Tribunal de Justiça do RJ retoma edital para técnicos e analistas que estava suspenso desde o início da pandemia. Inscrições serão reabertas e provas vão acontecer em dezembro. Veja todos os detalhes!

Após um ano e meio de paralisação, o concurso TJ-RJ foi retomado. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) republicou os editais do concurso para técnico e analista judiciários com alterações. Agora, o certame passa a ter oferta de 132 vagas imediatas (anteriormente eram 160), além de  formação de cadastro de reserva. De acordo com o novo cronograma, as inscrições serão aceitas da próxima segunda-feira, dia 4 de outubro, até o dia 13 do mesmo mês. As provas para ambos os cargos foram programadas para 5 de dezembro.

Após um estudo interno, a Diretoria-Geral de Gestão de Pessoas (DGPES) do TJ-RJ identificou que a pandemia mudou o cenário do funcionamento do Poder Judiciário, sendo preciso recompor os quadros ligados à tecnologia. Em função disso, houve uma redução da oferta de vagas no concurso TJ RJ, bem como uma redistribuição do quantitativo pelos cargos.

VEJA O EDITAL!

De acordo com os novos editais, agora são oferecidas dez vagas para técnico (anteriormente eram 85) e 122 de analista (eram 75). A primeira carreira exige somente o nível médio, já a segunda, formação superior (diversas áreas). Confira a seguir a nova distribuição das vagas por cargos/especialidades:

  • Técnico judiciário - 10 vagas;
  • Analista judiciário sem especialidade - 10 vagas;
  • Analista judiciário/Execução de mandados - 5 vagas;
  • Analista judiciário/Psicólogo - 10 vagas;
  • Analista judiciário/Assistente Social - 10 vagas;
  • Analista judiciário/Comissário da infância - 5 vagas;
  • Analista judiciário/Contador - 5 vagas;
  • Analista judiciário/Médico - 6 vagas;
  • Analista judiciário/Médico Psiquiatra - 1 vagas;
  • Analista judiciário/Gestão de TIC - 5 vagas;
  • Analista judiciário/ Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação TIC - 17 vagas;
  • Analista judiciário/Analista de Negócios - 15 vagas;
  • Analista judiciário/Analista de Projetos - 4 vagas;
  • Analista judiciário/Segurança de Informação - 12 vagas;
  • Analista judiciário/Analista de Sistemas - 17 vagas.

As 132 vagas iniciais do concurso estão distribuídas por 11 comarcas, que abrangem o Rio de Janeiro (1ª Região), Niterói (2ª Região), Petrópolis (3ª Região), Duque de Caxias (4ª Região), Volta Redonda (5ª Região), Campos dos Goytacazes (6ª Região), Teresópolis (7ª Região), Angra dos Reis (8ª Região), Nova Friburgo (9ª Região), Itaperuna (10ª Região) e Cabo Frio (11ª Região). Cada Região abrange ainda várias outras localidades.

Quanto ganha um técnico e um analista do TJ RJ?

As remunerações iniciais são de R$5.750,06, para técnico judiciário, e de R$8.253,89, para analista judiciário. Para o analista de execução de mandados (oficial de justiça) é um pouco maior: R$10.106,05. Todos os valores incluem R$1.440 de auxílio-alimentação e R$440 de auxilio locomoção (R$20 por dia útil, considerando 22 dias úteis). No caso do oficial de justiça, há ainda uma gratificação de locomoção (R$1.912,16) para o cumprimento dos mandados. A carga de trabalho é de 40 horas semanais.

Apesar da redução do número de vagas de técnico, os candidatos não devem entrar em desespero. Isso porque, historicamente, é nessa carreira que o tribunal costuma realizar o maior número de contratações durante o prazo de validade dos seus certames, que, via de regra, costuma ser de dois anos, podendo dobrar.

No concurso de 2014, por exemplo, o TJ-RJ ofereceu 208 vagas (90 de técnico e 118 de analista), mas chamou 1.047 aprovados, sendo 732 técnicos judiciários e 315 analistas. Ou seja, o número de convocados para a carreira de técnico foi mais de oito vezes superior ao quantitativo especificado em edital.

