Candidatos às 294 vagas de agente penitenciário precisam conhecer a respeito das premissas e conclusões presentes na lógica de argumentação.

Dentre os vários conteúdos a serem pesquisados, lidos e exercitados por quem irá prestar as provas do concurso de agente federal de execução penal do Depen, está a Lógica de Argumentação, assunto presente na prova de Raciocínio Lógico.

Definição de Argumento

O Argumento se relaciona a proposições, intituladas de premissas, sendo que o resultado delas é a conclusão. Um exemplo clássico desse conceito é de que “Todo Padre é Homem; João é Padre, portanto, João é Homem”.

A esse exemplo damos o nome de silogismos, que é composto por duas premissas acrescentada por uma conclusão. Isso não quer dizer que a Lógica da Argumentação deva ser fiel à realidade. O que importa nesse sentido é a veracidade das premissas apresentadas. Veja esse exemplo:

  • PREMISSA 1: Toda planta tem asas
  • PREMISSA 2: A mangueira é uma planta
  • CONCLUSÃO: A mangueira tem asas

Na ciência, é impossível que as mangueiras não têm asas e voam. Mas na Lógica da Argumentação essa conclusão é totalmente válida, pois o raciocínio desenvolvido está correto.

Argumentos Dedutivos

Ocorre quando as premissas do argumento nos oferecem informações suficientes para que torne a conclusão verídica, partindo do geral para o particular:

Exemplo: Quem nasce no Rio de Janeiro é brasileiro/ Fernando nasceu no Rio de Janeiro/ Fernando é brasileiro.

Argumentos Indutivos

Nesse tipo de argumento, as premissas não fornecem as informações necessárias para formarmos uma conclusão verdadeira. E ao contrário do argumento dedutivo, vai do particular para o geral:

Exemplo: A avó de Maria foi uma ótima confeiteira/ a mãe de Maria também foi uma ótima confeiteira/ Maria é uma ótima confeiteira/ os filhos de Maria serão ótimos confeiteiros.

Ou seja, as premissas induzem que os filhos de Maria serão ótimos confeiteiros, assim como suas antepassadas, sem saber se isso será verdade ou não. A Lógica de Argumentação nos traz outras classificações:

Conjuntivo: ocorre quando utilizamos a conjunção “E” para fazermos a intersecção com mais um elemento.

  • Exemplo: Todo padre é homem e tem formação superior/ João é padre/ João é homem e possui formação superior.

Disjuntivo: ocorre quando, ao menos, uma premissa traz a conjunção “ou”, apresentando uma ideia de exclusividade de um elemento em relação a outros dois conjuntos:

  • Exemplo: Todo padre é homem ou tem formação superior/ João é padre/ Padre João não tem formação superior.

Condicional: É um argumento autoexplicativo, pois ele utiliza premissas que se condicionam uma a outra, através da forma “Se...Então...”.

  • Exemplo: Se o Botafogo ganhou o campeonato, então vou comemorar/ Botafogo ganhou o campeonato/ Vou comemorar.

Bicondicional: É caracterizada pelo uso da expressão “se, e somente se...”:

  • Exemplo: Faustão aparece na TV se, e somente se, for domingo/  Faustão está na TV/ é domingo.

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