Alerj protocola indicação legislativa para criar delegacia especializada no combate de milícias. O objetivo é chamar mais aprovados no último concurso da Polícia Civil RJ.
O recente crescimento de confrontos entre traficantes e milicianos nas zonas norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro, que tem trazido muitas tensões para os moradores da região, deverá ser combatida por meio de uma Delegacia Especializada de Repressão às Milícias Privadas no Estado (DRMP). A criação dessa delegacia consta numa indicação legislativa apresentada na Alerj e deverá ser composta por aprovados no último da Polícia Civil do estado.
O texto desse projeto foi protocolado pelo deputado Márcio Canella (União Brasil) e assinado junto com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Rodrigo Bacellar (PL) e já foi enviada ao governador Cláudio Castro para ser publicada na edição do Diário Oficial da última quarta-feira, dia 22.
De acordo com Márcio Canella, a Delegacia Especializada trabalhará na redução dos índices de violência e visa também diminuir a sobrecarga de atividades dos policiais civis:
"O Rio de Janeiro vive um momento de crescimento absurdo de grupos paramilitares. Estão se espalhando em todas as regiões. Por isso, torna-se necessário termos uma Delegacia Especializada no Combate às Milícias. Assim como, há na Estrutura da Polícia Civil outras Delegacias Especializadas para que melhor sejam investigados certos tipos de crimes, como por exemplo: Violência Contra à Mulher, Crimes de Internet, Combate às Drogas e etc, chegou o momento de termos uma Delegacia para investigar as Milícias no Estado", afirmou Canella.
Como a Polícia Civil do Rio de Janeiro está com um concurso em andamento, que é o que oferece mais de 400 vagas para sete cargos, é possível que a corporação precise convocar mais aprovados nessa seleção que se classificaram além da quantidade de vagas imediatas:
“Farei um apelo, juntamente com o Presidente da Alerj, Deputado Rodrigo Bacellar, ao Governador sobre a possibilidade da convocação de todos os aprovados nesse certame", acrescentou o parlamentar.
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PC-RJ realizará TAF complementar para investigador e inspetor
No início de fevereiro, o governador Cláudio Castro havia autorizado a Polícia Civil a chamar mais de 2 mil remanescentes do último concurso público para prestarem o Teste de Aptidão Física (TAF), etapa seguinte às provas objetivas:
- Auxiliar de necropsia: 50 convocados;
- Técnico de necropsia: 50 convocados;
- Investigador: 1.500 convocados;
- Inspetor: 1.000 convocados.
Os convocados para a área de necropsia prestaram o TAF no último sábado, dia 18. Já para quem concorre às carreiras de investigador, o teste físico ainda será aplicado, entre os dias 25 de março e 6 de abril, enquanto os inspetores serão avaliados no dia 7 de abril.
O teste físico da Polícia Civil fluminense é composto por quatro exercícios: Flexão de cúbitos (braços); Flexão Abdominal; Corrida de Velocidade; Corrida de Resistência – 12 minutos. Os índices mínimos e período máximo de execução de cada exercício variam de acordo com o cargo e com o sexo (masculino e feminino), segundo consta nos editais publicados em setembro de 2021.
Os aprovados no TAF ainda passarão por outras etapas de avaliação até ingressarem no curso de formação policial coordenado pela Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol).
Vale lembrar que a Polícia Civil também ofereceu vagas, no último concurso, para os cargos perito criminal, perito legista e delegado. Os novos servidores irão receber remunerações que vão de R$4.606,29 até mais de R$18 mil mensais. Eles ainda terão direito a receber da corporação auxílio-alimentação de R$264, (valor unitário de R$12 para 22 dias de trabalho), em carga de trabalho de 40 horas semanais ou por sistema de escala de serviço.




