Estudar para concursos públicos é uma jornada que exige disciplina, dedicação e, acima de tudo, eficiência na retenção do conteúdo. Com uma vasta quantidade de informações a serem aprendidas, muitos candidatos enfrentam dificuldades para memorizar e, com isso, acabam se frustrando e têm a sensação de que estão sempre revisando o mesmo conteúdo, sem conseguir avançar.
A boa notícia é que existem técnicas de memorização amplamente estudadas e utilizadas, que podem otimizar significativamente o desempenho nos estudos, ajudando a reter e recuperar informações de maneira mais eficaz.
A memorização não é apenas uma questão de repetição exaustiva, mas de estratégia. Para quem se prepara para concursos, saber como organizar o aprendizado é essencial para que o conteúdo não seja esquecido rapidamente.
A ciência da aprendizagem tem mostrado que diferentes técnicas podem aumentar drasticamente a retenção de informações, melhorando a compreensão e facilitando a recuperação do que foi aprendido durante os estudos para concursos.
Antes de discutir as técnicas de memorização, é importante entender que o cérebro humano trabalha melhor quando está exposto a diferentes formas de absorver o conhecimento, como visual, auditiva e cinestésica (interativa).
Isso significa que, ao variar os métodos de estudo, você amplia as formas como o conteúdo pode ser gravado na mente. Estudar de maneira passiva, como ler apenas um livro de maneira linear, pode não ser tão eficiente quanto usar técnicas ativas que envolvem a criação de conexões mentais, a repetição programada e a organização visual das informações.
Neste contexto, a DEGRAU CULTURAL apresentar cinco técnicas de memorização que podem ser fundamentais para quem deseja aumentar sua eficiência nos estudos para concursos públicos. A partir dessas ferramentas, o candidato poderá melhorar a forma como absorve o conteúdo, tornando o processo de aprendizado mais rápido e eficaz. Confira:
1 – Mapas Mentais
Os mapas mentais são uma excelente técnica para quem tem um perfil mais visual. Eles permitem organizar grandes volumes de informações de forma hierárquica e estruturada. Utilizando palavras-chave, cores e imagens, o concurseiro consegue condensar o conteúdo de maneira lógica e visual, facilitando a compreensão e retenção.
Ao criar um mapa mental, você parte de um conceito central e vai ramificando as informações de forma que o cérebro consiga enxergar conexões entre elas. Essa técnica é particularmente útil para matérias que exigem uma visão global, como Direito Administrativo e Direito Constitucional, onde a estrutura de normas e princípios é fundamental. Usar cores diferentes para cada ramificação ajuda a separar tópicos, além de ser visualmente estimulante.
2 – Associação de Palavras
A técnica de associação de palavras funciona ao conectar novos conceitos com algo que você já conhece ou que faz parte do seu cotidiano. A ideia é criar “gatilhos mentais” para que, ao lembrar de algo familiar, o conceito novo seja automaticamente ativado na sua memória.
Por exemplo, se você precisa lembrar da definição de “mora” no Direito Civil, pode associá-la à palavra “demora”, que tem um som parecido e está relacionada ao atraso, facilitando a fixação do conteúdo. Essa técnica é especialmente útil em disciplinas como Direito e Língua Portuguesa, onde termos técnicos e vocabulários amplos são frequentes. Ao usar associações, você estimula diferentes áreas do cérebro, o que reforça a retenção da informação.
3 – Técnica da Repetição Espaçada
A repetição espaçada é uma técnica cientificamente comprovada para aumentar a retenção de longo prazo. Ela consiste em revisar o conteúdo em intervalos de tempo programados e crescentes. O princípio por trás dessa técnica é que o esquecimento ocorre de forma previsível e, ao revisar o conteúdo pouco antes de esquecê-lo, você força o cérebro a reforçar a conexão neural sobre o assunto, consolidando a informação na memória de longo prazo.
Por exemplo, você pode revisar um conteúdo no mesmo dia em que o estudou, depois em três dias, uma semana, e assim por diante. Ferramentas como o Anki (aplicativo que auxilia a lembrar/estudar qualquer coisa mais facilmente) são bastante úteis para aplicar essa técnica, pois calculam automaticamente os melhores intervalos para revisão. Essa prática é ideal para concursos que exigem memorização de grande volume de informações, como no caso de legislação ou normas constitucionais.
4 – Técnica de Feynman
Baseada no método de ensino do físico Richard Feynman, essa técnica propõe que, ao explicar um conceito com suas próprias palavras, você solidifica seu entendimento do tema. Funciona assim: você estuda um conceito, fecha o material e tenta explicá-lo como se estivesse ensinando a outra pessoa. Ao fazer isso, você percebe quais partes não estão claras ou onde estão suas dúvidas.
Essa abordagem ajuda a identificar lacunas no conhecimento, forçando-o a revisitar o conteúdo até que esteja claro o suficiente para ser explicado de maneira simples. A ideia é que, se você consegue ensinar algo de forma clara e objetiva, então realmente aprendeu. Esse método é muito eficiente para temas complexos, como Raciocínio Lógico e Direito Penal.
5 – Técnica de Pomodoro
Embora não seja diretamente uma técnica de memorização, o método Pomodoro é eficaz para aumentar a produtividade e manter o foco nos estudos, o que, indiretamente, favorece a retenção do conteúdo. Essa técnica divide o tempo de estudo em blocos de 25 minutos de concentração total, seguidos por intervalos curtos de cinco minutos. Após quatro ciclos (ou "pomodoros"), você faz uma pausa maior, de 15 a 30 minutos.
Isso ajuda a manter a mente fresca e evitar a sobrecarga de informações, que pode prejudicar a memorização. Além disso, ao trabalhar com blocos de tempo curtos, você aumenta sua capacidade de focar em uma tarefa específica, o que melhora a absorção do conteúdo.
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