Polícia Civil informa que banca organizadora deverá ser definida até meados de julho. Processo de análise das propostas enviadas por sete empresas está na reta final.
O aguardado edital do novo concurso da Polícia Civil do Rio de Janeiro só poderá sair com a definição da banca (ou das bancas organizadoras). E de acordo com o Departamento-Geral de Administração e Finanças da corporação (DGAF) da própria corporação, essa definição deve sair muito em breve, mais especificamente em até 15 dias. Segundo o departamento, o processo de escolha do organizador está na fase final das análises.
Ao todo, sete empresas que atuam no ramo de concurso público do país disputam a organização da seleção que destina vagas para os cargos de auxiliar e técnico de necropsia, perito legista, perito criminal, investigador e inspetor:
- Instituto AOCP;
- Instituto Selecon;
- Fundação Getúlio Vargas;
- Cebraspe;
- Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC);
- IBGP Concurso;
- Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural Assistencial (Idecan).
Já em relação ao concurso de delegado, uma banca organizadora será escolhida à parte para elaborar o edital e preparar as provas objetivas. Na disputa estão o Instituto AOCP, Instituto Selecon, Cebraspe, Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) e Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural Assistencial (Idecan).
O Cebraspe está mesmo à frente das concorrentes?
Recentemente, foi registrada uma movimentação em que um documento foi publicado com o título “Siga Cebraspe”. O Departamento-Geral de Administração e Finanças da corporação (DGAF) foi questionado sobre esse documento e afirmou que, no momento, não há nenhuma definição de quem serão as bancas organizadoras escolhidas.
Mesmo o Cebraspe tendo ajustado a proposta enviada à Polícia Civil, ainda não se pode cravar se a banca brasiliense será uma das escolhidas pela corporação, dando a chance para que as outras concorrentes mantenham as esperanças de vencer o processo licitatório.
Nova previsão do edital
Chegamos no mês de julho, e a promessa feita pelo secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Alan Turnowski, de soltar os editais antes deste mês não se concretizou. O próprio havia revelado que não poderia liberar os sete editais sem antes definir os organizadores do certame.
Mas agora, com a previsão de que a definição das bancas deve acontecer até 15 dias, é praticamente certo que os documentos estejam acessíveis já neste mês de julho.
A expectativa é de que esses editais tragam um total de 400 vagas, quantidade confirmada pelo governador do estado, Cláudio Castro, destinadas a sete cargos, com os respectivos requisitos para ingresso e suas respectivas remunerações:
- Auxiliar de necropsia - 10 vagas (nível fundamental; R$4.506,27);
- Técnico de necropsia - 10 vagas (nível médio; R$5.277,59);
- Investigador - 200 vagas (nível médio; R$5.740,38);
- Inspetor - 100 vagas (nível superior em qualquer área; R$6.280,31);
- Perito criminal - 05 vagas (nível superior em Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Química; R$10.149,55);
- Perito legista - 25 vagas (nível superior em Medicina; R$10.149,55);
- Delegado - 50 vagas (nível superior em Direito; R$18.747,95).
Apesar de ter 400 vagas confirmadas pelo governo do estado e previstas no Decreto 47.585, é provável que o Concurso da Polícia Civil contrate mais servidores ao longo do período de validade, podendo chegar às 864 vagas idealizadas pela corporação lá no início, quando o certame foi autorizado no fim de 2019.
Essa possibilidade é mais palpável por que, segundo revelou o secretário Alan Turnowski, há um total de 2 mil servidores que hoje compõe o quadro da corporação que estão em abono permanência, ou seja, estão em idade para se aposentar. Só para se ter ideia, de 2015 a 2019, 2.336 policiais pediram aposentadoria do cargo, registrando uma média de 400 saídas por ano.
Portanto, isso prova o porquê esse concurso é o mais aguardado pela classe de concurseiros que vivem no estado do Rio de Janeiro, devido à necessidade da corporação de suprir as vacâncias que estão por vir.




