Em até um mês, a Secretaria da Polícia Civil do RJ deve definir as duas bancas organizadoras do concurso de 400 vagas imediatas.
Para quem espera ansiosamente pelos editais do concurso da Polícia Civil do Rio de Janeiro, eles podem estar mais perto de serem divulgados, já que é necessário definir uma banca organizadora para fazer essa divulgação. De acordo com a Divisão de Logística da Polícia Civil, o anúncio das bancas organizadoras deve acontecer entre 20 a 30 dias. Ou seja, ainda neste mês de junho, podemos ter a definição da banca que irá elaborar o concurso para delegado e da outra banca para gerir a seleção dos demais seis cargos.
No processo de licitação para delegado, cinco bancas encaminharam suas propostas até o dia 10 de maio: Instituto AOCP, Instituto Selecon, Cebraspe, Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) e Idecan.
Já para os outros cargos, são sete bancas na disputa: essas mesmas cinco empresas mais a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o IBGP Concursos.
Há a possibilidade de uma mesma banca vencer os dois processos licitatórios, caso ela se encaixar nos requisitos. Assim que a banca for contratada, a Polícia Civil poderá publicar os editais, que já estão devidamente prontos e receberam o aval da Procuradoria-Geral do Estado. Além de divulgar os editais em seus respectivos portais virtuais, as bancas escolhidas terão a responsabilidade de receber as inscrições dos candidatos e organizar toda a logística para aplicação das provas, correção e divulgação dos resultados preliminares e oficiais.
Essa previsão de definir os organizadores em até 30 dias vai de encontro ao que afirmou o secretário da corporação, Alan Turnowski, de que há o interesse em publicar todos os editais antes do mês de julho.
Confirmado concurso com 400 vagas imediatas
Por meio das redes sociais, o governador do estado Cláudio Castro confirmou que o concurso da Polícia Civil terá, sim, 400 vagas, assim como estava estabelecido no Decreto Estadual 47.585, que garante o provimento de vagas para esse e outros sete órgãos públicos.
Essas 400 oportunidades estão distribuídas em sete carreiras, que contemplam todos os níveis de escolaridade e oferecem remunerações bem atrativas:
- Auxiliar de necropsia - 10 vagas (nível fundamental; R$4.506,27);
- Técnico de necropsia - 10 vagas (nível médio; R$5.277,59);
- Investigador - 200 vagas (nível médio; R$5.740,38);
- Inspetor - 100 vagas (nível superior em qualquer área; R$6.280,31);
- Perito criminal - 05 vagas (nível superior em Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Química; R$10.149,55);
- Perito legista - 25 vagas (nível superior em Medicina; R$10.149,55);
- Delegado - 50 vagas (nível superior em Direito; R$18.747,95).
Apesar de apresentar esse quantitativo, a oferta de vagas poderá ainda ser maior, devido ao fato de 2 mil policiais civis estarem em abono permanência, ou seja, com idade para se aposentarem. A convocação de todos os aprovados que ficarem no cadastro de reserva ocorrerá ao longo do prazo de validade, que deve ser de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.
Etapas confirmadas
Os candidatos aos cargos de auxiliar e técnico de necropsia, perito criminal, perito legista, investigador e inspetor serão avaliados por meio de cinco etapas de avaliação, de acordo com o projeto básico da seleção
- Prova de conhecimentos (objetiva e discursiva);
- Prova de capacidade física;
- Exame psicotécnico;
- Exame médico;
- Curso de formação (única etapa gerenciada pela Academia de Polícia Sylvio Terra – Acadepol).
Já no caso do concurso para delegados, haverá a aplicação de todas as etapas de avaliação, mais uma prova oral. A elaboração das provas objetivas para essa carreira ficará a cargo de banca examinadoras, que são grupos de estudo formados por profissionais com notório saber na área. Até o momento, já foram formadas as bancas de Direito Processual Penal, Direito Penal, Direito Constitucional e Direito Administrativo.
O secretário Alan Turnowski, em entrevista realizada à nossa equipe de reportagem no fim de abril, se pronunciou sobre a possibilidade das provas objetivas e discursivas serem aplicadas ainda em um cenário mais severo da pandemia da Covid-19:
“Acredito que as pessoas já se acostumaram a conviver e a produzir dentro da pandemia. Evidentemente que se a gente tiver algum infortúnio na data da prova, de um fechamento da cidade, como já aconteceu algumas vezes, isso pode atrapalhar. Mas a princípio, o dia a dia normal de conviver com a pandemia não inviabiliza o concurso. O concurso está garantido. Eventualmente se não der para fazer em um fim de semana, fazemos no outro. Mas está garantido. A gente vai fazer”.




