Conheça o perfil do Cebraspe e saiba como preparar-se para o concurso Depen 2020 e para outras seleções organizadas por essa banca!
Em março deste ano, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) definiu, via dispensa de licitação, a banca do concurso Depen 2020, que visa contratar 309 profissionais para os cargos de cargos de agente federal de execução penal (294) e especialista federal (15). A organizadora será o Cebraspe (antiga Cespe/Unb). A empresa será a responsável por elaborar as provas e cuidar de todo o processo de seleção.
A escolhida não foi nenhuma surpresa. Afinal, ela também está à frente de grandes concursos, como o do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) e organizaria o concurso público do IBGE de 2020 (que foi adiado para o ano que vem). A empresa também foi a responsável por organizar o último concurso do Depen, em 2015.
O Cebraspe
O Cebraspe é uma das bancas mais relevantes no cenário dos concursos públicos do país. A banca, sediada em Brasília, é conhecida por já ter organizado dezenas de seleções federais de grande porte. Entre os concursos recentes organizados pela banca, estão os da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Iphan e do MPU.
Por se tratar de uma das bancas mais importantes do país, é fundamental que você, concurseiro, conheça bem o Cebraspe. Pensando nisso, e na proximidade do concurso Depen, reunimos aqui algumas das melhores dicas sobre como lidar com as provas elaboradas pelo Cebraspe. Confira!
O temido estilo “Certo” ou Errado”
Em primeiro lugar, é preciso esclarecer o que diferencia os concursos Cebraspe dos demais.
As provas objetivas da banca costumam ser constituídas de 120 questões, divididas em duas partes: Questões de Conhecimentos Básicos e Questões Específicas. Mas a característica mais marcante das provas Cebraspe fica por conta do modelo de marcação. As questões objetivas trazem afirmações relacionadas ao tema tratado e pedem que o candidato marque Certo ou Errado. Para que possa obter pontuação no item, o candidato deverá marcar um, e somente um, dos dois campos da folha de respostas.
Para cada resposta correta, o candidato ganha um ponto, e para cada erro, é descontado um ponto de sua nota. Em outras palavras, cada erro anula um acerto. É importante entender que deixar a questão em branco não se configura como erro, fazendo com que a lacuna, simplesmente, não seja contabilizada.
Esse método adotado pela banca visa descartar a possibilidade de acerto ao acaso, ou seja, tem o objetivo de evitar que o candidato acerte a questão por meio de “chute”. Assim, o risco de um aluno despreparado conseguir a vaga daquele que estudou e se preparou corretamente, é quase nula.
Como se preparar para a prova do Cebraspe
Não é preciso dizer que o primeiro passo é um bom plano de estudos e muita dedicação ao longo de meses, não é mesmo? Procure, antes de qualquer coisa, praticar bastante com exercícios e provas anteriores do Cebraspe, para já ir se habituando ao modelo.
Procure, principalmente, provas recentes do cargo que irá prestar e de outros concursos de mesmo nível. Isso é importante, porque as questões costumam ser muito parecidas e, quanto mais você treinar, menores as chances de ser surpreendido no dia da prova.
Contudo, por mais bem preparado que você esteja, dúvidas são praticamente inevitáveis em uma prova de 120 questões.Ssaber como lidar com elas nesse modelo específico de concurso pode ser a diferença entre ser aprovado ou não.
Por esse motivo, especialistas aconselham que os candidatos procurem afastar o nervosismo e a insegurança. Antes de começar a prova, respire fundo, adote uma postura confiante, e repita mentalmente: “eu estou preparado e essa vaga já é minha!”. Entre no local de prova com a atitude de quem vai para uma batalha e está decidido a vencer. Acredite: sua atitude faz diferença!
Vale mais a pena “chutar” ou deixar em branco?
