Como se preparar com eficiência para o concurso de investigador da Polícia Civil do Rio de Janeiro? Professor Márcio Peixoto explica.
Quem está se preparando para prestar o Concurso da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com foco total para o cargo de investigador, não vê a hora de conseguir colocar todo o aprendizado em prática nas etapas de avaliação. Mesmo com tanta ansiedade, é importante manter a cabeça fria e aproveitar esse longo período de preparação para reunir o máximo de conhecimentos possíveis. A promessa é de que esse concurso seja muito disputado e com muitos conteúdos a serem cobrados.
Agora, tem concurseiros que ainda não “arregaçaram as mangas” para se preparar para esse certame, mesmo sem o edital. Quem faz parte desse grupo se pergunta: Será que terei tempo de me preparar e conseguirei a aprovação? Márcio Peixoto, professor de Direito Penal e Processo Penal nos cursos da Degrau Cultural responde a essa pergunta:
“Tempo sempre tem. Agora, se você pega um concurseiro que em outro momento fez concurso para a segurança, em algum momento ele já esteve é um pouco preparado, ele conseguiria ter uma boa chance (...). Agora é diferente para alguém que está lá embaixo na base. O edital acabou de chegar, as chances realmente são pequenas, não vou ser hipócrita aqui de falar que com 2 meses, 3 meses de preparo são suficientes para um concurso desse porte. Pode acontecer, pode. Se tiver uma boa base de língua portuguesa, se tiver uma boa base de informática, se matando na parte do direito, realmente, ele teria uma probabilidade de conseguir um bom resultado”.
Havia uma perspectiva de que o edital para o Concurso PC-RJ fosse publicado neste primeiro semestre. Para o professor, não se pode ainda prever nada a esse respeito já que, nos bastidores, está tudo ainda na base de achismos, sem nenhuma contundência por parte das autoridades. Ele aconselha os estudantes seguirem se preparando ao máximo, para estarem devidamente prontos quando o edital sair.
Estratégias para passar em seleções na área de segurança pública
Além de professor, Márcio Peixoto também é inspetor de Polícia Civil, ou seja, no passado, já foi concurseiro, e sabe muito bem o caminho das pedras para conseguir a aprovação em um concurso da área de segurança pública. E ele explícita que a preparação para um concurso como o da Polícia Civil, assim como da Polícia Federal e PRF, é diferente de quem está estudando para concursos em áreas como a Judiciária, Fiscal ou Bancária:
“A estratégia é bem diferente. Logo de cara, nós temos a questão do aspecto físico. Um cara para ser bancário não precisa ter um aspecto físico em dia, o mesmo vale para a área judiciária e fiscal. Para eles, é um pouco mais vantajoso, não tem as várias fases. Normalmente, nós temos aqui uma investigação social bem contundente, um aspecto físico e depois um aspecto médico, são várias fases e por si só já diferencia a questão do tempo, já que tem mais essas fases e você deve separar um tempo ainda que menor para esse tipo de atividade. Em alguns concursos como fiscal, você tem algumas disciplinas realmente muito objetivas. A forma de abordagem é diferenciada, e que no âmbito da segurança pública você tem que ter ali uma base muito forte de penal, processo penal e principalmente língua portuguesa”.
No caso para atuar na Polícia Civil, é preciso ter um perfil profissional específico? Veja o que Peixoto respondeu:
“No aspecto físico, por exemplo, não. No aspecto mental, não. Hoje, o que se procura é que ele seja uma pessoa honesta, que cumpra os deveres junto com a sociedade, tenha uma ideia sobre o que é coletividade na administração pública, e não se colocar como um policial, mas sim como um cidadão, que por sua vez, isso faz muita diferença na medida que ele se coloca no lugar do outro e aí acaba tendo um melhor tratamento e uma melhor resolução das demandas na polícia civil”.
Tendo poder de fala, o professor e também inspetor da Polícia Civil explicou que os futuros aprovados no concurso da corporação poderão atuar em várias unidades, como nas delegacias distritais, que são as delegacias de bairro, e também nas delegacias especializadas. Dentro dessas delegacias, a PC-RJ dispõe de vários setores, como o administrativo, de investigação e de cartório que funcionam em 24 horas por 72 horas. O expediente de trabalho será de quatro a cinco dias direto no local de trabalho, dependendo da localidade onde o policial resida.
E para quem está com receio de que ambiente de trabalho para os novatos na Polícia Civil é ruim, o Professor Peixoto explica que a corporação permite, de forma geral, que os novos profissionais sintam-se acolhidos, dando uma ideia de inserção, de unidade, e que é raro os casos de reclamação por partes do recém-aprovados. E lembra que a estrutura física da maior parte das unidades da Polícia Civil estão em boas condições, tornando o ambiente de trabalho o mais propício possível.
Resumo dos cargos contemplados no Concurso PC-RJ
Das 73 vagas imediatas, 11 serão destinadas ao cargo de investigador. Para concorrer, o candidato precisa ter apenas nível médio completo. A remuneração aos aprovados será de R$5.740,38. Confira abaixo os requisitos e remunerações reservadas para os outros seis cargos:
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Cargo |
N. de Vagas |
Requisitos |
Remuneração |
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2 + CR |
Nível Fundamental Completo |
R$4.506,27 |
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1 + CR |
Nível Médio Completo |
R$5.277,59 |
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Perito Criminal |
1 + CR |
Nível Superior em Engenharia, Informática, Farmácia, Veterinária, Biologia, Física, Química ou Ciências Contábeis |
R$10.149,95 |
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Perito Legista |
6 + CR |
Nível superior em Medicina, Odontologia, Farmácia ou Bioquímica |
R$10.149,95 |
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50 + CR |
Nível Superior em qualquer área |
R$6.280,31 |
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Delegado |
2 + CR |
Nível Superior em Direito |
R$18.747,95 |
As 864 vagas previstas no início do Concurso PC-RJ deverão ser preenchidas ao longo do prazo de validade, que deve durar por dois anos. Em todas as remunerações descritas acima, está incluso o pagamento do auxílio-alimentação.
A Academia Estadual de Polícia Sylvio Terra (Acadepol) confirmou recentemente que serão divulgados um edital para cada um dos sete cargos autorizados, e que estes serão submetido à análise da Assessoria Jurídica da Polícia Civil e também pela Procuradoria Geral do Estado.




