Descubra a diferença entre a prova discursiva e estudo de caso
Os preparativos para o concurso do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro seguem a todo vapor. Na última segunda-feira, dia 28, noticiamos que um novo cargo foi incluído no certame: oficial de justiça. Além deste e do de técnico judiciário, serão oferecidas 75 vagas para a função de analista judiciário. Se você é um dos vários concurseiros interessados nesse cargo (com ganhos que ultrapassam os R$8 mil reais), fica atento a essas dicas para quem for prestar a prova discursiva desse concurso.
Como o edital oficial desse concurso ainda não foi divulgado, não se sabe se a prova de analista será em formato discursiva ou em estudo de caso. Mas qual a diferença desses dois?
Prova Discursiva: Nesse modelo, o candidato é levado a fazer uma exposição de ideia sobre um tema específico proposto pelo edital. Através de argumentos bem plausíveis, o candidato precisa convencer o examinador que domina o assunto proposto pela banca.
Estudo de Caso: Nela será proposta uma situação hipotética em que o candidato precisa analisar o caso, demonstrando conhecimento técnico referente à problemática e elaborar uma solução
O domínio no assunto proposto deve aparecer na forma como se utiliza os recursos linguísticos no texto. O candidato precisa transmitir suas ideias de maneira clara e objetiva, sem fazer rodeios ou “encher linguiça”. Vá direto ao ponto. Domine as nomenclaturas e os termos sintáticos recorrentes na área judicial, pois você precisa demonstrar que é familiarizado com a linguagem-padrão do seu futuro emprego. E lembre-se que é provável que o examinador dessa prova seja um professor de língua portuguesa, por isso, evite cometer erros bobos de ortografia e pontuação no texto. Essa dica serve igualmente para prova discursiva e estudo de caso.
A estrutura do texto discursivo é leva o autor a planejar formas de convencer o leitor de que a ideia descrita por ele é coerente e deve ser apoiada. O traçado desse texto começa por uma introdução, que deve apresentar uma negação ou afirmação sobre um tema proposto. Se o assunto for, por exemplo, a crise da água no Rio de Janeiro, o texto pode começar afirmando que “o problema no sabor e no cheiro da água está na falta de saneamento básico”. Essa afirmação introdutória deve ser trabalhada nos dois parágrafos seguintes que são o desenvolvimento do tema proposto, com contextos históricos e exemplos que reforcem a afirmação lá do início. Já o último parágrafo é o da conclusão que deve retomar o que foi dito no primeiro parágrafo e acrescentar algum posicionamento sobre determinado assunto.
No Estudo de Caso, a estrutura textual é a mesma do discursivo. A diferença é o direcionamento que o autor dará ao tema proposto. Na introdução, o autor deve analisar os fatos mencionados no texto apresentado pela banca; no desenvolvimento, deve-se descrever o assunto o mais detalhado possível. E na conclusão, será preciso propor uma solução para o problema citado no texto-base.
Instruções para a elaboração dos textos
Uma dica peculiar para a criação de textos discursivos e estudo de caso é reunir as principais instruções para roteirizar e estruturar suas ideias:
*Prova Discursiva:
- Escreva em 3.ª pessoa;
- Tenha capacidade em instruir e convencer o leitor;
- Faça um roteiro de respostas, respeitando a lógica e a objetividade.
*Estudo de Caso:
- Circule, no enunciado do tema, todas as perguntas da questão e responda-as no desenvolvimento do seu texto;
- Já que o concurso é para a área do Direito, sempre mencione um princípio jurídico caso exista essa relação, mesmo que o enunciado não peça;
- Responda de forma objetiva e construa uma sequência lógica dos seus argumentos;
- Se há questões com muitas perguntas e pouco espaço para respostas, apresente a solução da primeira pergunta logo no parágrafo introdutório;
- Obrigatoriamente, o estudo de caso deve se apoiar em um referencial teórico.
No caso desse referencial teórico, é imprescindível que isso esteja presente tanto no estudo de caso como no texto discursivo, mesmo que sua redação apresente uma boa construção de ideia, pois esse referencial pode fazer a diferença na classificação final.
Além disso, não se apegue só às regras de redação. Atente-se à construção desses estilos textuais, mostre domínio nos elementos conectivos e coesivos nas frases e na norma culta padrão do nosso idioma. Seja objetivo, mas não muito. Pois tanta objetividade pode te impedir de escrever o mínimo de linhas estipulado.
Dicas Gerais
Vale a pena pesquisar as provas anteriores aplicadas pela mesma banca organizadora (no caso do TJ-RJ 2020, a banca é o Cebraspe). Pesquise também o edital e leia atentamente os critérios de avaliação dessa banca.
Conheça seus pontos fortes numa redação, para aprimorá-los, e se dedique em corrigir seus pontos fracos; lembre-se que a redação será lida por outra pessoa que irá examinar, sendo assim, capriche na caligrafia.
Incluía um título na redação caso o enunciado solicite; esteja antenado com os fatos noticiados e recorrentes nos veículos de comunicação, pois um desses assuntos pode ser utilizado como tema de qualquer um desses modelos de prova. Ou pode servir como exemplo dentro do assunto proposto.
Por fim, para os que ainda tem pouca vivência no universo dos concursos público, é fundamental estabelecer um plano de estudos, que contemple todas as características desses textos, e treine muito redação, mas muito mesmo, diariamente, pois a prática leva à aprovação.




