Cinco alunos da Degrau Cultural compartilharam como a instituição contribuiu para que eles conquistassem a vitória no Concurso da Polícia Rodoviária Federal 2021.

Apesar dos recentes impasses jurídicos os quais está envolvido, o Concurso da Polícia Rodoviária Federal, sem dúvida, foi uma importante porta de entrada para que milhares de concurseiros de todo o país realizassem o sonho de vestir o fardamento e servir à corporação.

Em especial, para cinco alunos matriculados nos cursos da Degrau Cultural que, durante a preparação para esse concurso, enfrentaram muitos desafios e dificuldades que poderiam tê-los levado a abrir mão de tudo, mas que se mantiveram firmes na busca dos seus propósitos, receberam o apoio da instituição, e hoje, comemoram a conquista de terem sido aprovados nas fases de avaliação do certame.

Veja, na íntegra, o que cada um deles compartilhou para a equipe de reportagem da Degrau Cultural, e se espelhe nas experiências e aprendizados obtidos por eles durante toda essa trajetória.

Gabriel de Souza Pinheiro

O Sonho de ingressar na PRF

“Eu me inscrevi no Concurso da PRF por que me identifiquei com o cargo. Na minha época das Forças Armadas (Gabriel foi sargento temporário do Exército durante oito ano) eu tive a oportunidade de trabalhar mais próximo da PRF e ver a atuação da PRF durante os Jogos Olímpicos de 2016, que aconteceram ali em Deodoro. Vi identificação com o cargo, acredito muito que tenho vocação, e essa minha experiência nas Forças Armadas fez com que atraísse mais meus olhos para essa atuação da PRF”.

Concursos prestados anteriormente

“Esse não foi o meu primeiro concurso. Eu prestei concurso para a Polícia Civil de São Paulo, acredito que em 2018, tentei duas vezes, não obtive êxito (...). Ainda fiz o Concurso da PRF em 2019, prestei na cidade de Macapá, capital do Amapá, não obtive êxito também, inclusive, tomei uma saraivada real, e na semana seguinte a esse concurso eu fui aprovado no Concurso da Guarda Municipal de Niterói, onde me encontro no cadastro de reserva aguardando ser chamado. Espero que minha vaga fique para o próximo”.

As dificuldades ao longo do processo

“Eu pensei em desistir todo o dia, todo o dia dava a vontade de desistir. Só que eu não tinha opção: ou ser isso ou ser isso. Eu não tinha uma outra alternativa. Então, eu não podia pensar em não ser. Tinha vontade de desistir a toda hora, a todo momento, por exemplo, naqueles dias mais chuvosos, mais frios, que você tinha que sair de casa e vir para a Degrau, então nesse dia dava muita vontade de desistir (...). Nesse processo todo, acho que a maior dificuldade foi me manter acreditando que daria certo. N verdade, a minha esposa acreditava mais em mim do que eu mesmo. De fato, quando fui reprovado em 2019, eu tinha acabado de voltar de viagem, e nós estávamos devendo aquela passagem, que não havia sido paga naquele voo, e ela olhou para mim e falou: “O que você vai fazer?”. E eu disse: “Não sei”. E ela respondeu: “Você só tem que voltar a estudar, mais nada”. Eu me assustei, de primeiro momento, achei que iríamos ter um problema, e que na verdade virou uma solução, ela acabou dando uma solução, ela acreditou muito em mim”.

A preparação para o Concurso PRF

“A minha rotina de estudos, realmente, ela variava bastante. Eu não contabilizava se eram cinco, dez, doze (horas) líquidas, mas eu estudava todos os dias, sem exceção, e, na verdade, como eu comecei a trabalhar nesse período pré-prova, eu dividida esse tempo com o tempo de trabalho. No meu horário de trabalho, qualquer intervalo que eu tinha, das oito da manhã à cinco da tarde, no meu almoço, por exemplo, eu lia alguma coisa, pegava um resumo, fazia umas questões pelo celular e tudo mais. E quando voltava para casa, no final da tarde, tomava um café, praticava uma atividade física, e às seis, seis e meia, eu ia até onde meu corpo aguentava”.

A parceria com a Degrau Cultural

“Inicialmente, depois de um ano estudando meio que sem rota, sem rumo, eu procurei a Degrau Cultural, por que havia relatos de algumas pessoas que eu ouvia dizer que foram aprovadas estudando pela Degrau Cultural, que eu era um bom curso, que te dava o suporte, que te dava o apoio, e que fazia os simulados que faziam diferença na hora da prova (...) E aqui a gente tem o processo de monitoria, que os professores nos auxiliam, dizendo “não façam assim”, “façam desse jeito”, “se organizem”, “façam revisão”, e isso foi que fez diferença, a estruturação na minha maneira de estudar e o apoio dos professores naquele dia a dia”.

