INSS revela a lista de disciplinas que deverão surgir nas provas objetivas do próximo concurso. Autarquia pretende abrir 7,5 mil vagas em um novo certame.

No último dia 15 de junho, o Instituto Nacional do Seguro Social havia atualizado o pedido para abrir 7.575 vagas em um novo concurso público. Desde então, esse pedido segue sendo analisado pelo Ministério da Economia, que é a quem compete o envio de orçamento aos órgãos federais que pretendem contratar mais servidores públicos. As oportunidades solicitadas serão destinadas a dois cargos:

De acordo com o mesmo documento em que informa o número de vagas e os cargos contemplados na seleção, também consta as disciplinas que serão cobradas nas provas objetivas. Confira abaixo quais são elas:

  • Língua Portuguesa;
  • Raciocínio Lógico;
  • Informática;
  • Noções do Regime Jurídico Único;
  • Código de Ética do Servidor Público;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Administrativo;
  • Sistema de Seguridade Social.

No caso dos candidatos a analista, haverá ainda a aplicação de provas de conhecimentos específicos, de acordo com a especialidade contemplada no edital. Segundo o pedido atualizado pelo INSS, as 1.571 vagas deverão ser distribuídas nas especialidades de Serviço Social (463 vagas), Reabilitação Profissional (702) e Recomposição do Quadro de Aposentados até 2023 (406). Nesse sentido, as disciplinas da parte específica para analista deve versar sobre esses mesmos conteúdos. 

Em comparação com a listagem de conteúdos do último edital para técnicos do INSS, publicado em 2015, houve pouquíssimas alterações, com a inclusão da disciplina de Sistema de Seguridade Social. Já para o cargo de analista, não há a menção das disciplinas de Legislação Previdenciária e de Legislação da Assistência Social, Saúde do Trabalhador e da Pessoa com Deficiência, que estão presentes no edital de 2015.

A pouca diferenciação dos conteúdos do último concurso com o que está por vir, favorece os candidatos que estão se preparando para prestar os exames objetivos desde o início em que foi anunciado.

Autorização tem tudo para ser concedida

Em entrevista concedida à CBN, Leonardo Rolim, presidente do INSS, se mostrou otimista com a possibilidade do pedido de concurso ser autorizada pelo Ministério da Economia, já que a autarquia necessita preencher aqueles que estão prestes a se aposentar e substituir os atuais servidores temporários.

Aliás, a respeito dos temporários, a realização de um novo concurso se mostra mais urgente pois, segundo Rolim, três mil servidores temporários terão os contratos encerrados no fim deste ano. Esses, se juntarão ao grande número de servidores que deixarão o órgão por questões previdenciárias:

É um número que, a cada ano, vai tendo uma nova demanda por conta das aposentadorias. O INSS tem um percentual razoável de servidores que já está em abono de permanência, ou seja, que já está em condições de se aposentar. Isso faz com que haja uma preocupação de termos concursos. De inclusive ter uma reserva para eventuais contratações futuras", explicou o presidente Leonardo Rolim.

Quem também considera imprescindível a realização de um novo Concurso INSS é a Federação Nacional dos Sindicatos dos trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps). Em entrevista à nossa equipe de reportagem, o secretário de Administração e Finanças da Fenasps, Moacir Lopes, afirmou que “não existe saída para o governo que não abrir concurso”. E acrescentou:

Embora sejam vagas insuficientes, se de fato o Ministério da Economia autorizar o concurso será muito importante para que o órgão possa melhorar o atendimento aos segurados da Previdência, reduzir a fila e melhorar a vida das pessoas que esperam meses para serem atendida. Elas poderão ter o merecido benefício, afinal pagaram a vida inteira por este direito”.

Ele revelou ainda que, dos 24.933 servidores que estão hoje na ativa, aproximadamente 25% deles havia adquirido direito à aposentadoria a partir de 2020. Apesar do maior número de vacâncias se concentrar na Região Sudeste, agências localizadas nos estados da Região Norte, por exemplo, sofrem com o baixo número de profissionais e que seguem funcionando de forma precária. Essas informações reforçam ainda mais a urgência para o Governo Federal autorizar o pedido de vagas solicitadas pelo INSS.

Quando isso acontecer, a autarquia poderá contratar novos técnicos e analistas, cujas remunerações estão nos valores de R$5.447,78 e de R$8.357,07, respectivamente.

 

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