Para ingressar na Polícia Rodoviária Federal é importante ter controle emocional, pois isso pode garantir um bom desempenho na avaliação psicológica, etapa de caráter eliminatório.

A Polícia Rodoviária Federal está com um concurso público à vista. No momento o Ministério da Economia avalia o pedido encaminhado pela corporação com 2.772 vagas, distribuídas aos cargos de policial rodoviário (2.634 vagas) e agente administrativo (138 vagas).

Os interessados em disputar essas vagas devem se preparar muito bem para todas as etapas, sem exceção. Muitos concorrentes pensam que deve dedicar sua preparação com mais afinco às provas objetivas, discursivas e para o Teste de Aptidão Física (TAF). Porém, esquecem da Avaliação Psicológica. E é nela que muitos candidatos, que sonham em trabalhar na área de segurança pública, podem perder uma grande oportunidade.

No caso da PRF, especificamente, a avaliação psicológica analisa - com o auxílio de instrumentos e uso de técnicas - se as características psicológicas do candidato são compatíveis com o cargo ao qual ele está concorrendo. Nessa etapa, avalia-se os seguintes fatores:

  • Personalidade: controle emocional, empatia, liderança, tomada de decisão, dinamismo, comunicabilidade, planejamento, organização, relacionamento interpessoal, persistência, prudência, objetividade, criatividade/inovação, urbanidade, comprometimento, autoconfiança, assertividade, proatividade, etc;
  • Raciocínio: raciocínio espacial, lógico e verbal;
  • Habilidades específicas: atenção concentrada/sustentada, atenção dividida/difusa e memória visual.

Também são observados os requisitos restritivos ou impeditivos, como instintos agressivos e impulsividade exacerbada, que venham a atrapalhar o desempenho das atribuições no cargo.

Como adquirir controle emocional?

Segundo a master coach e especialista em ajudar pessoas na criação de metas, Lívia Cavalcanti, o controle emocional pode ser facilmente desenvolvido pelo candidato, sem ter necessidade de estudar conteúdos. E é muito importante trabalhá-lo, ainda mais nesse período de pandemia, em que nosso emocional está constantemente à prova.

Uma informação importante concedida pela coach é que muitos candidatos desistem em função da sociedade ter gerado nas pessoas um espírito de imediatismo. A ansiedade provocada pela publicação de notícias sobre o concurso, o medo de não ser aprovado e os possíveis atrasos no andamento do processo podem interferir também no lado emocional do candidato. Fora essa desistência constante, há outros fatores que prejudicam o controle emocional do concurseiro:

  • Não ter um planejamento;
  • Não ter foco;
  • Não ter noção do que é ser produtivo;
  • Estudar de qualquer jeito;
  • Não ter constância nos estudos.

A coach ainda traz à tona duas ferramentas para se obter o controle emocional: Lócus Externo e Interno.

Lócus Externo: É aquele que por mais que eu queira, eu não vou controlar. Hoje em dia nós estamos passando todos por uma grande pandemia onde ninguém desde a pessoa mais desprovida de conhecimento, passando pelos cientistas, ninguém consegue controlar um vírus no qual está sobre o controle de absolutamente nenhuma pessoa. E quando a gente fala de concurso público as vagas já estão ai todos os órgãos dizem da necessidade de pessoas que estão se aposentando, pessoas que estão desistindo da carreira, enfim. Mas existe um orçamento, bem como existe um lançamento de edital, arrecadação e tudo que nós sabemos que envolve um concurso público e que nós conseguimos controlar mas a nossa tomada de decisão, a nossa impaciência nós conseguimos controlar”.

Lócus Interno: Depende única e exclusivamente de mim. E como eu posso desenvolver isso? Através da autoconsciência, do controle dos impulsos, de analisar o ambiente, de ter a resiliência, mas, acima de tudo, saber onde eu quero chegar e que se esse concurso foi nesse momento adiado eu tenho mais tempo de preparo para estudar”.

No caso do concurseiro que não conseguir desenvolver uma inteligência emocional sozinho, ele deve buscar ajuda de um profissional especializado, podendo ser um psicólogo, psiquiatra, terapeuta, coach e mentor, para não desistir de prestar o concurso público. A própria Lívia ressalta que a inteligência emocional é a base para se ter domínio sobre si pois, nas palavras dela, a inteligência emocional “é saber exatamente aonde quero chegar, qual é a minha missão, qual é o meu propósito”.

Como controlar o emocional na véspera da prova?

Os dias que antecedem às provas é quando o emocional do candidato passa por constantes testes e que podem comprometer o desempenho na avaliação. Para evitar que isso aconteça, é mais do que necessário buscar momentos de relaxamento depois de um período de desgaste mental e preparação constante.

Os únicos pensamentos que devem povoar sua mente são os de caráter positivo: que durante toda a preparação você deu o seu máximo, teve foco, que abrir mão de pequenos prazeres foi o melhor a se fazer em prol de um objetivo maior e que não precisa correr mais com nada. A própria Lívia Cavalcanti comenta que na véspera da prova, o candidato não deve querer revisar todo um conteúdo, para não gerar uma sobrecarga mental. A véspera da prova é o dia para ser leve, para descansar depois da longa jornada de preparação.

Lembre-se de preservar seu lado emocional não só para as etapas de avaliação do concurso público, mas também - e principalmente - para o dia-a-dia como profissional. Para garantir a segurança de quem circula nas rodovias federais do Brasil e para aplicar as leis, é preciso ter a “cabeça no lugar”, estar focado no trabalho e não deixar o emocional tomar a frente das situações.

 

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