Muitos candidatos do concurso Pmerj deram ‘pulos da cadeira’ e ficaram assustados com a escolha da Fundação Getúlio Vargas (FGV) como nova organizadora do concurso para 2 mil vagas de soldado, no lugar do Ibade.
No entanto, para o professor Márcio Peixoto, que leciona Direito Administrativo e Legislação Aplicada à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, os candidatos não precisam temer a banca no que tange a essas duas disciplinas, que contarão com dez questões na prova de soldado.
Para Márcio Peixoto, o nível de dificuldade das questões Direito Administrativo e Legislação Aplicada à Pmerj que a FGV vai elaborar deverá semelhante ao da prova feita pelo Ibade.
“Eu acho que a prova terá o mesmo nível da anterior ou subirá só um pouquinho. Não tem muito o que fazer, pois basicamente será cobrado letra de lei. A FGV costuma fazer questões mais contextualizadas, utilizando mais textos, o que dá a sensação de ser mais difícil. O candidato precisará é ter cuidado para identificar o que é apenas uma ‘nuvem’ que apenas está ali para tentar levá-lo a um equívoco”, disse.
Professor acredita em predomínio de Legislação
Ao contrário do Ibade, que não cobrou na prova anulada nenhuma questão de Direito Administrativo, Márcio Peixoto acredita que a FGV irá sim elaborar perguntas sobre a disciplina. No entanto, ele presume que haverá uma predominância de Legislação Aplicada à Pmerj.
Na visão do professor, isso se justifica porque o soldado, no exercício de suas atividades, precisa ter mais conhecimento da legislação da corporação do que necessariamente de Direito Administrativo.
“O policial militar é muito focado na sua própria atividade e você percebe isso na própria Centro de Formação da Polícia Militar. Se você pegar o edital e apresentá-lo a um ‘policial raiz’ analisar friamente o conteúdo de Direito Administrativo, ele dirá que pouca coisa aplicará no dia a dia. Tem apenas poder de polícia, poderes administrativos e alguma coisa de ato administrativo”, destacou o professor.
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Márcio Peixoto estima que a prova terá cerca de sete ou oito questões de Legislação e duas ou três de Direito Administrativo. “Se o Comando da Pmerj deixar a FGV fazer a prova livremente, pode até ser que ocorra um equilíbrio entre os dois conteúdos. No entanto, sinceramente, acho que isso não acontecerá.”
No que tange a Direito Administrativo, o professor acredita que assuntos como licitações e contratos, atos administrativos e até mesmo Tribunal de Contas possam ser cobrados na prova para soldado.
Veja o que priorizar em Legislação da Pmerj
Já no que tange à Legislação Aplicada à Pmerj, Márcio Peixoto citou alguns assuntos que cair com recorrência em provas. “É preciso dar atenção às formas de ingresso na Polícia Militar, quem é o militar ativo e inativo, formas de perder determinados cargos, obrigações e deveres do servidor, as prerrogativas, além de ética e os valores dos policiais militares. São assuntos que sempre caem em provas e não são assim tão fáceis de decorar.”
Por fim, o professor Márcio Peixoto diz que os candidatos do concurso Pmerj, para 2 mil vagas de soldado, devem ser manter focados e precisam realizar muitas questões de provas anteriores da FGV.
“Vai passar no concurso aquele que tem é focado e tem consistência nos estudos. A motivação é muito importante, mas ela nem sempre é permanente. Agora, a consistência precisa ser!”.
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