É uma reclamação comum entre milhares de candidatos espalhados pelo país: sentar-se à mesa para estudar, passar poucas horas em frente aos livros e, ao final da jornada, sentir uma exaustão física e mental desproporcional ao volume de conteúdo absorvido. Esse esgotamento precoce gera frustração, alimenta a sensação de incompetência e transforma a rotina de preparação para os concursos públicos em um fardo quase insustentável.

Leia também – Concursos: o que NÃO fazer nas 48 horas antes da prova

No entanto, para o especialista e mentor em concursos públicos Marco Brito, esse cansaço excessivo raramente é provocado pelo estudo em si. Na maioria das vezes, o candidato está sendo vítima dos chamados "ladrões de energia", que são fatores comportamentais, emocionais e ambientais que operam nos bastidores, consumindo a capacidade cognitiva e a vitalidade da mente antes mesmo de as disciplinas do edital serem processadas.

"O nosso cérebro possui um estoque diário limitado de energia e concentração. Quando o concurseiro gasta esse combustível com ruídos externos, ansiedade antecipada e hábitos nocivos, sobra muito pouco para o aprendizado real", adverte Marco Brito, que é diretor pedagógico da DEGRAU CULTURAL.

Para ajudar os concurseiros a identificarem e estancarem o vazamento de disposição, o mentor mapeou os cinco maiores ladrões de energia da rotina de estudos e ensina como eliminá-los.

1 – A comparação social nas redes sociais

De acordo com Marco Brito, consumir diariamente a rotina perfeita exibida por influencers digitais e outros candidatos na internet é um dos hábitos que mais drenam a saúde mental. Acompanhar postagens de pilhas de livros lidos, cronogramas impecáveis ou relatos de aprovação gera um sentimento imediato de inadequação e ansiedade.

Para o mentor, essa carga emocional negativa consome uma quantidade enorme de energia mental que deveria ser canalizada para a própria preparação. "A comparação é uma ladra silenciosa que rouba a sua autoconfiança e te faz gastar energia sofrendo pelo progresso do outro em vez de focar na sua própria evolução", alerta o especialista.

2 – O perfeccionismo paralisante

Segundo o diretor pedagógico da DEGRAU CULTURAL, querer estudar apenas em condições "ideais"(com a mesa perfeitamente organizada, sem nenhum ruído na casa e com várias horas livres pela frente) é uma armadilha frequente.

Marco Brito diz que é muito comum que, quando o cenário ideal não se concretiza, o candidato perfeccionista entra em conflito interno, acumula culpa e acaba não estudando, gastando mais energia com a cobrança do que gastaria se tivesse feito uma sessão imperfeita, mas constante.

"O perfeccionismo drena o concurseiro porque ele gasta mais tempo e energia criando desculpas e lamentando o cenário imperfeito do que executando o que é possível com o tempo que tem", aponta.

3 – A ausência de limites nas relações pessoais

Na avaliação de Marco Brito, a incapacidade de dizer "não" às solicitações frequentes de amigos e familiares é um grave vazamento de energia. Interrupções constantes para resolver problemas alheios durante o horário reservado aos estudos exigem que o cérebro fique alternando de estado emocional a todo momento.

O mentor aconselha alinhar com as pessoas do convívio diário a importância do projeto do concurso, estabelecendo horários sagrados e inegociáveis. "Se você não aprender a impor limites claros na sua rotina, as demandas dos outros vão consumir toda a energia que você precisava para mudar de vida através do serviço público".

4 – O consumo excessivo de notícias alarmistas e rumores

Outro vilão destacado por Marco Brito é a obsessão por acompanhar fóruns de discussão, boatos de bastidores e notícias sensacionalistas sobre cancelamento ou atraso de concursos. Essa exposição contínua ao pessimismo gera picos de estresse e dúvida sobre a validade do esforço diário.

O mentor sugere buscar informações apenas em fontes oficiais e portais de jornalismo especializado, como o da DEGRAU CULTURAL, de forma a manter a mente protegida de especulações. "Ficar alimentando a mente com rumores catastróficos gera uma fadiga emocional desnecessária e tira a paz que você precisa para aprender e memorizar a matéria", destaca.

5 – A negligência com os pilares físicos básicos

Por fim, Marco Brito lembra que a energia mental depende diretamente da manutenção do corpo. Tentar compensar o tempo perdido cortando horas de sono, pulando refeições ou consumindo excesso de cafeína e energéticos cria um ciclo nefasto de exaustão química.

Para o mentor, o cérebro privado de sono reparador opera em estado de emergência, reduzindo drasticamente a capacidade de retenção de conteúdos complexos. "O sono e a alimentação adequada não são perda de tempo, mas sim a base de sustentação do seu cérebro. Negligenciar a saúde física para estudar mais é o caminho mais rápido para o esgotamento antes da prova", conclui Marco Brito.

Vídeo do YouTube · toque para carregar