Durante entrevista, o Presidente da Fenapef Luís Boudens declarou que deve ser cumprido o prazo para a divulgação da banca organizadora do concurso da Polícia Federal com 2 mil vagas.
O concurso da Polícia Federal com 2 mil vagas é um dos mais aguardados do país. O Presidente Jair Bolsonaro já havia autorizado a realização desta seleção, mesmo que de forma extraoficial. Desse modo, os concurseiros esperam saber quando o sairá o edital, como andam os preparativos, vagas contempladas, entre outras perguntas que foram respondidas pelo presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Boudens, que já antecipou uma novidade sobre quando o concurso terá uma banca: “Acreditamos no cumprimento do cronograma e, por isso, a banca já deve sair em outubro”.
Boudens informou essa previsão levando em conta o cronograma sugestivo que foi apresentado ao Governo Federal no início de agosto, junto com o pedido de concurso. Esse cronograma prevê que a assinatura de contrato com a banca organizadora aconteça no dia 23 de novembro, com edital sendo divulgado no dia 08 de dezembro, provas sendo aplicadas em abril de 2021 e o resultado final após a conclusão de todas as etapas de avaliação sendo divulgado em dezembro do ano que vem.
O Presidente da Fenapef declarou que a Polícia Federal pretende retomar a última turma do curso na academia durante a pandemia, adotando todos os cuidados necessários. Caso essa pretensão se torne real, os trâmites internos não seriam atrasados e o cronograma que fora divulgado em agosto seria cumprido à risca, com banca sendo definida em outubro e assinatura do contrato em novembro.
Boudens fala sobre o quantitativo de vagas
A ideia inicial da Polícia Federal era realizar concurso com 1.508 vagas, pedido que fora encaminhado em junho ao Ministério da Economia. Porém, com a autorização extraoficial do Presidente Bolsonaro, Boudens comemorou o fato da corporação poder abrir mais vagas do que era previsto e declarou ainda que essa autorização dá muita tranquilidade para acelerar os preparativos de um processo que costuma ser demorado:
“Mas, nós esperamos que com essas 2 mil vagas agora a gente consiga entrar no ritmo de manutenção de concursos públicos, tudo porque a Polícia Federal ao longo do tempo tem sido algo de grande vazão e com muita dificuldade na reposição desses quadros porque um concurso é demorado e é caro (...) O fato do presidente da República ter anunciado é muito importante, é como se nós queimarmos várias etapas”.
Essa autorização anima não apenas os concurseiros mas também os responsáveis em organizar esse certame, pois apesar de ser um órgão autônomo, a Polícia Federal também depende de questões burocráticos como a liberação de orçamento e outras questões que são decididas pelo Ministério da Economia.
As 2 mil vagas previstas para a próxima seleção serão destinados a quatro cargos da área policial:
Porém, o cargo de perito criminal federal, também da área policial, não está contemplado nessa autorização. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais está lutando para incluí-lo nesse novo concurso, com 200 vagas. Luís Boudens explica que a ausência do cargo de perito envolve uma criação de vagas, que atualmente não existem e que não existe ainda uma autorização para criação desses cargos. Mesmo sem estar na lista, Boudens não descartou a presença desse cargo no próximo concurso e, caso isso de fato ocorra, teria de fazer um remanejamento nas 300 vagas de delegado, já que a remuneração é a mesma e não haveria impacto no orçamento.




