Secretário estadual de Fazenda, Nelson Rocha, garante que novo concurso da pasta, com 50 vagas, já está autorizado e se encontra sob estudos.  

Em recente entrevista concedida à reportagem da DEGRAU CULTURAL, o secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Nelson Rocha, afirmou que um novo concurso público para a secretaria em que chefia está autorizado. Apesar de não ter dado uma previsão de quando certame será aberto e mesmo que a tecnologia tenha diminuído os prejuízos da carência de servidores, Rocha declarou que a secretaria está trabalhando para identificar a atual necessidade de pessoal:

“Estamos nos organizando para ver como fazer o concurso. Já tem autorização e está em estudo. O processo tecnológico também tem facilitado o trabalho do agente de fiscalização. A tecnologia diminuiu muito a necessidade de cargos. No entanto, a gente entende que ainda assim precisa de pessoal. Estamos terminando os estudos. Antes de fazer qualquer contratação, estamos vendo com é a real necessidade”.

A Secretaria Estadual de Fazenda se encontra em uma lista de oito concursos públicos contemplados no Decreto 47.585, promulgado em abril pelo governador Cláudio Castro, que garante aos órgãos estaduais o provimento de cargos vagos mesmo diante do Regime de Recuperação Fiscal. Com esse decreto, a secretaria poderia contratar 50 novos profissionais para ocupar as vacâncias nos seguintes cargos:

  • 10 vagas de Agente de Fazenda (cargo de nível médio);
  • 30 vagas de Auditor Fiscal da Receita Estadual (cargo de nível superior);
  • 10 vagas de Analista em Finanças Públicas (nível superior).

Um agente de fazenda receberá, no início de carreira, remuneração no valor de R$3.452,38. Os servidores que atuam em barreiras fiscais no interior do estado terão direito ainda a auxílio-moradia de R$2.964,24 equivalente a 800 Ufirs. Com isso, os ganhos chegam a R$6.416,62.

O cargo de auditor-fiscal oferece R$16.093,17 mensais, enquanto um analista em finanças públicas recebe aproximadamente R$4.200

Foco do próximo concurso poderá ser a área de TI

O secretário afirmou que também está sob estudos a distribuição dessas vagas entre as áreas. A expectativa é de que, diante dos avanços tecnológicos no serviço público estadual, o novo concurso para auditor fiscal exija formação em Tecnologia da Informação (TI):

“Precisamos hoje de pessoas mais especializadas em TI do que alguém que vai a campo, por exemplo. Atualmente, você precisa de alguém que conheça determinadas linguagens, que tenha essa base de dados para trabalhar. Isso também é fiscalização, mas com outro viés”, justificou o secretário.

Se o edital confirmar foco do cargo para a área de TI, é possível que as provas objetivas para auditor fiscal tragam mais disciplinas ligadas à área de Tecnologia, assim como aconteceu no recente concurso do Banco do Brasil, em que as provas específicas para candidatos a escriturário em TI trouxeram um número maior de questões sobre conhecimentos tecnológicos.

Secretaria de Fazenda não realiza concurso desde 2013

Há oito anos, a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro realizou o último concurso público. Na época, foram abertas 250 vagas, 50 para o cargo de auditor fiscal e as outras 200 para oficial fazendário.

Falando especificamente do concurso para auditor fiscal, as provas foram administradas pela Fundação Carlos Chagas. Os candidatos tiveram de responder a duas provas objetivas com 100 questões cada:

Prova I: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Administração e Informática, Contabilidade Geral, Contabilidade de Custos e Auditoria e Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil e Direito Penal.

Prova II: Direito Empresarial (Comercial), Economia e Finanças Públicas, Matemática Financeira, Estatística e Raciocínio Lógico, Direito Tributário, Legislação Tributária e Legislação das Receitas não Tributárias.

Para ter sido aprovado nessa etapa, o candidato a auditor teria que obter mínimo de 130 pontos na soma das duas provas.

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