Concurseiros devem ficar atentos aos fatores que podem influenciar no resultado final do Teste de Aptidão Física.

Nesse final de semana, aconteceu em todo o país o Teste de Aptidão Física para o concurso da Polícia Rodoviária Federal. Quem se preparou ao longo dos últimos meses para esse TAF, certamente, procurou descansar para evitar algum tipo de lesão ou cansar os músculos, conforme recomendou o preparador físico Fábio de Azevedo, que ministrou o simulado TAF no último dia 12 de junho, organizado pela Degrau Cultural.

Agora, para quem segue se preparando para outros certames em que está previsto o TAF como etapa de avaliação, como é o caso do concurso para agente penitenciário e especialista do Depen, é importante ficar atento aos seguintes fatores que podem atrapalhar o seu rendimento nos treinos e até mesmo no dia em que for avaliado. Confira abaixo:

1 – Estresse e ansiedade

Para quem pensa que pode descontar todo estresse e raiva que acumula dentro de si nos exercícios físicos, é melhor pensar diferente. A tensão excessiva gera um desequilíbrio no organismo e que pode dificultar na respiração durante o treinamento, eleva a sudorese excessiva (pois acelera a desidratação), aumenta a frequência cardíaca, e pode provocar tensão muscular e dores no estômago.

Fora que o candidato estressado, durante o exercício, não consegue se concentrar e pode alimentar pensamentos e sentimentos negativos, e obviamente, não terá um bom rendimento. O estresse também reduz a imunidade, deixando o atleta mais suscetível a doenças, e tornando o processo de recuperação muscular mais demorado.

Com relação à ansiedade, é totalmente normal ficar nervoso antes de prestar o TAF, afinal, seu desempenho na fase determinará se você continua no concurso ou se será eliminado. Em um nível normal, ela pode liberar uma quantidade razoável de hormônios que elevam a frequência cardíaca e redistribuem o sangue do coração aos músculos, deixando o corpo pronto para se exercitar. Porém, estando ansioso em demasia, o candidato pode sofrer um descontrole muscular, resultando na forma com que o corpo utiliza as fontes de energia e, posteriormente, numa queda de performance durante o exercício. Portanto, relaxe antes de praticar um exercício.

2 – Falta de Sono

Já escrevemos em nosso blog que a falta de sono interfere na concentração dos estudos para provas objetivas, assim como o sono costuma surgir justamente na hora em que estamos estudando. E vejam só: a ausência de sono também atua como vilã quando decidimos praticar algum tipo de exercício.

Dormir pouco diminui o tempo de reação na prática de exercício, o que eleva o risco de lesão por parte do candidato, e também reduz o desempenho durante exercícios de resistências, como em corridas que exigem justamente essa competência. Além disso, aumenta o nível de estresse, que como explicamos no item 1, é um dos fatores que prejudicam o rendimento no treino.

Os educadores físicos recomendam que todo praticante tenha entre seis e nove horas de sono por noite para que, durante o descanso noturno, o organismo recupere musculatura, estoque energia e produza hormônios importantes para a construção dos músculos, para a disposição e para o desempenho físico.

3 – Má alimentação e falta de hidratação

Assim como um motor de carro precisa de gasolina para circular pelas ruas e estradas, o corpo humano precisa de nutrientes, proteínas e vitaminas para estar apto a praticar qualquer exercício. Mas assim como um carro que não funciona direito com um combustível de baixa qualidade, seu corpo não irá reagir bem durante uma maratona de treinos se você tiver ingerido, minutos ou horas antes, frituras e alimentos industrializados, que geralmente são repletos de corantes, conservantes químicos, sódio, açúcar e gorduras trans. Tudo isso pode aumentar a inflamação no organismo e provocar alterações metabólicas.

Assim como não estar devidamente hidratado te sabotará durante o treinamento para o TAF. A água é responsável pelo transporte de oxigênio e nutrientes pelo corpo, e também tem fundamental importância no controle da temperatura corporal, através da produção do suor (que ao evaporar resfria a pele). Ao correr, fazer flexões e barra fixa desidratado, pode resultar em aumento na frequência cardíaca e na pressão arterial, fadiga, câimbras, tontura, falta de concentração, enjoo, entre outros.

4 – Consumo de bebida alcóolica

Se no dia anterior ao TAF, por exemplo, você sai com os amigos para passar a noite em um barzinho, e ingere (mesmo que pouco) bebida alcóolica, ao realizar os exercícios exigidos no exames seu organismo terá dificuldade no processo de recuperação muscular. Por quê? O organismo foca em metabolizar as toxinas da bebida, em vez de regenerar os desgastes nos músculos e tecidos causados pelo exercício.

Para piorar, o álcool tem efeito diurético (causando desidratação, citado no item 3) e atrapalha o sono (fator mencionado no item 2). Portanto, evite ingerir bebida alcóolica na véspera do TAF e, se possível, durante as semanas que antecedem o exame, para que seu metabolismo se preocupe, exclusivamente, em recuperar o organismo no pós-treino.

5 – condições climáticas

Esse último fator não depende unicamente do concurseiro. Não tem como ele evitar a chuva, o calor ou o frio. Mas tem como ele se preparar para minimizar os efeitos das condições climáticas na prática dos exercícios.

Por exemplo, o calor costuma ser um obstáculo para os atletas, e uma recomendação interessante é você optar por correr e treinar os exercícios do TAF em horários mais amenos, se possível, logo nas primeiras horas do dia, quando as radiações ultravioletas não chegaram no seu ápice.

É importante ainda você treinar os exercícios em dias mais nublados ou que tenha chovido, já para se preparar visando que no dia do TAF possa estar nessa condição climática. Assim, você já estará ciente de como driblar os desafios impostos pela chuva, como a pista escorregadia.   

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