Segundo Jairo Dias, aprovado na PRF 2021, não revisar, não traçar um plano de estudos e não ter um caderno de erros podem custar a aprovação em um concurso.

*José Lucas Brito

Sempre que algum professor ou especialista é convidado para dar dicas aos concurseiros aqui no site da DEGRAU CULTURAL, a maioria deles costuma ir pela lógica positivista: “Faça isso para entender a matéria”, “Faça aquilo para manter o foco”, “Utilize tal método para ser aprovado”, etecetera e tal. Poucos falam sobre “o que não fazer”, ou seja, atitudes que sabotam todo concurseiro. Não que eles estejam errados em abordar a preparação dessa forma.

Só que a intenção da matéria é alertar, chocar e assustar quem anda estudando de forma incorreta. E quem passou as diretrizes foi um dos alunos da Degrau Cultural, que obteve a aprovação no último concurso público para a Polícia Rodoviária Federal: Jairo Dias. Em entrevista para a equipe de reportagem, Jairo lembrou de tudo o que ele aprendeu no período em que foi aluno e também monitor de turmas da Degrau Cultural.

E compartilhou, a quem está se preparando para os concursos que estão por vir, três erros, três serpentes que envenenam qualquer concurseiros e que devem ser “pisadas” a todo custo. Confira abaixo quais são esses erros:

Não revisar

Será incrível se o cérebro humano conseguisse gravar uma série de informações de uma única vez, não é verdade? Assim, ninguém esqueceria mais senha de banco, número de telefone, nome de pessoas, e o que diz determinada lei da Constituição Federal.

Mas, não é assim que funciona, concurseiro! Você necessita revisar sempre que puder os conteúdos que, certamente, serão cobrados na prova objetiva. Deixar de revisar é pedir para não passar. Principalmente se determinado assunto não ficou tão bem claro na mente, te deixando cheio de dúvidas. É crucial revisar sempre, especialmente nas vésperas da prova, para você estar com as informações bem frescas na hora em que precisar delas.

Outro aprovado na PRF, Matheus Barbosa, indicou uma ferramenta gratuita presente na internet que serve justamente para facilitar o trabalho de revisão:

“Tem planilha de Excel no Google, em que o pessoal encontra que funciona como uma pirâmide, vou assim dizer, que são ciclos. Você dá uma matéria estudada hoje e ele retoma para você estudar daqui a três dias. Aí você revisou da primeira vez e ele joga para mais cinco dias. Você vai estar sempre tendo contato com aquela matéria, O tempo de revisão daquele conteúdo, conforme vai passado, ele vai diminuindo, porque pressupõe que aquilo já está consolidado na sua mente e é um assunto que você não vai esquecer mais”.

Não traçar um plano de estudos

Não pense que estudar para concurso público é somente sair lendo qualquer coisa, fazendo qualquer simulado, de qualquer forma, em qualquer horário. Tire o “qualquer” do seu vocabulário. Seja objetivo!

É necessário ter um plano de estudos para antes e depois do edital. Ou seja, se o seu concurso público ainda não tem um edital, pesquise o que foi cobrado nas provas de seleções anteriores. Se já tem edital, busque se informar com professores e especialistas para saber exatamente o que é propenso a cair nos exames. Afinal, é muito difícil esgotar todo o conteúdo programático de um edital. É preciso começar pelo que é mais importante.

Além de privilegiar os assuntos mais recorrentes no órgão em que você irá concorrer, reserve um tempo para aqueles que são o seu calcanhar de Áquiles. Faça como fez o Victor Tozatto, outro aprovado na PRF, que tinha muita dificuldade em Português, e se jogou de cabeça nos módulos da disciplina durante o período de preparação:

“Na época em que tinham as aulas presenciais aqui ocorrendo normalmente, acho que eu fiz todos os módulos da Degrau de português imagináveis. Eu fui aluno do Passaporte (Programa de estudo oferecido pela Degrau para quem quer se preparar para concurso a médio prazo) e a gente tem um número definido de horas. Então acho que gastei metade das minhas horas em módulos de Português, para chegar nessas dificuldades. Porque realmente era uma matéria que não me era agradável, sempre tive dificuldade, não gostava de estudar, e todo o concurso era uma pedra no sapato e passou a ser uma matéria forte minha”.

E lembre-se, ao estipular seu plano de estudos, organize-o de acordo com a sua rotina profissional e familiar também. Procure dedicar um ou dois dias para resolver questões de provas anteriores, e sempre que possível, dentro desse planejamento, faça simulados que vão lhe condicionar para o dia da prova.

Não ter um caderno de erros

Já dizia a sabedoria popular: “Errar é Humano, Persistir no Erro é Burrice”. E o conselho dado pelo Jairo Dias é algo totalmente inédito, que ainda não havia sido abordado nesse blog e que fez toda a diferença para que ele conseguisse ingressar na PRF.

Segundo ele, o concurseiro deve ter um caderno somente para anotar as questões que ele errou em exercícios de preparação para o concurso. Por exemplo, para quem vai prestar o próximo concurso de escriturário do Banco do Brasil e errou uma pergunta sobre marketing digital na prova de Vendas e Negociação, deve escrever a pergunta que errou, a questão respondida incorretamente e também a resposta correta.

Tendo registado essas informações em cartório (quer dizer, em caderno), você jamais repetirá o mesmo erro e lembrará sempre da informação correta, que te garantirá um ponto precioso no resultado final.

Além de, gentilmente, dizer o que não se deve fazer durante a maratona de estudos para um concurso público, que é bem desgastante, o guru Jairo Dias deixou um lema fundamental para quem pensa em desistir desse processo, e consequentemente, do sonho de ingressar no serviço público, na primeira oportunidade:

“A minha grande dica é: Perseverança. A diferença entre um vencedor e a pessoa que perdeu é só que a pessoa que venceu ela continuou, ela persistiu, por que ela já falhou, e ela persistiu, persistiu, persistiu e venceu. O vencedor aprende na vitória e aprende na derrota, e assim você deve encarar a sua vida. Você deve aprender com tudo. Você não pode desistir de nada. Se é teu sonho, se é aquilo que você ama, vá atrás, corra todos os dias. Porque Deus abençoa muito a gente, mas ele só não faz uma coisa por nós: ele não faz a nossa parte. A sua parte quem tem que fazer é você”.

 

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