Conselho para os Concurseiros

“O conselho que tenho para o cara que que estudar para concurso público, seja de qualquer área, o conselho que tenho é que ele acredite nele, acredite que vai dar certo e estude com antecedência. Não espere o edital do seu concurso. Trabalhe com monitoria, com apoio, não estude sozinho, faça muitas questões, faça muitas revisões, e acredite que vai dar certo mesmo”. 

Victor Tozatto

Por quê prestar o concurso da PRF?

“A área policial sempre me foi de muita afinidade, sempre tive muita admiração pela carreira”.

Concursos prestados anteriormente

“Acho que foram uns sete ou oito concursos tomando porrada para dar certo no fim. Eu fiz o anterior da PRF, eu fiz um anterior da minha área, eu sou químico industrial de formação, fiz o concurso da Petrobrás, fiz alguns concursos para tribunal mesmo, por que na época não estava abrindo tanto concurso para a área de polícia, fiz Defensoria, fiz Ministério Público, me aventurei em algum concurso para a área fiscal, por que eu estava naquela de “Concurseiro Faz Prova”. Como eu vim de uma área que não tinha tanta formação direito, meu português era bem fraco, tive que aprender bastante, eu queria apender o sentimento de prova, mas no que me preparei bastante foi no concurso PRF anterior e do Ministério Público do Rio, que foram, assim, duas decepções, que eu tive antes de entrar nesse agora”.

O sentimento de desistência

A gente fica desanimado quando não consegue passar no concurso. Acho que, depois de um tempo, você entende que não é a hora (...) O que me fez repensar muito a minha preparação foi que eu estava me preparando muito forte para o Concurso PC-DF, que não aconteceu, e eu estava estudando muito forte, e eu me inscrevi no concurso de escrivão, que era para ter acontecido em maio do ano passado, e ele foi suspenso duas vezes por causa da pandemia, uma vez bem na véspera do concurso, e assim, eu estava com ele na cabeça, dizendo “Esse é o meu Concurso”, “Eu estou dando o sangue, estudando seis horas líquidas por dia”, “já vi”, “revisei”, “e vai ser minha vez”, e quando foi suspenso foi o maior desânimo que passei. Acho que se não tivesse as pessoas ao meu lado, me apoiando, dizendo “Insiste, cara!”, acho que eu teria desistido naquele momento”.

A trajetória de preparação e o apoio vindo da Degrau Cultural

“A minha preparação de estudos ela começou muito antes do edital da PRF estar pronto. Como eu te disse, por conta da minha formação, havia muitas matérias em que eu tinha que dar uma atenção muito importante, que são as matérias-base. Em Português, por exemplo, na época em que tinham as aulas presenciais aqui ocorrendo normalmente, acho que eu fiz todos os módulos da Degrau de português imagináveis. Assim, eu sou aluno do Passaporte, e a gente tem um número definido de horas, então eu acho que gastei metade das minhas horas em módulos de Português, para chegar nessas dificuldades, que realmente era uma matéria que não me era agradável, sempre tive dificuldade e todo o concurso era uma pedra no sapato, e passou a ser uma matéria forte minha, eu me organizei nos estudos, eu mantinha uma rotina de revisões muito forte, eu fazia os simulados aqui aos domingos. Tanto que eu tinha uma pilha de simulados, acho que mais de meio metro de simulados empilhados”.

Os três passos para conseguir a aprovação em um concurso público

“Eu acho muito importante: Veja seus pontos fracos e crie uma base sólida para eles, é o primeiro passo; O segundo passo é se organizar e criar um cronograma de estudos que você se adapte, que você se sinta confortável num momento pré-edital, para você também não desanimar, para você ter uma tarde livre, ter um momento de bem-estar, de lazer e tudo mais, e no pós-edital (terceiro passo) você adaptar seu cronograma, expandir suas horas e pensar, assim, que chegou aquele momento em que você tem de abdicar de tudo, botar todas suas as cartas na mesa e se esforçar ao máximo para conseguir alcançar seu sonho. E para mim foi isso, foi o que eu fiz e graças a Deus deu certo!”.

Jairo Dias

O interesse pela PRF

Eu moro próximo da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal daqui do Rio, eu sempre gostei de viajar e sempre tive uma paixão. Passava pela rodovia, passava pelos postos, e aquilo foi gerando uma curiosidade, eu fui me aprofundando, conhecendo mais sobre a instituição, e até que eu me apaixonei pela instituição. E aí foi continuar estudando, focar no que eu queria, e eu vi que eu tinha tudo a ver com a PRF e a PRF tem tudo a ver comigo”.

