Preparador Físico comandou o último simulado antes da realização do Teste de Aptidão Física do Concurso da PRF. Para ele, o momento agora é de dosar nos treinamentos.
Na manhã do último sábado, 12 de junho, a Degrau Cultural organizou o último simulado de preparação para o Teste de Aptidão Física, segunda etapa de avaliação do Concurso da Polícia Rodoviária Federal. O Cebraspe, que é quem organiza esse certame, já divulgou a lista dos convocados para realizarem essa avaliação, que será aplicada nos dias 19 e 20 deste mês.
Os alunos presentes no Aterro do Flamengo, local de realização do simulado, tiveram o privilégio de simular como será o dia do Teste de Aptidão Física, através das orientações e comandos vindos do preparador físico Fábio de Azevedo, um dos mais renomados nessa área. O próprio comentou a importância desse simulado na reta final para o exame:
“Para o simulado, a gente tenta aproximar o máximo possível o dia: se está chovendo, tipo de piso, a distância, o colchonete para abdominais, o tipo de barra, o salto, o shuttle run, que é onde tem que pegar um cubo e andar 9m14 duas vezes; Então a gente faz exatamente ou mais próximo possível do que é a realização do teste físico. Ou seja, o aluno hoje ele tem uma noção do que ele vai enfrentar no dia do teste”.
“A diferença entre a derrota e o sucesso é a dose do exercício”

“A diferença entre a derrota e o sucesso é a dose do exercício”: essa foi uma das principais mensagens deixadas pelo professor Fábio ao grupo de concurseiros presentes no simulado. Ele comparou a prática de exercícios físicos à aplicação de remédios. Se o médico, por exemplo, receita uma quantidade X de determinado medicamento a ser ingerido pelo paciente, é porque essa quantidade é a ideal para curar a doença. Mas do que isso, pode até matar.
No caso da prática de exercício físico, ir além dos limites do próprio corpo pode custar lesões, que podem impedir o candidato de realizar certos exercícios e, até mesmo, afastá-lo do Teste de Aptidão Física. Nesse sentido, o preparador recomendou que, nesses últimos dias que antecedem o TAF, o candidato se poupe ao máximo:
“O ideal é que você dose. O treinamento ele começa numa fase de adaptação, depois ele passa por um período de pico, onde o atleta ou aluno chega ao máximo e depois a gente vem recuperando, diminuindo um pouquinho o ritmo para que ele possa recuperar a musculatura está pronto para o Teste Físico. A dica maior é: 72 horas antes do teste não faça nenhum tipo de exercício. Descanse o máximo possível, se hidrate e cuidado para não acontecer nenhum tipo de lesão, acidente, torcer o tornozelo, evitar ficar andando na rua ou até mesmo um estímulo muito grande no seu treinamento”.
Cuidar do Psicológico também é fundamental para ir bem no TAF
O simulado também serviu para testar a autoconfiança e a capacidade de superação dos candidatos. Em alguns momentos, houve quem tive dificuldade de realizar o movimento do salto de impulsão horizontal, quem ficou perto de não alcançar o limite de abdominais e quem estava com os músculos cansados para cumprir os exercícios finais propostos no simulado. Esses detalhes podem ficar martelando no psicológico do concorrente, que teme pela reprovação nessa etapa, após sair vitorioso nas provas objetivas e discursivas.
Então, como superar essas dificuldades físicas que, na verdade, podem estar apenas na cabeça do candidato? Por que o emocional influencia tanto no desempenho dos exercícios físicos?
“A gente lida muito, hoje em dia, com a questão da ansiedade, da depressão, essas questões psicossomáticas que influenciam muito na performance do aluno. E é uma coisa que não tem cura, mas tem controle. O simulado ajuda muito, porque o aluno que vai bem no simulado ganha uma autoconfiança muito grande e isso o favorece no dia do teste. A única forma de você controlar melhor a tua ansiedade no dia do teste é treinando bem antes do dia do teste, se preparando e fazendo vários simulados para que você tenha certeza de que no dia do teste, consegue realizar com tranquilidade tudo o que é exigido”, respondeu Fábio de Azevedo.
Por fim, já falando sobre a véspera da realização do TAF para o Concurso PRF, o preparador físico indica que o concorrente também deve ter atenção especial com a alimentação. Segundo ele, o candidato deve evitar alimentos gordurosos e criar uma rotina de refeição e descanso até o dia do TAF, para que, no momento de realizar o teste, “esteja com o nível de glicemia apropriado para demanda do teste, para que não venha desmaiar por conta da falta de açúcar no sangue”. Além disso, é importante dormir cedo todo dia, e treinar os cinco exercícios até quarta-feira, no máximo (para quem vai fazer o teste no sábado) e até quinta-feira (para os candidatos que farão o teste no domingo).
