Professor Alexandre Nogueira ensina como elaborar plano de estudos para o concurso TRE RJ e dá várias dicas de preparação para os futuros candidatos.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já manifestou interesse em participar do concurso unificado da Justiça Eleitoral, que será capitaneado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Embora o edital esteja previsto para sair em 2023, os preparativos do certame já foram iniciados. Na visão do professor Alexandre Nogueira, especialista em seleções para a área Judiciária, os interessados precisam iniciar os estudos o quanto antes.
Segundo Alexandre Nogueira, que leciona na DEGRAU CULTURAL, o futuro candidato deve trazer o tempo a seu favor, pois o quanto antes iniciar a preparação, mais chances ele terá de estudar todas as disciplinas com profundidade, ampliando assim as chances de ser aprovado no concurso TRE-RJ.
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“Esperar sair o edital para estudar é um erro comum nos concursos públicos. Isso não pode acontecer com quem realmente está comprometido em alcançar a sua estabilidade em um bom cargo no serviço público federal”, diz o professor Alexandre Nogueira, que recomenda que os futuros candidatos do concurso TRE-RJ tomem como base de estudo o programa do último certame, aberto em 2017, como também de outras seleções recentes para a Justiça Eleitoral.
Na entrevista que pode ser lida abaixo, Alexandre Nogueira ensina os interessados a como elaborar um plano de estudos, além de dar as diretrizes e várias dicas para quem sonha em ser aprovado no concurso TRE-RJ . Confira:
DEGRAU CULTURAL - O TRE-RJ deverá fazer parte do concurso unificado da Justiça Eleitoral em 2023. Qual a importância de os interessados iniciarem os estudos desde já?
ALEXANDRE NOGUEIRA - O candidato deve trazer o tempo a seu favor. O quanto antes ele começar a sua preparação, mais chances ele terá de estudar com profundidade toda a matéria a ser exigida no edital.
O fato de no concurso passado terem sido cobradas 15 disciplinas para técnico judiciário da área administrativa é um motivo a mais para que os interessados não percam tempo e comecem a se preparar imediatamente? É um erro achar que dará tempo de estudar tudo se começar a preparação só no começo do ano que vem?
A quantidade de disciplina cobrada não deve ser motivo de preocupação do candidato que se prepara com antecedência, pois ele estará à frente daqueles que esperam sair o edital para estudar. Esperar sair o edital para estudar é um erro comum nos concursos públicos. Isso não pode acontecer com quem realmente está comprometido em alcançar a sua estabilidade em um bom cargo no serviço público federal.
Na sua visão, os interessados devem tomar como base o programa do último concurso para o TRE-RJ, aberto em 2017, ou devem utilizar o conteúdo de alguma outra seleção mais recente para o TRE de outro estado?
É sempre importante se basear nos editais anteriores para o mesmo cargo para o qual o candidato vai concorrer. Sem dúvida que, quanto mais recente o edital anteriormente publicado, melhor referência para o estudo da legislação que será objeto de prova. Deixo a sugestão de consulta dos seguintes editais: analista do TRE-BA 2017, do TRE-MT 2015, do TRE-PI 2016; e técnico do TRE-PA 2020, do TRE-RJ 2017, do TRE-SP 2017 e do TRE-BA 2017.
No concurso passado, os candidatos a técnico judiciário foram avaliados por meio de uma prova objetiva com 65 questões (25 de Conhecimentos Básicos e 40 de Conhecimentos Específicos), além de uma redação. Acha que essa estrutura será mantida?
Como é um concurso para um cargo federal e a administração do TRE muda completamente a cada dois anos, é muito difícil fazer um prognóstico se o próximo concurso manterá as mesmas condições do último. Mas eu sempre falo para o candidato se preocupar em conhecer a matéria, estudar com afinco e com profundidade. Sabendo o que “vai cair” na prova, não será difícil ao candidato encontrar a resposta correta. Eu me preocuparia mais em estudar o conteúdo do que saber como ele será questionado em prova.
