Veja os sete pecados que pode impedir o concurseiro de conquistar a aprovação no tão desejado concurso.
Muitos já devem ter ouvido falar dos “Sete Pecados Capitais”, correto? Eles nada mais são do que dogmas criados pelo catolicismo no período medieval para alertar às pessoas que a prática de algumas atitudes consideradas inapropriadas pela religião, reproduzidos na célebre obra de arte do pintor Hironymus Bosch, pintada entre os anos de 1500 a 1520.
Esses mesmos sete pecados capitais podem ser traduzidos para o ambiente dos concursos públicos, pois muitas vezes, um determinado concurseiro deixa de alcançar o Céu (no caso, a aprovação) por cometer falhas que são recorrentes na vida de outros concurseiros.
Mais do que saber o que fazer numa preparação para um concurso público, é imprescindível saber o que NÃO DEVE FAZER para evitar que o sonho da aprovação se transforme na realidade da reprovação. Veja abaixo:
Avareza – Se recusar a compartilhar conhecimento
Assim como o Rei Midas desejou transformar tudo o que toca em ouro e, no fim das contas, acabou sendo aprisionado pela própria ganância, muitos concurseiros desejam guardar para si todo o conhecimento disponível no mundo para conseguir ingressar no serviço público.
Errado esse concurseiro não está. Porém, não dividir todo o aprendizado com outros colegas de estudo, pensando apenas no lado da competição, te torna egoísta perante aos outros candidatos e isso não garante que você consiga se sair melhor do que os demais concorrentes.
E vale lembrar que alguns especialistas em concursos públicos apontam que uma das formas mais eficazes de aprender o conteúdo presente no edital é ensinar o conteúdo que aprendeu para uma outra pessoa, como se estivesse assumindo a figura de professor. Dessa forma, o aprendizado não é um artigo de luxo para se guardar a sete chaves em um cofre, e sim deve ser compartilhada.
Vaidade – Pensar que é melhor do que os outros candidatos e que já sabe de tudo!
Além de querer ser o dono de todo o conhecimento existente no mundo, há também aqueles concurseiros que se acham autossuficientes e que não precisamos conhecer o edital, ou mesmo a banca organizadora do concurso. Porém, essas pessoas deveriam se lembra que nenhum concurso é igual a outro e cada banca tem suas características de elaborar as questões. O Cebraspe, por exemplo, sempre produz questões no estilo “Certo ou Errado”, enquanto a FGV é conhecida por elaborar questões com enunciados complexos e de difícil interpretação se o candidato não estiver preparado.
Em um dos episódios do Podcast Hora do Concurso, a Professora Nívia Xavier, de Língua Portuguesa, lembrou que existem aqueles concurseiros que julgam saber aquilo que cai e o que não cai na prova de um determinado concurso. Ao estudar os conteúdos de forma seletiva, o candidato pode se deparar com uma questão sobre o assunto que ele estava crente que não iria aparecer na prova.
Por fim, a vaidade desse concurseiro o faz pensar que ele está num nível de conhecimento mais avançado em relação aos outros candidatos e que por isso não precisa fazer muito esforço para conquistar uma vaga que acreditar já ser sua.
Desconhecer as regras do jogo, ignorar os critérios de avaliação, selecionar o que estudar e pensar que tem mais capacidade intelectual do que outros candidatos podem custar muito caro em um concurso público.
Luxúria – Não abrir mão dos prazeres da vida
Mesmo sabendo que o concurso público exige foco e dedicação diárias, tem aqueles candidatos que burlam a própria responsabilidade para não terem que dispensar um passeio, uma ida ao bar, o encontro com os amigos, as noitadas, o futebol, o encontro com o(a) namorada(a). Tem aqueles que fazem isso até mesmo na véspera da prova.
Mas é preciso abdicar desses prazeres passageiros em prol de uma conquista duradoura. Vale muito mais a pena gastar tempo e dinheiro se preparando para um concurso que pode te levar à estabilidade financeira, do que ter esses mesmos gastos com coisas que podem até ser boas, mas sem muita serventia e retorno financeiro e profissional.
Ira – Não controlar a raiva e a frustração
Aqueles concurseiros mais vaidosos e cheios de si, quando não atingem seus objetivos em concursos, podem não reagir bem ao resultado, especialmente se descobrirem que um conhecido conseguiu a aprovação.
