Um novo concurso para área de Segurança Pública está vindo por aí. Isso porque o prefeito Eduardo Paes anunciou, em entrevista ao jornal O Globo, no último domingo, dia 16, que enviará à Câmara Municipal nesta segunda-feira, dia 17, um projeto de lei criando a Força Municipal de Segurança do Rio.

Segundo o prefeito, o objetivo é que essa corporação tenha 4.200 guardas armados até 2028. A previsão é de que a remuneração gire em torno de R$13 mil.

Em suas redes sociais (veja vídeo), nesta segunda-feira, dia 17, o prefeito Eduardo Paes explicou que a Força Municipal de Segurança será criada por meio de uma parceria do município do Rio de Janeiro com o Exército, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça.

Segundo ele, os agentes serão contratados por meio de concurso, porém com a participação limitada aos oficiais temporários da reserva do Exército, os chamados CPOR, que estudam ao longo de oito anos nos Centros de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército.

“O concurso vai selecionar os melhores desse CPOR. Feito isso, eles vão receber um treinamento, que vai contar com convênio da Polícia Federal, para poderem usar armas, que serão acauteladas quando eles saem do serviço. Depois desse curso de formação, esses oficiais temporários serão contratados para atuar nas áreas da cidade que tenham maior índices de ocorrências”, explicou o prefeito.

Eduardo Paes deu a entender que, inicialmente, serão contratados 600 agentes, para iniciarem as atividades no primeiro semestre de 2026. "Serão 600 homens no primeiro semestre, isso não é nenhum exagero numa cidade como o Rio", disse ao jornal o Globo.

Como o objetivo é atingir o efetivo de 4.200 agentes até 2028, outros concursos deverão ser abertos ao longo dos próximos anos.

O objetivo da criação da Força Municipal de Segurança é fazer com que a Prefeitura do Rio de Janeiro se torne um ator mais ativo na área de Segurança Púbica no Brasil.

Força atuará em caráter preventivo e comunitário

Segundo Eduardo Paes, os agentes da Força Municipal de Segurança do Rio vão reforçar a segurança ostensiva em áreas com alta incidência de crimes, em especial os roubos de rua, tais como de veículos e celulares.

O prefeito informou que essa corporação não vai atuar no combate a organizações criminosas, com tráfico de drogas e milícia, mas, sim, de forma complementar às forças estaduais. Segundo Eduardo Paes, ela terá um caráter preventivo e comunitário.

Ele garantiu que a Força Municipal de Segurança do Rio não vai assumir funções que são executadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PM RJ) e a Polícia Civil RJ. “A ideia é que a prefeitura possa auxiliar a Polícia Civil, mas as investigações continuarão sendo de responsabilidade do estado”, explicou Eduardo Paes, em entrevista ao jornal O Globo.

O anúncio da Força Municipal de Segurança do Rio vem após o governador Cláudio Castro criticar uma participação mais ativa da prefeitura no combate à violência no estado.

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Ele citou, por exemplo, que vem realizando concursos para as forças de segurança, enquanto a Prefeiura do Rio de Janeiro, por exemplo, não reforça o quadro de pessoal da Guarda Municipal.

"Eu já chamei mais de 5 mil policiais, comprei mais de 3 mil viaturas. Quantos guardas municipais novos tem de 2021 para cá? Quantas viaturas e tasers a Guarda Municipal tem?", questionou o governador em recente entrevista em um podcast.

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