Agente da PF e professor da Degrau Cultural, Rodrigo Varella aponta assuntos que devem ser estudados em Legislação Especial, Direito Penal, Processo Penal

A prova do concurso PF, para a carreira de agente, deverá ser focada nas novidades, no que tange às disciplinas de Direito Penal, Processo Penal e Legislação Especial. Essa é a opinião do professor Rodrigo Varela, que leciona essas três matéria na Degrau Cultural.

E ele sabe bem o que está falando, pois além de especialista na área Penal, Varela também é policial federal, tendo sido aprovado para a carreira de agente no concurso PF de 2004.

Para o professor, por ser um assunto novo, o Pacote Anticrime deverá ser bastante explorado pelo Cebraspe (organizador) nas três disciplinas. Varela também apontou os temas que tendem a cair na prova para agente da Polícia Federal em Direito Penal, Processo Penal e Legislação Especial.

“Em Penal é importante estudar as mudanças recentes nos crimes de roubo, com novos aumentos de pena para uso de armas e explosivos. Em Processo Penal, fiquem atentos às mudanças na parte de prisão, especialmente a audiência de custódia. Além disso, estudem o bom e velho inquérito policial. Já nas Leis Especiais estou apostando muito na Lei de Abuso de Autoridade, além do Estatuto do Desarmamento, alvo de muitas polêmicas no atual governo”, apontou.

E não é só. Ainda em Legislação Especial, Varela destaca a necessidade de os candidatos darem atenção especial à lei de entorpecentes. “Nos últimos dez anos, nenhuma prova de polícia deixou de cair pelo menos uma questão da lei de drogas”, lembrou o professor, recomendando também que os concorrentes não deixem de estudar a lei de crimes ambientais. “O assunto está muito badalado no cenário nacional e internacional.”

Direito Penal/Processo Penal e Legislação Especial fazem parte do bloco I da prova do concurso PF, que contará com 60 questões. Para o professor Varela, o Cebraspe deverá cobrar de oito a 12 perguntas por disciplina. “A PF vem diminuindo a quantidade de questões de Direito. No meu concurso, em 2004, foram 30. Atualmente, tem sido uma média de 20”, destacou.

O policial federal chama a atenção para o fato de o Cebraspe ser uma banca diferenciada, que exige muito dos candidatos e que elabora uma prova eclética. “O Cebraspe costuma cobrar súmulas e jurisprudência, mas não deixa de lado a letra de lei. Mas o diferencial é que esta organizadora faz o candidato pensar um pouco mais, colocando os temas dentro de casos concretos. Portanto, aquela velha máxima de que lei basta decorar, às vezes, não resolve.”

Mas qual a melhor forma de estudar Direito Penal, Processo Penal e Legislação Especial faltando menos de um mês para as provas do concurso PF? Na visão de Varela, o foco agora deve ser a resolução de muitos exercícios e simulados. “Os simulados servem como um termômetro de autoconhecimento tanto sobre a matéria como sobre si mesmo”, afirmou.

Professor aponta alguns erros fatais

Com a experiência de professor e de quem já passou pela maratona de estudos para conquistar uma vaga de agente da PF, Varela apontou alguns erros que os candidatos não podem cometer durante a preparação. O mais grave, na visão dele, é o concorrente não se preparar com antecedência e de forma adequada para o teste físico.

“Sabemos que a prova de conhecimentos está cada dia mais difícil. Isso faz com muitos candidatos se matem de estudar e não dediquem a mesma atenção à parte física. É muito frustrante o concorrente passar na prova escrita e ficar reprovado no teste físico. Infelizmente, isso acontece demais! E não adianta querer se preparar depois que passar na primeira etapa, porque não dará tempo.”

Outro erro fatal, segundo o professor Varela, é não dar a devida atenção à disciplina de Português, bem como à prova de Redação. “A estatísticas provam que Língua Portuguesa e Redação são os campeões de reprovação. Não adianta nada saber tudo de Direito e escrever, por exemplo ‘çapato’”, brincou.

Por fim, Varela disse que outra falha que os candidatos do concurso PF não podem cometer é estudar somente as disciplinas que possuem mais afinidade. “É preciso estudar aquilo que não gosta ou que tem mais dificuldade. Os alunos geralmente gostam de estudar só aquilo que eles já sabem. Até porque acabam tendo um feedback positivo, com ótimos resultados. No entanto, isso não adianta nada! O candidato que passa é aquele que sabe de tudo um pouco. Lembre-se: não adianta gabaritar uma disciplina e zerar a outra.”

 

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