Isso pode desencadear um problema extra concurso público, como o inconformismo com o resultado, raiva dos aprovados e da banca que organizou o concursos e até mesmo pensamentos autodestrutivos, que podem levar a atitudes extremas.
Toda e qualquer pessoa deveria saber que, num concurso público, não há vaga para todo mundo. É um processo seletivo em que só aqueles com os melhores resultados passam. Além do mais, não é o fim do mundo ser reprovado em um concurso público. Muitos dos atuais servidores públicos fizeram vários concursos públicos, obtiveram fracassos, sim, mas seguiram tentando até conseguir.
Por isso, mantenha calma e controle seus nervos. E esqueça os seus concorrentes, pois nada do que você fizer contra alguém vai te beneficiar.
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Inveja – Desejar o sucesso alheio e não construir o próprio sucesso
E essa questão dialoga perfeitamente com o quinto pecado da nossa lista, a Inveja. Alguns concurseiros, ao invés de se preocuparem com o próprio desempenho, optam por se preocupar em demasia com a preparação de um outro concurseiro que faz parte do seu ciclo social, querendo saber a forma com que ele estuda, os materiais que ele usa, o cursinho que ele frequenta, entre outras atitudes que, na visão desse concurseiro invejoso, possam ser copiadas.
Pode parecer coisa de novela, mas não é incomum que um candidato tente atrapalhar a preparação dos colegas espalhando fake news sobre o concurso a qual se inscreveu para tentar desestabilizar a concorrência, dando conselho errado ou tentando diminuir a confiança de um colega com frases do tipo: “São poucas vagas, quase ninguém vai conseguir passar”, “Não vale a pena se matar de estudar”, “Concurso Público é jogo de cartas marcadas”, entre outros absurdos em busca de se dar bem em cima do fracasso alheio.
Lembre-se, concurseiro: o seu sucesso só depende de você. Nada de olho gordo em cima da preparação dos seus concorrentes. Prefira se espelhar na preparação de quem já vivenciou um concurso público, obteve êxito e está, atualmente, no serviço público.
Preguiça – Fazer corpo mole para estudar
Sem dúvida, esse é um pecado que muitos concurseiros cometem ao longo da preparação. Por pura preguiça, muitos optam por retardar o início da preparação para um concurso, esperando que o edital saia para colocar a mão na massa. Mas esse tipo de “estratégia” é muito criticada pelos especialistas da área, pois quanto mais o candidato deixa para depois o início dos seus estudos, menos preparado ele estará para prestar a prova, diferentemente dos seus concorrentes, que ao optarem por estudar desde cedo, estarão em melhores condições e tomarão a vaga que poderia ser dele.
Fora que esse complexo de Macunaíma leva a muitos concurseiros a estudar a apenas por resumo, a olhar o edital de forma superficial, a reservar poucas horas do seu dia para ler e revisar os conteúdos e a não abrir mão dos passatempos e diversões comuns no dia a dia.
Portanto, concurseiro, nada de fazer corpo mole e foque nos estudos, se você quer mesmo ser aprovado.
Gula – Querer estudar todo o conteúdo em pouco tempo
Por fim, falaremos dos concurseiros que acham que conseguem dar contar de esgotar todo o conteúdo presente no edital em poucos dias; há quem pensa que estudar dez horas ininterruptas é o ideal para atingir a aprovação em concursos que prometem ter um grande número de inscritos, como a da seleção para agentes censitários e recenseadores do IBGE, por exemplo.
Porém, o que importa, de verdade, não é a quantidade de horas de estudo e sim a qualidade. Ou seja, há concurseiros que aproveitam melhor as duas horas de estudo a qual possuem do que aqueles que querem abraçar o mundo de informações em apenas um dia de estudos. É preciso ir com calma nesse sentido.
Assim como nosso estômago não suporta receber uma grande quantidade de comida em um pouco espaço de tempo, nosso cérebro não assimila bem uma enxurrada de informações que recebem se ele não estiver condicionado para essa tarefa. É necessário ter temperança e regularidade: estude todos os dias durante o tempo que você tem disponível e aproveite-o ao máximo para estudar os pontos mais importantes de um assunto com maior probabilidade de cair na prova, fazendo revisões e exercícios ao longo da semana de preparação.




