Aquisição de curso ou material pirata pode eliminar candidato em concursos públicos. Saiba mais!

Que concurseiro nunca se deparou, em sites ou redes sociais, com pesoas oferecendo videoaulas, apostilas ou outros materiais de cursos preparatórios mais barato? A prática, conhecida como “rateio”, consiste em adquirir os cursos completos ou materiais em sites não oficiais, pagando um valor bem inferior ao cobrado pelas verdadeiras empresas preparatórias.

Mas adquirir esses cursos ou materiais é uma prática perigosa, que configura em crime. Para se ter uma ideia, só nesta terça-feira (21), a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ) já prendeu nove pessoas na Operação Black Hawk, contra pirataria de materiais de cursinhos preparatórios para concursos públicos. A Justiça expediu ainda, outros 19 mandados de busca e apreensão.

Segundo as investigações, a quadrilha que foi presa hoje invadia sistemas há, pelo menos, 20 anos. Durante esse tempo os criminosos faturaram cerca de R$ 15 milhões. Eles vendiam apostilas e videoaulas pirateadas por valores menores que os cobrados pelos cursinhos. Por isso, os prejuízos das empresas cujo conteúdo foi hackeado chegam a R$ 67 milhões.

Os cursos pirateados eram para a área de segurança pública (como Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal) e para carreiras fiscais e jurídicas.

Os suspeitos vão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a propriedade imaterial.

A Polícia Civil afirmou que um dos integrantes da quadrilha é um hacker, que possui conhecimentos avançados em Tecnologia da Informação e conseguia até quebrar a criptografia do streaming de vídeo dos cursos oficiais. Ou seja, conteúdos que eram protegidos por senha e que, em geral, não podiam ser baixados nem pelos alunos (apenas vistos na própria plataforma), eram desviados e salvos pelo criminoso.

As videoaulas roubadas eram armazenadas em uma nuvem própria, onde os cursos eram vendidos para os clientes do site pirata, por até 10% do valor do curso verdadeiro.

O que acontece com quem adquire cursos piratas?

O rateio (comprar o acesso ou material dividindo o valor entre vários usuários), infelizmente, ainda é uma prática comum. Mas como já dito, também pode ser uma prática perigosa para quem tem o sonho de ser servidor público. Muitos estudantes não sabem, mas essa aquisição se enquadra no crime de pirataria e violação de direitos autorais. E a atividade é realizada por quadrilhas que estão sendo investigadas, tendo seus membros presos e processados. Então, você não vai arriscar todo o seu futuro, só para economizar alguns Reais, né?

Os compradores podem ser identificados e responsabilizados pelo crime de receptação, com pena de até 4 anos. A pessoa que comprou esses cursos, mesmo sabendo que eram piratas, pode, inclusive, ser impedida de assumir a vaga que conquistou por meio de concurso público; principalmente nas seleções em que há a etapa de investigação social (como no caso dos concursos para as áreas de segurança pública, como PC-DF, PC-RJ, PF e PRF)

Fale agora com um consultor!