Presidente da Fenapef, Luís Boudens, explica o porquê do Ministério da Economia não ter autorizado a abertura de vagas para cargos da área administrativa.
Em dezembro, o Ministério da Economia autorizou a abertura de 1.500 vagas para cargos da área policial serem providas em um novo concurso público para a Polícia Federal, algo que foi muito comemorado pelos concurseiros de todo o país. Porém, nem todos.
A corporação havia encaminhado, em junho, a abertura de vagas tanto para a área policial quanto para a área administrativa, só que essa última não foi contemplada no aval. O Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens, explicou a respeito dessa recusa. Segundo ele, não há previsão de um concurso para o setor administrativo da PF ser aberto, dependendo de uma série de fatores.
Apesar do reconhecimento de pouco mais de 400 cargos administrativos, Boudens detalha que essa quantidade não é suficiente para suprir a demanda e a falta na área de apoio. Atualmente, a área administrativa possui menos de 3 mil profissionais dentro da corporação, que tem mais de 10 mil servidores na área policial:
“Acredito que a luta agora é junto ao governo federal para que através de um projeto de lei crie essas vagas para administrativos, lembrando que o pedido da Fenapef firmado junto à direção geral é de 5 mil vagas”, reforçou Boudens.
Se vier a ser autorizado, um concurso para cargos administrativos da Polícia Federal precisará de uma ofertada elevada de vagas para dar conta de atender aos serviços administrativos, em função da diversidade das áreas, como Logística, Manutenção de equipamentos e Contratos, além de outras áreas de grande importância para o trabalho da Polícia Federal, que contém serviços de administrativos trabalhando em apoio às ações policiais, como o setor de Comunicação, Informática, Funcionamento de redes de TI, etc.
Boudens falou também a respeito da luta da federação pela valorização dos profissionais no Plano Especial de Cargos (PEC), alertando que os servidores que atuam em funções policiais, mesmo tendo formação e conhecimento nas áreas que englobam a área de apoio, não podem assumir funções administrativas de forma permanente, negando a necessidade de contratar efetivos para essa área.
Fenapef luta pela valorização de servidores
Boudens comentou que a respeito da necessidade da Polícia Federal preparar um pacote de medidas para valorizar os servidores administrativos e evitar a grande defasagem da área que ocorre há anos dentro da corporação, já que no último concurso, segundo ele, houve evasão maior que 75% dos servidores administrativos na corporação:
“Nada adianta você fazer um concurso, investir nisso, mas internamente não valorizar aquele servidor a ponto dele entrar na PF pensando em sair, pensando para outro órgão, isso é muito triste, é uma derrota para gestão da Polícia Federal. Nesse momento nós estamos empenhados nesse PL junto ao governo para abrir essas vagas e também para criar um sistema de valorização dos servidores administrativos - lembrando que o projeto do governo é criar novamente, é fortalecer novamente uma carreira de apoio administrativo geral para todos os órgãos que eles chamam de carreirão”, concluiu Luís Boudens.
Sobre os cargos solicitados
Em junho, a Polícia Federal enviou ao Ministério da Economia e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública um pedido para abrir 1.508 vagas, dessas 508 seriam para cargos da área administrativa:
- Administrador - 21 vagas;
- Arquivista - 08 vagas;
- Assistente social - 10 vagas;
- Bibliotecário - uma vaga;
- Contador - 09 vagas;
- Economista - 03 vagas;
- Enfermeiro - 03 vagas;
- Engenheiro - uma vaga;
- Estatístico - 04 vagas;
- Farmacêutico - uma vaga;
- Médico - 65 vagas;
- Nutricionista - uma vaga;
- Odontólogo - 11 vagas;
- Psicólogo - 05 vagas;
- Técnico em assuntos educacionais - 13 vagas;
- Técnico em comunicação social - 03 vagas;
- Agente Administrativo – 349 vagas.
Porém, foram autorizadas 1.500 vagas somente para a área policial:




