a resolução de questões por tópicos da matéria, ou seja, resolver somente questões de crase, somente questões de concordância, etc. Dessa forma, fica mais fácil identificar as falhas e corrigi-las por meio da teoria”.
Quais outras dicas e orientações o senhor deixa para aqueles que estão se preparando para o concurso de investigador da Polícia Civil-RJ?
“Administrem bem o tempo de estudo. Abram mão do que puder em prol da sua aprovação. Não percam tempo em redes sociais. Não se iludam com discursos que passam a imagem de super-homem e supermulher. Estudem com as armas que têm e tentem ao máximo não desperdiçar tempo com coisas fúteis, que podem ser excluídas da sua rotina. Pratiquem atividades físicas, ou seja, façam da preparação para o TAF uma ‘matéria’ que também deve ser estudada todos os dias. Tenham momentos de lazer. Não contem a todo mundo seus projetos e, de forma amigável, conversem com as pessoas mais próximas que algumas coisas deixarão de ser feitas ou não terão a sua participação, mas que valerá a pena. Resolvam questões todos os dias. Aumentem a quantidade de horas de estudos gradativamente e registrem as horas líquidas que estudou, ou seja, as horas que efetivamente estudou, descontadas as pausas e as interrupções”