Concurso TJ-RJ terá inscrições reabertas

Os interessados deverão realizar as inscrições, de 4 a 13 de outubro, por meio do site do Cebraspe, organizador. Após preencher o formulário, será preciso imprimir o boleto e efetuar o pagamento da taxa, de R$80 para técnico judiciário e R$100 para analista judiciário, em qualquer banco, bem como nas casas lotéricas e nos Correios, obedecidos os critérios estabelecidos nesses correspondentes bancários. Essas taxas poderão ser pagas até o dia 5 de novembro.

Ao longo de todo o período de inscrição, é possível solicitar a isenção das taxas de inscrição. Esse benefício será concedido somente a candidatos inscritos no CadÚnico. 

Quem já se inscreveu antes do Concurso TJ-RJ ficar suspenso, não precisará se inscrever novamente.

Quando vai ser a prova do TJ-RJ?

A estrutura do concurso TJ RJ não foi alterada. Todos os candidatos serão avaliados por meio de uma prova objetiva, prevista para o dia 5 de dezembro, composta por 60 questões, sendo 20 de Conhecimentos Básicos e 40 de Conhecimentos Específicos, com cinco opções de resposta (A, B, C, D e E), fugindo do modelo tradicional do Cebraspe de “certo” ou “errado”. Os candidatos a analista judiciário também serão submetidos, no mesmo dia, a provas discursivas (redação ou estudo de caso, dependendo da especialidade).

As provas, que terão duração de quatro horas para os candidatos a técnico e de cinco horas para os de analista, serão aplicadas nas mesmas cidades onde há vagas. Os classificados a analista ainda passarão por análise de títulos. O prazo de validade do concurso TJ-RJ será de dois anos, podendo dobrar. Durante esse período, novas vagas poderão surgir, permitindo assim a convocação de aprovados dentro do cadastro de reserva. As contratações no tribunal ocorrem pelo regime estatutário, que assegura estabilidade.

Mais de 3.400 aprovados serão classificados para o resultado final

Embora a oferta de vagas do concurso TJ-RJ tenha sido reduzida de 160 para 132 vagas, o número de aprovados que serão classificados e vão figurar no resultado final do concurso aumentou: passou de 3.323 para 3.408. Esses habilitados poderão ser convocados durante o prazo de validade da seleção, de dois anos, podendo dobrar.

No caso de técnico judiciário, os candidatos serão avaliados somente por prova objetiva. Os primeiros 1.700 mais bem classificados (quantitativo não foi alterado), levando em consideração as 11 comarcas, vão fazer parte do cadastro de reserva e, consequentemente, figurar do resultado final.

Ou seja, não basta apenas atingir os critérios de aprovação (obter nota igual ou superior a dez em Conhecimentos Gerais e 20 em Conhecimentos Específicos) para fazer parte do cadastro. É preciso também estar aprovado dentro do quantitativo especificado em cada comarca.

Para técnico, a distribuição de aprovados por comarca é a seguinte:

  • 1ª Região (Rio de Janeiro) – 660
  • 2ª Região (Niterói) – 180, 
  • 3ª Região (Petrópolis) – 140
  • 4ª Região (Duque de Caxias) – 160
  • 5ª Região (Volta Redonda) – 120
  • 6ª Região (Campos dos Goytacazes) – 140
  • 7ª Região (Vassouras) – 20
  • 8ª Região (Itaguaí) – 100
  • 9ª Região (Nova Friburgo) – 80
  • 10ª Região (Itaperuna) – 20 
  • 11ª Região (Cabo Frio) – 80

Já para analista, os 1.708 (anteriormente eram 1.623) mais bem classificados na prova objetiva - levando em consideração o quantitativo de especialidade por comarcas - vão ter a avaliação discursiva corrigida e os títulos avaliados.

Assim como os técnicos, não bastará apenas atingir os critérios mínimos de aprovação na avaliação de múltipla escolha (obter nota igual ou superior a dez em Conhecimentos Gerais e 20 em Conhecimentos Específicos) para se habilitar a ter a discursiva corrigida e figurar no resultado final. É preciso estar entre os classificados dentro dos limites estabelecidos no anexo I do edital de retomada do concurso.

 

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