Adriano Barbosa, diretor da ADPF, comentou sobre o edital do concurso da Polícia Federal e ainda passou dicas de preparação aos concurseiros.
Mesmo após o Presidente Jair Bolsonaro ter autorizado de forma extraoficial a realização de um novo concurso da Polícia Federal com 2 mil vagas, o que animou bastante os concurseiros que sonham em ingressar na corporação, ainda não se sabe quando sairá o aval definitivo por parte do Ministério da Economia. E nem quando o edital será lançado.
Para tranquilizar os concurseiros que estão ansiosos por novidades, o diretor da Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Adriano Barbosa, participou de uma live no Youtube para antecipar algumas informações importantes. Entre elas, a previsão para a divulgação do edital. De acordo com ele, a expectativa é de que o documento venha a ser publicado entre dezembro deste ano e janeiro de 2021. Barbosa também acredita que o aval do Poder Executivo sairá entre este mês de setembro e início de outubro:
O diretor ressaltou que os concursos da Polícia Federal costumam ser longos. Geralmente duram uns seis meses. Dessa forma, se o aval sair até o fim deste ano, é possível que o Curso de Formação seja realizado até junho de 2021.
Dicas Valiosas para a preparação
Adriano Barbosa aproveitou a live para aconselhar os candidatos que pretendem concorrer às vagas que serão abertas. Ele citou três erros comuns cometidos pelos concurseiros:
- Deixar para estudar só quando o edital sair;
- Estudar apenas o que gosta ou que tem afinidade e não fazer um estudo equilibrado;
- Ignorar a preparação física.
Ele recomendou também que os concurseiros busquem os conteúdos apresentados no edital do último concurso da PF, feito em 2018 para agente, pois nas palavras dele “Não há sinalização de mudança, a referência continua sendo a mesma”.
Alguns internautas que assistiam à live perguntaram sobre a possibilidade de haver alteração no conteúdo programático do concurso PF e passar a ser cobrada a disciplina de Inglês na avaliação. Veja o que ele respondeu:
“Em princípio, a lógica é seguir o padrão de 2018. Temos que lembrar que a PC DF guarda muitos pontos em comum com a Polícia Federal por conta do regime disciplinar, mas a atribuição deles é completamente diferente da nossa. Não vale a pena gastar energia agora com uma coisa que não estava prevista no edital de 2018”.
Por ser também professor de Direito Penal, Adriano Barbosa apontou quais assuntos sobre essa disciplina a Polícia Federal tende a cobrar mais na prova, para os cargos de agente, escrivão e papiloscopista:
“É muito centrado na chamada aplicação da Lei Penal, entre os artigos 1º e 12, e os crimes em espécie, notadamente contra as pessoas, o patrimônio e a Administração Pública. Crimes como peculato, corrupção, prevaricação, crimes que tem muita ligação com a matéria que a Polícia Federal investiga”.
Ele afirmou ainda que a corporação realizou um estudo estatístico e apontou que a Lei de Drogas (Lei nº11.343/2006) é a que mais aparece nas provas da PF, portanto, é bom pesquisar sobre ela.
Entre todos os 21 cargos que devem ser contemplados no próximo concurso da Polícia Federal, o concurso para delegado é o que terá o maior grau de exigência, já que para concorrer o candidato precisa ter bacharelado em Direito. O professor destacou que os concorrentes devem dominar de forma absoluta a Teoria Geral do Crime, a chamada dogmática penal, e por isso, deve se estudar as bases teóricas referentes à aplicação da Lei Penal e Teoria Geral do Crime. Barbosa orientou que os candidatos a esse cargo avancem no conhecimento sobre quarteto da área criminal: crimes contra a vida, contra o patrimônio, crimes contra a fé publica e contra a Administração Pública.
Mesmo que pareça que o professor “puxe a sardinha” para a disciplina a qual ele leciona, Adriano reforçou que as provas de Noções de Direito Processual Penal, Direito Administrativo e Direito Constitucional também têm igual importância e exigência nas provas objetiva, discursiva, oral e na Peça Profissional. Por fim, o diretor e também professor reforçou que os concorrentes estudem com antecedência, pois acredita que a concorrência será grande e o grau de exigência será bastante elevado.
Destaque para a área policial
Das 2 mil vagas encaminhadas ao Ministério da Economia, 1.016 vagas serão distribuídas entre quatro cargos da área policial. Os detalhes sobre a quantidade de vagas, requisitos e remuneração você confere abaixo:
- 1.016 vagas para agente: cargo que exige nível superior em qualquer área + CNH. Remuneração de R$12.522,50;
- 600 vagas de escrivão: cargo que exige nível superior em qualquer área + CNH. Remuneração de R$12.522,50;
- 84 vagas de papiloscopista: cargo de nível superior em qualquer área + CNH. Remuneração de R$12.522,50
- 300 vagas de delegado: cargo de nível superior em Direito, com experiência de três anos + CNH. Remuneração de R$23.130,48.