Como será o TAF do Concurso PRF 2021?
Só para recapitular: o Teste de Aptidão Física do Concurso PRF será aplicado em todos os estados do país. E será composto por cinco exercícios:
- Teste de flexão em barra fixa;
- Teste de shuttle run (ir e vir);
- Teste de impulsão horizontal;
- Teste de flexão abdominal;
- Teste de corrida de 12 minutos.
Candidatos comentam sobre o simulado
O tempo instável na manhã do último sábado, com um clima ora nublado, ora ensolarado, não afastou os candidatos a PRF a participarem do simulado. Entre eles, os amigos Jairo Dias e Gabriel Pinheiro, que começaram a treinar para TAF juntos, antes mesmo da realização das provas objetivas e discursivas, e esperam conseguir ingressar na corporação também juntos. E eles comentam como foi essa maratona de exercícios e a importância do simulado organizado pela Degrau faltando apenas sete dias para o TAF:
Jairo Dias: “No final ali da preparação para a prova, para aliviar o estresse essas coisas assim, eu já estava fazendo atividade física, já saía para correr, já fazia alguns exercícios, até porque eu estava fora de forma, então eu precisava entrar em forma para depois só potencializar o meu treino (...) O simulado é importante porque haverá um profissional que dará orientação não só para mim como para todos os outros candidatos e essa orientação é aquele ajuste final para você chegar 100% na prova; rever o que você está errando ou que está executando de forma equivocada e melhorar para chegar na hora da prova com condições de passar”.
Gabriel Pinheiro: “Na verdade, eu já venho praticando exercícios físicos há muito tempo. A gente sempre tentava conciliar, mesmo sendo um pouco mais difícil, mas desde janeiro, desde que saiu o edital, a gente manteve a conciliação até a reta final e até a chegar até aqui. A gente sabe que não é nada fácil (...) Eu acho o simulado muito importante, até porque, semana que vem é o TAF. Essa semana é bem decisiva e esse simulado vai mostrar de fato se você está preparado e o que você precisa melhorar ou ajustar. Eu estou bastante confiante. Espero que dê certo, sim!”.
Quem também demonstrou boas perspectivas de conseguir a aprovação foi o aluno Thiago Victorio. Ele afirmou que começou a se exercitar assim que saiu o edital. Thiago disse que até colocou a pontuação que pretendia alcançar na parede do quarto, como incentivo, e restringiu o treinamento físico apenas aos exercícios que serão cobrados no TAF. Ele complementa: “Estou fazendo as médias todas; estou fazendo o mínimo de tudo e ganho alguns pontos acima da média em outros. Salto é que está um pouco difícil, mas eu acho que se eu fizer o mínimo, ganho o suficiente para compensar essa média”.
Superação é a palavra que define essa reta de preparação rumo ao TAF para outros três alunos que participaram do último simulado. Alisson de Araújo identificou uma certa dificuldade na realização dos abdominais, mas declarou que está confiante no desempenho dos outros quatro exercícios que serão cobrados.
O teste de abdominais também será um ponto de atenção especial por parte dos candidatos Rafael Fernandes e Marlon Diniz. O primeiro, afirmou que o simulado serviu para ele ficar atento às próprias deficiências e ajustar os movimentos em alguns testes. Já o segundo, pôde identificar seus pontos positivos e negativos, aquilo em que ele já está acima da média e onde é possível melhorar.
Marlon destacou ainda, que vem se preparando desde quando o ex-diretor-executivo da corporação, José Lopes Hott Júnior, anunciou o certame, e que para ele, ingressar na PRF é um sonho desde o tempo em que auxiliava o pai caminhoneiro. O rapaz completou que o momento “agora é para descansar o corpo e trabalhar o emocional para não se deixar derrubar”. E ainda fez o seguinte agradecimento:
“Além disso, quero agradecer ao Marco Brito e a todos os professores e empregados da Degrau, pois sem vocês isso não seria possível. Que vocês continuem assim e ajudem muitas pessoas a realizarem seus sonhos. Grande abraço!”.
Nossa equipe de reportagem agradece aos candidatos que, gentilmente, concederam esses depoimentos para a produção desta matéria. Desejamos a todos os que participaram do simulado e para quem não participou também, boa sorte e sucesso nessa caminhada até a conquista da aprovação no Concurso da Polícia Rodoviária Federal.




