Professora Nívia Xavier acredita que maior peso na prova de Português no concurso PF estará em interpretação e compreensão textual. 

Língua Portuguesa, como em qualquer certame, deverá ter um peso grande nas provas do concurso PF. Por isso, os candidatos devem ficar atentos aos estudos dessa disciplina.

E na visão da professora Nívia Xavier, do curso Degrau Cultural, interpretação e compreensão textual deverão dominar a prova para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista da Polícia Federal. “Talvez, seja a maior parte do exame”, disse.

No entanto, a professora alerta que os candidatos não podem se descuidar de outros pontos do conteúdo programático.

“Não podemos nos esquecer de outros assuntos como o uso dos sinais de pontuação, em especial o usa da vírgula, dos dois-pontos e do travessão; a diferença entre o pronome relativo (que) e a conjunção integrante (que); o uso dos conectivos, pois há uma relação direta com as orações coordenadas e subordinadas; as relações sintáticas, sujeito e complementos verbais; a tríade esperada: concordância, regência e crase. Na questão da crase, muito cuidado com o uso facultativo dela. Além dessas matérias, atenção aos casos em que os itens pedem substituição de uma palavra por outra. Muitas vezes, há itens que falam sobre sinônimos, mas as palavras não figuram no mesmo campo semântico”, detalha Nívia Xavier.

Nesta reta final de preparação, faltando pouco mais de um mês para as provas do concurso PF, a professora diz que a melhor estratégia de estudos é a resolução de questões, alinda à revisão dos conteúdos. “Principalmente, os conteúdos em que o candidato ainda não possui total segurança, pois pode ser seu maior ponto fraco.”

No dia da prova, a recomendação de Nívia Xavier é para que os candidatos não tenham pressa em realizar a avaliação. Segundo ela, muitos candidatos querem terminar a parte de Língua Portuguesa o mais rápido possível e, na pressa, acabam não prestando atenção aos detalhes existentes nos itens elaborados pelo Cebraspe (organizador).

“Em virtude disso, claro, acabam errando o gabarito e se prejudicam na nota final da prova. Portanto, é necessária muita atenção à leitura dos itens para que haja surpresas. Neles há sempre uma ‘pista’ para o gabarito correto”, destacou.

Professora diz que candidato deve evitar 'chute'

As provas do concurso PF serão no estilo ‘certo ou ‘errado’, onde o Cebraspe penalizará o candidato caso optar por um comando diferente do gabarito oficial. Por isso, a recomendação da professora Nívia Xavier é para que os candidatos não façam a opção do ‘chute’ caso tenham dúvida da resposta.

“Não gosto da ideia de "chute" em provas no estilo ‘certo’ ou ‘errado’ porque traz uma falsa segurança ao candidato que não se preparou tanto quanto gostaria. Viemos de um modelo de ensino que ‘chutar’ é ‘tranquilo’. Entretanto, em se tratando de Cebraspe, não há ‘tranquilidade’ no ‘chute’. Em sala de aula, costumo ouvir lamentos de candidatos que ‘chutaram’, foram penalizados e por causa dessa penalidade ficaram de fora da listagem de classificação. Se há dúvida, significa que a matéria não foi consolidada. Logo, em minha humilde opinião, deixar em branco é a melhor opção”, finalizou.

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