Secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Alan Turnowski, afirmou que a corporação possui 2 mil profissionais em abono de permanência, ressaltando a urgência de um novo concurso.

Um dos pontos principais citados na entrevista com o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Alan Turnowski, realizada na última quinta-feira (29/04), foi a necessidade da corporação contratar mais servidores, em que ele alertou para o risco de 2 mil servidores deixarem a instituição, ampliando um déficit que já está na marca dos 15 mil cargos:

Nós temos hoje, em abono permanência, pronto para se aposentar, 2 mil policiais civis na ativa. Então assim, a expectativa é que durante o concurso, e logo após o concurso, esses profissionais eles acabem optando, em um determinado momento, pela aposentadoria. Hoje, a gente trata eles com muito carinho, pedimos que fiquem, mas eles realmente, em tese, já viveram os trinta anos deles, já deram o sacrifício deles, e se, evidentemente, eles resolverem se aposentar, em um determinado momento, hoje, nos prejudicaria muito, mas se a gente vier a fazer o concurso eles já podem sair sabendo que não prejudicariam a instituição”, afirmou o chefe da Polícia Civil.

Equipe de reportagem entrevistando o secretário Alan Turnowski (foto: Degrau Cultural)

Só para o leitor ter uma ideia da gravidade da situação, de 2015 a 2019, 2.336 policiais deixaram a corporação por meio da aposentadoria, representando uma média de 467,20 saídas por mês.

Devido ao crescimento em massa do déficit de servidores, Turnowski pretende contratar muito além das 400 vagas imediatas, previstas pelo Decreto 47.585. Assim, ao longo do período de validade, 2.400 aprovados em todas as fases de avaliação poderão ser convocados. Com essa possibilidade mais latente, o secretário deixou uma recomendação importante a quem irá prestar esse certame:

Estudem, passem. Mesmo que não estejam no número de vagas imediatas, pois sempre há possibilidade de a gente aumentar esse número. Se a gente puder antecipar tempo e qualidade, em um concurso eficiente, para chamar os excedentes e dar uma pronta resposta na área de Segurança, isso é sempre uma opção viável”.

Editais devem sair até julho

Devido à necessidade de contratar mais servidores para cobrir os cargos vazios na corporação, o secretário Alan Turnowski, durante a entrevista da última quinta-feira, não escondeu o interesse em divulgar os editais antes do mês de julho. Para isso acontecer, a corporação ainda precisa escolher quais das sete bancas concorrentes será responsável pela divulgação dos editais, abertura do prazo de inscrições e organização de algumas etapas de avaliação.

Assim que os organizadores forem escolhidos, os editais deverão ser imediatamente publicados, já que eles receberam a aprovação da Procuradoria-Geral do Estado, já com a nova distribuição de vagas imediatas:

  • Auxiliar de necropsia - 10 vagas (cargo de nível fundamental - R$4.506,27);
  • Técnico de necropsia - 10 vagas (cargo de nível médio - R$5.277,59);
  • Investigador - 200 vagas (nível médio - R$5.740,38);
  • Inspetor - 100 vagas (nível superior em qualquer área - R$6.280,31);
  • Perito criminal - 05 vagas (nível superior em Odontologia, Farmácia, Bioquímica ou Medicina - R$10.149,55);
  • Perito legista - 25 vagas (nível superior em Engenharia, Informática, Farmácia, Veterinária, Biologia, Física, Química ou Ciências Contábeis - R$10.149,55);
  • Delegado - 50 vagas (nível superior em Direito - R$18.747,95).

 

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