No programa do concurso de 2017, foram cobradas as seguintes disciplinas para técnico judiciário da área administrativa: Língua Portuguesa; Normas Aplicáveis aos Servidores Públicos Federais; Regimento Interno do TRE-RJ; Ética; Noções de Gestão Estratégica, de Projetos e de Processos; Noções de Sustentabilidade; Noções sobre o Direito das Pessoas com Deficiência, Noções de Informática; Arquivologia (todas de Conhecimentos Gerais); Direito Administrativo; Direito Constitucional; Direito Eleitoral; Direito Civil; Processo Civil e Administração Pública (todas de Conhecimentos Específicos). Acredita que possa acontecer a inclusão ou exclusão de alguma matéria?
Acredito que, em relação ao programa do concurso, não deve haver grandes modificações quanto à inclusão ou exclusão de matéria. Nesse ponto, recomendo que se estude tudo o que foi pedido no edital anterior. Com a vinda do edital do concurso a ser realizado, ficará muito mais fácil se adequar ao programa. O melhor é “errar para mais”, estude tudo o que já foi previsto. Conhecimento nunca é demais, ainda mais quando se está estudando com antecedência.
Dessas disciplinas, Língua Portuguesa e Direito Eleitoral são as que os candidatos precisam dedicar mais tempo de estudo? Acredita que elas serão as matérias com mais questões na prova para técnico judiciário?
Língua Portuguesa é fundamental para qualquer concurso e, para o dia a dia, na qualificação profissional do servidor. Assim, o candidato nunca pode parar de estudar tal matéria. E, por óbvio, em legislação específica, tratando-se de concurso para o TRE, a legislação eleitoral é fundamental para a prova, pois é a matéria que o candidato vai tratar no dia a dia, quando virar servidor do tribunal.
Como elaborar um plano de estudo eficiente e que contemple todas as disciplinas?
Primeiramente, o candidato deve se conhecer. Saber quanto tempo tem por dia para estudar e dividir a sua carga de estudos. Não recomendo estudar as matérias uma a uma, ou seja, esgotar uma matéria e passar para outra. O ideal é conjugar, ao menos, no estudo diário, uma matéria específica e uma matéria de legislação. Deve dar prioridade às disciplinas de Língua Portuguesa, Legislação Eleitoral, Direito Constitucional e Direito Administrativo, incluindo uma outra matéria no plano de estudos. Divida ao menos o tempo de estudo para duas matérias. E reserve um dia na semana para resolução de exercícios e outro para descansar (ao menos enquanto não sai o edital).
Quais falhas os candidatos não podem cometer ao estudar para um concurso do porte do TRE-RJ?
Em ordem de gravidade: esperar o edital sair para estudar, não estudar todo o programa de Língua Portuguesa e Legislação Eleitoral, só estudar as matérias que gosta e não ter regularidade nos estudos. Tem que estudar todo dia, exceto no dia programado para descanso.
Neste primeiro momento, onde não há um organizador definido, quais estratégias de estudo adotar?
Por enquanto, o candidato deve se preocupar com “o que estudar”, sem ficar conjecturando quem vai ser o organizador. Se o candidato sabe a matéria, não importa quem vai perguntar para ele ou como será questionado.
O último concurso para o TRE-RJ (2017) teve o Instituto Consulplan com organizador. Já os concursos de 2012 (isolado) e 2006 (unificado com o TSE) tiveram o Cebraspe como banca. Todas essas provas podem ser utilizadas como referência ou as duas últimas estão muito antigas, sobretudo para assuntos ligados ao Direito?
Sim, as provas anteriores são uma ótima referência para o concurso. O candidato só deve observar para não estudar legislação já revogada ou estudar questões que estão desatualizadas, por conta de posterior alteração na legislação.
Quais são suas apostas em termos de banca organizadora para esse concurso?
Se eu tivesse que apostar, teria quatro em mente: FCC, Cebraspe, Consulplan e FGV. No entanto, repito: se eu fosse candidato, não me importaria agora com a banca, mas sim em estudar a matéria que a banca vai pedir.
Quais outras dicas o senhor pode deixar para aqueles que vão participar desse novo concurso para o TRE-RJ?
A dica principal é a mais importante: estudar com antecedência, com regularidade e, de preferência, sob a orientação de um bom curso preparatório.
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