Este modelo faz com que muitas pessoas fiquem confusas quanto ao que fazer em caso de dúvida na hora da marcação. Afinal de contas, na hora em que você não sabe se a afirmativa está certa ou errada, vale mais a pena marcar algo, correndo o risco de perder um ponto, ou deixar a questão em branco, não se comprometendo, mas também não tendo chance de somar um ponto à nota?
Vamos pensar em termos práticos sobre a questão das dúvidas! Existem dois tipos de questões em que candidatos ficam em dúvidas: aquelas das quais se tem uma noção do assunto e aquelas das quais não se tem noção nenhuma.
No primeiro caso, o candidato estudou aquele conteúdo, está bem preparado, mas algum detalhe escapou, a memória falhou, e ele não consegue se sentir suficientemente seguro do que está marcando. Neste tipo de situação, a sugestão é para que o candidato confie na sua intuição e marque algo, uma vez que um completo leigo em qualquer questão de Certo e Errado tem 50% de chances de acertar e 50% de errar.
Partindo-se do princípio de que você estudou corretamente para a prova, as suas chances de acertar qualquer questão do tipo são muito maiores do que de errar. No resultado final, arriscar neste tipo de situação certamente te renderá mais ganho de pontos do que perda, uma vez que as suas chances de acertar são maiores que 50%.
Mas e na outra hipótese, quando candidato não faz ideia do que marcar na questão (seja por não ter estudado aquele tópico ou por não ter tido tempo de ler/desenvolver a questão)? Para estes casos, que não devem representar mais do que 10 a 15% da prova de um aluno bem preparado, você pode recorrer a uma técnica de “chute” baseada em estatísticas.
Deixe as questões que você realmente não sabe em branco para o final e vá resolvendo o restante da prova. Ao fim, se você se preparou corretamente, não deve ter mais do que 15 questões em branco. Então, conte em quantas questões você já marcou Certo e em quantas marcou Errado até ali e então, equilibre a balança marcando certo ou errado nas questões que ficaram em branco.
Sendo assim, quando você não faz ideia do que marcar, é melhor seguir uma linha única de respostas que vá aproximar as questões do equilíbrio entre Certo e Errado.
Marcando tudo Certo ou tudo Errado nestas que sobram, você terá, além dos 50% de chance de acertar qualquer múltipla-escolha, a maior probabilidade de as respostas caírem para a alternativa que aparece menos, fazendo com que você some alguns pontos positivos no fim das contas.
Provas objetivas e discursivas do Concurso Depen
Para os candidatos ao cargo de agente (nível médio), serão cobrados 30 itens de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Ética no Serviço Público, Raciocínio Lógico, Informática); 50 de Conhecimentos Específicos (Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Noções de Direito Penal, Noções de Direito Processual Penal, Noções de Humanos e Participação Social, Legislação Especial); e ainda, 40 de Conhecimentos Complementares (Execução Penal e Departamento Penitenciário Nacional).
Já para os candidatos ao cargo de especialista (nível superior), os exames serão compostos de 40 questões de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Ética no Serviço Público, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Noções de Direitos Humanos e Participação Social); 50 de Conhecimentos Específicos (variáveis em cada especialidade) e 30 de Conhecimentos Complementares (Execução Penal e Departamento Penitenciário Nacional).
Na prova discursiva será solicitado que os candidatos façam um texto dissertativo, de até 30 linhas, sobre Atualidades.
Pontuação mínima para o candidato ser considerado aprovado
Conforme consta no edital, será aprovado na prova objetiva o candidato que obtiver pelo menos 36 pontos no total e mínimo de 10 pontos em Conhecimentos Específicos. Além disso, será necessário conquistar mínimo de 6 pontos (para agente) e 8 pontos (para especialista) em Conhecimentos Básicos; 8 pontos (para agente) e 6 (para especialista) em Conhecimentos Complementares.
Somente os habilitados na avaliação objetiva terão as provas discursivas corrigidas. Os aprovados nessa etapa serão convocados para o exame de aptidão física.