Tentativas anteriores à PRF 2021

“Eu prestei alguns concursos antes de passar na PRF. No caso um vestibular, fiz o concurso, passei, fiz minha faculdade pública (. Depois tentei alguns concursos, como a Guarda Municipal, a própria Polícia Rodoviária Federal em 2019, e eu não passei, bati na trave. Mas continuei estudando, mantive meu foco”.

O Drama após à suspensão do Concurso PC-DF

“Teve um momento em que pensei em largar tudo dentro da pandemia. Foi quando eu estava inscrito no concurso da Polícia Civil do Distrito Federal, eu havia estudado demais. E um dia antes de eu embarcar o concurso foi suspenso. E aí minha cabeça ficou confusa, não sabia o que fazer, se continuava ou largava tudo. Foi bem desesperador. Eu lembro de uma cena que aconteceu comigo, em que eu comecei a chorar demais, de uma forma que eu não sabia me conter, meu cachorro estava nervoso, minha esposa veio conversar comigo, e eu não conseguia falar, eu só chorava, até que eu consegui me acalmar um pouco e conversar com ela. E aquilo marcou muito a minha vida, assim. E ali, eu ouvi uma voz dentro de mim dizendo: “Não Pare! Continue. A sua hora vai chegar. Então não desista, continue, não pare”. E foi isso que eu fiz”.

O início da preparação para a PRF

“Depois que eu desisti de desistir, eu mantive o meu foco (...) Eu comecei a entender que todo mundo tem um processo, tudo tem um processo, e todo mundo tem o seu tempo (...) Mas eu também sabia que para eu conseguir, eu tinha que abrir mão de alguma coisa, eu tinha que pagar o preço, e foi o que eu fiz: eu estudava de manhã, até às vezes de madrugada, óbvio que eu parava um pouco para descansar, para almoçar, para jantar, mas eu sempre me mantive focado de domingo a domingo, sol e chuva, frio e calor, sempre fazendo aquilo por que eu gostava, eu passei a gostar daquilo. Eu não fazia por que tinha obrigação, eu fazia por gostar, por entender que aquilo me levava ao meu objetivo”.

Jairo foi monitor de turmas na Degrau Cultural

“Eu conheci a Degrau Cultural através de uma grande amiga minha, que é professora da Degrau, a Ariane Casado, professora de Direito Administrativo (...). E aí eu vim para o curso, comecei a estudar e foi quando eu tive a oportunidade, através do Brito (coordenador pedagógico Marco Brito), de me tornar monitor da Degrau Cultural, depois de dar algumas aulas, e então minha relação com a Degrau é muito forte. Eu digo que é a minha segunda casa. A Degrau me ajudou a entender como eu devia traçar o meu caminho, o processo de obtenção de êxito, de chegar, de olhar e “Eu tenho que fazer isso”, “então vamos fazer isso”, entendeu. A Degrau foi muito importante na minha aprovação. Eu não tenho como dissociar o curso da minha aprovação. É óbvio que tem muita batalha minha, tem muito suor meu, mas eu não posso esquecer dessas pessoas que me ajudaram a chegar no meu objetivo”.

Dica Especial do Guru Jairo

“A minha grande dica é: Perseverança. A diferença entre um vencedor e a pessoa que perdeu é só que a pessoa que venceu ela continuou, ela persistiu, por que ela já falhou, e ela persistiu, persistiu, persistiu e venceu. O vencedor aprende na vitória e aprende na derrota, e assim você deve encarar a sua vida. Você deve aprender com tudo. Você não pode desistir de nada. Se é teu sonho, se é aquilo que você ama, vá atrás, corra todos os dias. Porque Deus abençoa muito a gente, mas ele só não faz uma coisa por nós: ele não faz a nossa parte. A sua parte quem tem que fazer é você”.

Marlon Diniz

O sonho de mudar de vida através da PRF

“Então, eu era repositor de supermercado, e devido ao salário e como eu via que não poderia crescer no ramo eu decidi estudar para proporcionar uma vida melhor para a minha família. E a PRF é a polícia mais cidadã que tem, com uma carreira única e isso facilita muito”.

Tentativas em outros certames

“Eu já passei em outros concursos. Passei no concurso de gari do Rio de Janeiro e na Polícia Civil de São Paulo, mas só que não cheguei a fazer a segunda fase da Polícia Civil. Pensei que iria passar no concurso de 2019 da PRF, aí fiquei por quatro pontos (...) fiquei uns três meses abalado, mas graças à minha esposa e ao Marco Brito eu voltei (a estudar) e logrei êxito nesse”.

