Professora Sônia Paulino avalia que as provas para oficiais temporários da Marinha devem abordar mais as questões gramaticais do que a parte de interpretação.  

As provas para o concurso de oficiais temporários da Marinha do Brasil só vão acontecer no dia 5 de fevereiro de 2023. Pode parecer ainda que está longe, porém, não se pode relaxar na preparação para um concurso desse porte, que oferece 303 vagas para o 1º Distrito Naval, especialmente na disciplina de Língua Portuguesa, que terá metade das questões totais do exame.

Para a professora Sônia Paulino, que leciona a disciplina nos cursos preparatórios da DEGRAU CULTURAL, a importância da Língua Portuguesa para o exercício das atividades profissionais em qualquer órgão público, incluindo as Forças Armadas, justifica o fato dela ter 25 das 50 questões objetivas nesse certame:

A Língua Portuguesa sempre é o diferencial nos certames, por isso o candidato que não despreza a disciplina tende a alcançar a aprovação. Além disso, qualquer atividade a ser exercida, perpassa pelo conhecimento da língua nativa. Sempre digo aos alunos que dominar a Língua Portuguesa é ter conhecimento, empoderamento, visão crítica, capacidade de solucionar problemas e isso está presente em qualquer exercício de atividade laboral”.

Sendo assim, quem se inscreveu até o último dia 8 de novembro, deve ficar atentos à forma como as regras do nosso idioma serão aplicados nas provas do Concurso SMV Marinha. Segundo a professora, a Marinha tem como perfil exigir mais conhecimento em Gramática ao invés de cobrar uma capacidade maior de compreensão textual. Ela lembra que em concursos para outras áreas do poder público, a prova de Português já foca mais na parte de interpretação.

Temas gramaticais que deverão ser o foco das provas objetivas

Dos conteúdos programáticos divulgados no mês passado, a professora Sônia Paulino acredita que, possivelmente, os candidatos a oficial do SMV deverão encontrar mais questões sobre acentuação gráfica, uso de pronomes e verbos, concordância, regência e crase. “O candidato deve estar em dia com a gramática para realizar uma boa prova, essa é a dica. Preparar-se estudando todos os conteúdos gramaticais”, acrescenta a especialista.

Por outro lado, os concorrentes também devem ficar atentos aos assuntos relacionados à sintaxe, pois por ser muito abrangente, costuma ser um calo no sapato dos alunos. Para não se prejudicar nesse tema com nível mais elevado de dificuldade, a professora recomenda:

“Praticar é a palavra de ordem, ou seja, façam muitos exercícios e simulados”.

Qual o mínimo de questões a acertar na parte de Língua Portuguesa?

Restando pouco mais de dois meses de preparação até a data das provas, a professora Sônia Paulino defende que é tempo suficiente para os candidatos a oficial temporário se prepararem com qualidade mirando gabaritar a prova de Língua Portuguesa.

Se não conseguir acertar todas as questões, ela avalia que, por ser uma seleção que deve proporcionar uma grande concorrência, o candidato deve acertar de 20 questões de português para cima. Para que essa meta seja atingida, os candidatos não devem cometer as seguintes falhas:

“Deixar para estudar na véspera da prova, estudar sem método, sem organização. Quer aprovação? Dedique-se aos estudos de forma organizada, que terá êxito”, finaliza a professora Sônia.

Além de Língua Portuguesa, os concorrentes às 303 vagas de oficiais do 1º Distrito Naval, que contempla o estado do Rio de Janeiro, terão de responder a 25 questões de disciplinas da parte de Formação Militar-Naval. Para conquistar a aprovação, é necessário atingir pontuação igual ou superior a 50 pontos, em uma escala de 0 a 100, e conseguir nota suficiente para se classificar até o limite correspondente a três vezes o número de vagas estabelecidas, considerando-se ainda os empatados.

Os aprovados nessa etapa ainda serão avaliados por uma verificação de dados biográficos e verificação documental, inspeção de saúde, teste de aptidão física de ingresso, prova de títulos e designação à incorporação e incorporação.

Nos primeiros meses de contrato no Serviço Militar Voluntários, os oficiais receberão ganho inicial de R$10.992,04. Ao completar no último ano de contrato (serão oito anos, no máximo), a Marinha concederá rendimento de R$14.706,71 a quem chegar ao posto de capitão-tenente.

 

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