Marcos Brito, diretor pedagógico da Degrau Cultural, lista o que deve ou não ser feito por quem irá prestar as provas do próximo domingo, dia 5 de dezembro.

Para ser aprovado em um concurso púbico não basta só estudar os conteúdos teóricos. Há uma série de outros detalhes que os candidatos precisam se atentar, que vão desde se organizar com antecedência para o dia de aplicação das provas até a definição de uma estratégia eficiente e eficaz de realizar a avaliação. Por isso, para dar dicas e orientar os 107.118 candidatos inscritos para o concurso para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que farão prova no próximo dia 5, entrevistamos o Marcos Brito, que é diretor pedagógico do curso Degrau Cultural.

A primeira dica que Brito dá aos candidatos do concurso do TJ-RJ é para que procurem se informar imediatamente sobre o seu local de prova, tão logo este seja liberado pelo Cebraspe, bem como as melhores opções de transporte para se chegar.

Eu conheço várias pessoas que estavam bem preparadas e perderam a prova porque chegaram atrasadas. Elas simplesmente deixaram para se informar sobre como chegar ao local de avaliação no dia anterior à aplicação ou no próprio dia do exame. Isso é um absurdo! É preciso se informar com antecedência quais são as melhores opções de transporte e quanto tempo gastará para o deslocamento. É muito triste estudar por tanto tempo e gastar dinheiro com a preparação e não poder fazer a prova por um descuido desses”, diz.

Ele também recomenda que todos se planejem para chegar com uma hora de antecedência, para não passar por eventuais transtornos: “Lembro-me de uma aluna que faria prova em uma universidade localizada na Estácio da Avenida Presidente Vargas. Ela se dirigiu ao campus que fica em frente à estação do Metrô da Uruguaiana. No entanto, ela foi informada que seu local de prova era no campus da Cidade Nova, que também fica na Presidente Vargas. Ela só não perdeu a prova porque chegou 50 minutos antes da aplicação”, recorda.

Ainda no que tange ao planejamento, Marcos Brito sugere que os candidatos separem, na sexta-feira anterior à prova, tudo o que é preciso levar no dia da avaliação: caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente, comprovante de inscrição ou do comprovante de pagamento da taxa de inscrição e do documento de identidade original: “Sugiro que levem também uma garrafa de água e um lanche. No entanto, lembrem-se: o recipiente e embalagem precisam ser de material transparente”, alerta.

Outro ponto levantado pelo coordenador é a questão da vestimenta. Ele destaca que o candidato deve ir fazer a prova vestindo roupas confortáveis: “Parece muito lógico, mas não é. Às vezes, pela manhã, acordamos e o tempo está um pouco frio e fechado. Aí a pessoa decide ir fazer a prova com uma camisa de manga. No entanto, com o passar das horas, o tempo esquenta, ela começa a suar e não tem como trocar de camisa. Isso afeta o nosso psicológico na hora de responder as questões. A melhor opção era ela ter levado um casaco, pois poderia tirá-lo, e não uma camisa de manga. O casaco também é uma ótima opção caso a sala de prova tenha ar condicionado e o candidato fique com frio”.

Até mesmo em relação à alimentação os candidatos devem tomar cuidado. O especialista destaca a importância dos concorrentes realizarem refeições saudáveis na véspera e no dia da prova: “No dia anterior da prova, não coma nada que não esteja acostumado. Também não exagere na alimentação. Já vi candidato perder a prova porque na véspera comeu uma feijoada. Procure não sair da sua rotina e durma cedo”, recomenda Brito.

O diretor pedagógico da Degrau Cultural também deu dicas de como fazer uma boa prova. Em primeiro lugar, ele ressalta a importância de os candidatos realizarem uma boa gestão do tempo. “Um candidato a técnico judiciário, por exemplo, terá quatro horas ou 240 minutos para fazer a prova. Sugiro que reserve 30 minutos para a marcação do cartão resposta. Dessa forma, ele terá 210 minutos para responder a 60 questões, ou seja, até três minutos e meio para cada pergunta. No entanto, o ideal é que ele gaste um pouco menos de tempo, de forma que possa fazer ao final uma revisão final”, diz.

Por fim, Marcos Brito diz que, estrategicamente, é interessante o candidato iniciar a prova pela disciplina que tem maior domínio: “Isso dará confiança ao candidato e fará, possivelmente, que sobre mais tempo para a resolução das questões das matérias que ele tem mais dificuldade. Na medida do possível, sugiro partir, na sequência para as matérias específicas, pois é o terceiro critério de desempate do concurso”.

Recomendações para a prova do TJ-RJ

- Conheça o local de aplicação de prova com antecedência;

- Informar-se sobre os meios de transporte para se chegar ao local e calcule o tempo que será gasto com o deslocamento. Se for de carro, saia de casa com bastante antecedência, já que precisará procurar estacionamento;

- Na véspera e no dia da prova, faça alimentações leves e saudáveis. Evite exageros e não coma nada que fuja da sua rotina diária;

- Na sexta anterior à prova, separe caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente, comprovante de inscrição ou do comprovante de pagamento da taxa de inscrição e o documento de identidade original.

- Chegue com antecedência de uma hora ao local de prova, para evitar transtornos. Assim, haverá tempo de resolver algum problema que possa surgir de última hora.

-  Leve água e algum lanche. Lembre-se de que o recipiente e/ou embalagem precisa ser transparente.

- No dia da prova, use roupas confortáveis e adequadas ao clima.

- É recomendável iniciar a prova pela disciplina que o candidato tem melhor desempenho, para ganhar confiança.

- Procure não gastar mais do que 2,5 minutos com cada questão.

- Dedique 30 minutos para marcar o cartão-resposta.

Detalhes sobre as provas

Quem estiver concorrendo às 132 vagas totais oferecidas pelo TJ-RJ (10 vagas de técnico judiciário e 122 de analista judiciário) terão que responder a 60 questões de múltipla escolha, sendo 20 de Conhecimentos Básicos e 40 de Conhecimentos Específicos:

Conhecimentos Gerais para ambos os cargos: Língua Portuguesa, Ética no Serviço Público, Noções dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Legislação Especial;

Conhecimentos Específicos – para Técnicos: Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Processual Civil e Direito Processual Penal;

Conhecimentos Específicas – Analista: variam de acordo com a especialidade.

No mesmo dia, os candidatos a analista terão que prestar a prova discursiva, em que será exigida a elaboração de uma redação ou estudo de caso, dependendo da especialidade. O edital estabelece que somente os 1.708 mais bem classificados na parte objetiva (de acordo com os limites estabelecidos por especialidade, que constam do anexo I do documento) terão a redação corrigida. No caso do cargo de técnico, estima-se que 1.700 mais bem colocados na prova objetiva irão figurar no resultado final.

Os exames serão aplicados de 8h às 13h para candidatos a analista e de 15h às 19h para técnicos, na capital fluminense, Rio de Janeiro, e nas cidades de Angra dos Reis, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaperuna, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Volta Redonda.

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