Desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira assumirá a gestão do Tribunal Judiciário do Rio e terá a missão de retomar o concurso de técnicos e analistas.

Na próxima sexta-feira, 05 de fevereiro, o Tribunal Judiciário do Rio de Janeiro empossará um novo presidente: o desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira. Além do presidente do TJ-RJ, a cerimônia também dará posse aos desembargadores:

  • Ricardo Rodrigues Cardozo (corregedor-geral da Justiça);
  • José Carlos Maldonado de Carvalho (1º vice-presidente);
  • Marcus Henrique Pinto Basílio (2º vice-presidente);
  • Edson Aguiar de Vasconcelos (3ª vice-presidente);
  • Cristina Tereza Gaulia (diretora-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - Emerj).

Os integrantes da nova administração do TJ-RJ terão a responsabilidade de retomar o tão aguardado concurso público para técnicos judiciários e analistas judiciários, que está suspenso desde março do ano passado, em função da pandemia da Covid-19. Há a expectativa das inscrições serem reabertas graças ao início das campanhas de vacinação contra a doença, porém, sem nenhuma previsão concreta.

Durante a entrevista à Associação dos Magistrados do Estado (Amaerj), ainda como candidato à presidência, o desembargador Henrique Figueira afirmou que irá investir na informatização do tribunal e na capacitação de servidores da Justiça, e isso passa pela contratação de um novo quadro de pessoal.

Detalhes sobre os cargos presentes na seleção

Os concurseiros seguem à espera pela retomada do concurso de 160 vagas para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Essas vagas contemplam dois cargos: técnico judiciário, 85 vagas para profissionais com nível de escolaridade médio e remuneração de R$5.556,06.

E analista judiciário, com 75 vagas para candidatos com nível superior nas especialidades de:

  • Contador;
  • Psicólogo;
  • Assistente social;
  • Comissário da infância, juventude e idoso;
  • Médico;
  • Médico psiquiatra;
  • Analista de negócios;
  • Analista de infraestrutura;
  • Analista de projetos;
  • Analista de segurança da informação;
  • Analista de gestão de TIC;
  • Analista de sistemas;
  • Analista judiciário – execução de mandados.

A remuneração para esse cargo é de R$8.059,89 (também com benefícios), exceto para a especialidade de execução de mandados, cuja remuneração é maior: R$9.972,05.

Déficit chega a 290 cargos vagos

Após a conclusão do Programa de Incentivo à Aposentadoria (PIA), o TJ-RJ divulgou que 294 servidores aderiram ao programa, o que representa o surgimento de novas vacâncias, o que é muito benéfico para a retomada do concurso de técnicos e analistas. Mas por quê?

Como o Tribunal Judiciário do Rio foi um dos órgãos estaduais que tiveram cargos bloqueados pelo Estado para que o Regime de Recuperação Fiscal fosse mantido, foi preciso aplicar esse programa para que surgissem novas vacâncias após julho de 2020, quando esses cargos foram bloqueados.

Para favorecer ainda mais o concurseiro que sonha ingressar no TJ-RJ, todo o mês há uma média de 20 a 25 saídas de servidores, por vários motivos, entre os quais, aposentadoria, mortes e exonerações. E quanto mais cargos ficarem vagos, mais aprovados poderão ser convocados para trabalhar no órgão, independente da quantidade de vagas para ocupação imediata, já que durante o período de validade, o TJ-RJ poderá contratar mais analistas e técnicos judiciários, de acordo com a própria necessidade.  

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