Para Rodrigo Lélis, presidente da Associação dos Servidores da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, a nova seleção do órgão “não passa do ano que vem”.
Durante uma live realizada na última quarta-feira, 05 de agosto, o Presidente da Associação dos Servidores da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (Asproerj), Rodrigo Lélis, adiantou alguns detalhes a respeito da tão aguardada seleção para a PGE-RJ. Declarou que todos os cargos da procuradoria necessitam de novos servidores, com destaque maior para técnico processual, analista processual e para as áreas de Tecnologia da Informação e Contabilidade.
Rodrigo lembrou que atualmente a PGE-RJ apresenta uma quantidade razoável de profissionais comissionados, mas, sem o apoio desses profissionais, o trabalho na PGE-RJ não funcionaria de forma adequada, considerando, sobretudo, a atual carência de servidores.
Segundo o Presidente da Asproerj, “Se não fosse a pandemia já teria ocorrido”. Sobre as perspectivas do futuro concurso público da PGE-RJ, Rodrigo Lélis deu uma previsão otimista aos concurseiros:
“Acredito que do ano que vem não passa. Não é possível ficar mais um ano sem concurso”.
Especulações sobre quem será a banca do concurso
Apesar da presença do Regime de Recuperação Fiscal desde setembro de 2017 no estado do Rio de Janeiro, o concurso da Procuradoria-Geral do Estado não será prejudicado já que a seleção será para o provimento de cargos que já estejam com carência de servidores. Rodrigo Lélis diz não saber precisar quantas vacâncias surgiram após a instauração desse regime, mas acredita haver mais vagas em aberto dos que as 13 que foram anunciadas para o concurso anteriormente, devido a eventuais mortes, aposentadorias e exonerações de servidores.
Além de aguardar por uma redução consistente no número de casos e óbitos provocados pela Covid-19, a PGE-RJ acompanha também o processo de impeachment do governador Wilson Witzel, que passa por análise na Alerj, que pode provocar atrasos no andamento dos preparativos dessa seleção, como na escolha da banca organizadora.
De acordo com o Rodrigo Lélis sobre qual deverá ser a instituição escolhida, as mais cotadas são a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Cebraspe. Já a Fundação Carlos Chagas, que ficou à frente do último concurso, não é apontada como favorita desta vez.
Conselho aos concurseiros
Mesmo diante de uma quarentena que parece longe de acabar, o Presidente da Asproerj recomenda que os concurseiros sigam focados na preparação, buscando os conteúdos que foram cobrados nas provas do último concurso PGE-RJ de 2009, além de estudar também um conteúdo mais atualizado presente em certames de outros órgãos, como o último realizado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que serve para os concorrentes a diversos cargos da procuradoria, exceto para área penal e processual penal.
Outro edital que deve ser semelhante ao futuro edital do concurso PGE-RJ é o do Tribunal Judiciário do Rio de Janeiro, publicado no final de fevereiro, com vagas para técnicos e analistas judiciários. Para Lélis, cerca de 80% do que há de conteúdos no edital do TJ-RJ deve estar presente no edital da PGE-RJ. Em resumo, Lélis recomenda dedicação total a quem sonha em ingressar no órgão:
“Não deixe de estudar! Aproveite a pandemia para não desanimar, faça maratonas de exercícios, estude bastante, pegue esse tempo sobrando e coloque o estudo como a prioridade”.
Para estar mais motivado a seguir firme nos estudos, as remunerações previstas são de R$5.150 para técnico, e de R$6.990, para analista, incluindo o pagamento dos auxílios alimentação e refeição e também o adicional de qualificação, caso o servidor tenha especialização, mestrado ou doutorado.
As contratações dos aprovados serão pelo regime estatutário, garantindo a estabilidade no cargo. Segundo Lélis, a PGE possui uma boa estrutura e sede em local bem localizado (Rua do Carmo, 27 - Centro, Rio de Janeiro).




