Professora traça o perfil de prova de Português da FGV e aponta assuntos que devem ser cobrados nos concursos para secretário escolar e agente de apoio à educação especial.
O concurso SME Rio, para secretário escolar e agente de apoio à educação especial, está confirmado e será aberto em breve. Por exigirem apenas o nível médio, é esperada uma grande concorrência nos dois cargos. Por isso, para orientar o estudo dos futuros candidatos na disciplina de Língua Portuguesa, que certamente contará com uma grande quantidade de questões, a reportagem da DEGRAU CULTURAL entrevistou a professora Sacha Carvalho Mello.
Os concursos que serão abertos pela SME Rio terão a FGV como organizadora, que é, de acordo com os concurseiros, a banca mais temida no que tange à disciplina de Língua Portuguesa.
Professora traça o perfil da banca FGV em Língua Portuguesa
Apesar de todo o temor dos candidatos, a professora Sacha Mello considera que a FGV é, em relação à disciplina de Língua Portuguesa, uma banca justa no aspecto de nível de cobrança e cargo concorrido.
“A FGV costuma trabalhar bastante em cima de todo o conteúdo do edital, ainda que possua preferências por conteúdos específicos. Gosta de trazer enunciados complexos e metafóricos, que podem derrubar o candidato que não está familiarizado. Por isso, ressalto a importância da realização de um treinamento com questões”, disse a professora, que também é agente educador da SME Rio.
Além de traçar o perfil das provas da FGV, a professora Sacha Mello explica, na entrevista abaixo, qual a melhor forma de estudar Língua Portuguesa para os concursos de secretário escolar e agente de apoio à educação especial e apontar os assuntos com mais chances de serem explorados nas provas do concurso SME Rio.
Confira a entrevista:
DEGRAU CULTURAL - Qual a melhor forma de estudar Língua Portuguesa para os concursos de secretário escolar e agente de apoio à educação especial que a SME Rio realizará em breve?
Sacha Mello - O principal é que se consiga conciliar o tempo de estudo entre teoria e exercício. Não adianta apenas buscar a teoria se não colocá-la em prática. A teoria vai te dar a base, mas apenas a prática reiterada de exercícios poderá te dar a certeza de que você está preparado. Exercícios são um termômetro, pois, por meio deles, o candidato poderá saber se está estudando de maneira adequada, se a teoria está sendo absorvida como deve. Ademais, como cada banca possui o hábito de cobrar um mesmo tema de variadas formas, exercitar cria no estudante um conhecimento sobre sua banca e como ela pode vir a cobrar o assunto em sua prova. Se uma pessoa dispõe, por exemplo, de 60 minutos para estudo, considero razoável que separe 45 para teoria e 15 para questões.
Acredita que os programas do último concurso para os dois cargos, no que tange à disciplina de Língua Portuguesa, serão mantidos?
Acredito em que, com a troca de banca, sofra alterações. Possivelmente um aumento de conteúdo. Apesar de ser uma notícia que pode assustar o candidato, creio que - para aqueles que estão dedicados em seus estudos - o saldo será positivo, pois será uma forma de se destacar.
No último concurso para secretário escolar, em 2012, foram cobradas 25 questões de Português. Já na seleção para agente de apoio à educação especial, aberta em 2014, foram somente dez perguntas. Acha que esses quantitativos serão mantidos para os próximos certames destes dois cargos?
Também acredito em mudanças, em uma nova estruturação do edital no que tange ao número de questões de cada matéria. Entretanto, entendo que a prova para secretário escolar continuará com mais questões de Língua Portuguesa do que a prova para agente de apoio à educação especial.
Estes dois concursos terão organização da FGV, que é a banca mais temida por todos os concurseiros no que tange à disciplina de Língua Portuguesa. O que eles podem esperar da prova para secretário escolar e agente de apoio à educação especial? Qual o perfil de prova dessa organizadora?
A FGV é uma banca que gera dificuldade na previsibilidade de uma prova, pois possui facilidade em se adequar às especificações de cada órgão em que está inserida. Entretanto, considero-a uma banca justa no aspecto de nível de cobrança e cargo concorrido. A FGV costuma trabalhar bastante em cima de todo o conteúdo do edital, ainda que possua preferências por conteúdos específicos. Gosta de trazer enunciados complexos e metafóricos, que podem derrubar o candidato que não está familiarizado. Por isso, ressalto a importância da realização de um treinamento com questões.
Acredita que entre 70% e 80% das perguntas das provas para os dois cargos focarão na parte da interpretação de textos?
Sim. Faz parte do perfil da banca o foco em interpretação textual. Entretanto, é de suma importância que o candidato esteja atento, pois muitas questões que em um primeiro momento são vistas apenas como de interpretação, na realidade, contam com aspectos gramaticais para sua resolução.
O que é priorizado pela FGV na parte de interpretação de textos?
A FGV trabalha muito com questões onde há a necessidade de deduções e inferências, o que a torna mais complexa, pois há mais necessidade de raciocínio, já que nem sempre a resposta estará explícita apenas com uma breve leitura do texto.
No que tange à parte gramatical, quais são os assuntos que a FGV costuma explorar mais em suas provas?
Apesar de ter o costume de trabalhar bastante todo o edital, há uma preferência por temas, como regência, semântica dos conectivos, sintaxe do período composto, pontuação e crase.
As provas de Língua Portuguesa dos últimos concursos para secretário escolar e agente de apoio à educação especial, que tiveram organização da antiga Secretaria Municipal de Administração do Rio, continuam sendo boas referências de estudo ou é melhor os futuros candidatos focarem em provas mais atuais da FGV?
Com certeza, focar em provas atuais da FGV é o caminho. Como disse anteriormente, a FGV possui um jeito específico e peculiar em seus enunciados, logo, é preciso estar atento e familiarizado para que não caia em pegadinhas da banca. Por vezes, o candidato possui o conhecimento da matéria, mas não consegue interpretar o que foi pedido no enunciado. Isso não pode ocorrer.
Quais outras dicas pode deixar para que os futuros candidatos tenham um ótimo desempenho em Língua Portuguesa nos concursos para secretário escolar e agente de apoio à educação especial?
Acreditar e dedicar são as duas palavras que considero mais importantes para um bom desempenho. Por vezes, o candidato possui o desejo de ser aprovado em um concurso, mas não acredita realmente que é capaz. A descrença o tira da briga pelo cargo. O primeiro passo para o sucesso é confiar em sua capacidade. Quando comparamos nossa vida com a dos demais, por vezes, acreditamos que não estamos em nosso melhor momento, que não somos páreo para tal e que temos menos tempo para estudo do que os outros candidatos. Se você já começa seus estudos achando que não vai passar, não passará. O segredo é focar em si, buscar o pleno domínio do edital, praticar, dedicar-se dentro de suas condições e sempre tendo em mente que todo o esforço será recompensado quando a posse chegar. Não adianta só saber a matéria e não possuir confiança, também não adianta possuir confiança e não contar com o domínio da matéria. É um conjunto: acreditar e dedicar.
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