Superando os próprios limites

“Eu estudava de segunda a segunda. Não tinha férias, não tinha nada, eu acordava pensando no Concurso da PRF, e dormia pensando. Eu sou uma pessoa muito ansiosa, tive que trabalhar o psicológico para chegar lá no dia, e não ficar desesperado. Agi mais como se fosse um simulado igual o que fiz aqui na Degrau Cultural

Parceria entre Marlon e Degrau Cultural durou sete anos.

Eu conheci a Degrau Cultural, realmente, em 2014, quando fiz o concurso para a Polícia Militar, aí não logrei êxito. E depois eu voltei, graças ao Leandro Macedo e o Rodrigo Menezes, em que eles fizeram uma campanha, aí me espelhei neles, conheci a PRF, e não parei desde então. Eu sou suspeito para falar da Degrau. Ela me abriu as portas, fez tudo por mim quando eu mais precisava.

Segundo Marlon, concurso público é uma fila: os mais preparados passam primeiro

“Tanto uma pessoa que mora em comunidade como a pessoa que mora em zona sul pode ser um concurseiro. O diferencial é o foco. Se você tiver foco, você chega em qualquer lugar (...). O concurso público é uma fila. Me falaram isso há uns dois, três anos, e eu falei: “não é”. Mas realmente é uma fila. Se você continuar, se dedicar, colocando seu tijolinho, indo todos os dias nos seus estudos, uma hora o seu castelo vai estar pronto e será a sua aprovação”.

Matheus Barbosa

*OBS.: Além de ter sido aprovado para o concurso da Polícia Rodoviária Federal, Matheus também saiu com a aprovação no concurso para agente da Polícia Federal.

Experiência em outros concursos

Ingressei como bombeiro em 2017. Eu fiz PF 2018 e PF 2019, antes eu já havia tentado Caixa Econômica Federal e depois prestei esse de Bombeiros.

Matheus venceu a vontade de desistir em ingressar nos dois principais órgãos de segurança do país

“Várias vezes, várias vezes. É um processo que exige muitos sacrifícios, e às vezes a gente enxerga a concretização desse sonho muito distante da realidade, sabe. E é normal desanimar. E por isso que a perseverança é importante, nesses momentos. Você deve se respeitar, respeitar seus limites, respirar fundo, e retomar a sua rotina, para você conseguir concretizar seu sonho”.  

A preparação conjunta para PRF e PF

“Como eu trabalho por escala, eu tinha uma disponibilidade de horas muito grande para poder me dedicar. E aí, basicamente, eu tinha meu ciclo de estudos, montei meu planejamento, estipulava metas, metas diárias, metas semanais, metas mensais, e tentava bater aquelas metas. Eu fazia uma boa parte de estudo teórico, assistia a uma vídeo-aula, fazia a leitura de alguns conteúdos, e fazia bastante questões, muitos simulados e revisões. Acho que um grande diferencial para a minha aprovação foi a revisão, por que eu não tinha organização para fazer revisão. Antigamente a matéria que eu fazia hoje, daqui há três meses eu já teria perdido”.

O valor do contato entre aluno e professor na Degrau Cultural

“Eu estudei na Degrau para a Caixa Econômica, e eu até passei, mas era cadastro de reserva. Eu estudei lá no Méier, na época, e eu tinha uma experiência muito boa com a Degrau. E eu voltei a procurar a Degrau por que eu acho muito importante esse contato pessoal com professor, em sala de aula, com outros alunos, debater os assuntos, as dúvidas, ouvir a dúvida de outras pessoas, e isso torna a compreensão sobre um assunto muito mais completa. Tem coisas que eu leio, e não enxergo, e você tem uma outra perspectiva da situação, e sua dúvida é diferente, e aí eu falo: “Cara, eu nunca prestei atenção naquilo””.

Dicas importantes para conseguir a aprovação

“Eu vou prezar por três dicas que eu acho que foram grandes diferenciais nas provas que reprovei até às provas em que eu fui aprovado. O primeiro é Organização: é fundamental você analisar a sua rotina, o tempo que você tem disponível, e criar um compromisso com você mesmo de, naquele momento em que você está disponível, que você estipulou como o “tempo em que vou estudar”, sentar e estudar naquele tempo ali. Meia hora por dia, uma hora por dia, mas o importante é se você estipulou uma hora, faça aquela hora com qualidade, com concentração. (...) Depois da Organização, tem a importância de fazer muitas questões e simulados. É muito importante por que, através das questões de simulado, você é capaz de identificar suas fraquezas. Você identifica qual a visão da banca quando ela cobra um assunto assim e para quais assuntos ela dá mais importância. E com base nisso, a gente volta na Organização e você estipula qual matéria estudar mais, qual assunto vou estudar mais. E por fim, eu vejo que é importante fazer muita revisão, montar os resumos e tentar se programar”.   

 

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