Professora Maria Alvarenga diz que bom desempenho em Língua Portuguesa deverá garantir aprovação do candidato no concurso PRF.
A disciplina de Língua Portuguesa costuma ser o ‘fiel da balança’ em todos os certames. E no caso do concurso PRF isso não será diferente, ao menos na opinião da professora Maria Alvarenga, da Degrau Cultural, que acredita que a prova para policial rodoviário federal terá um nível elevado de dificuldade.
Segundo a professora, ter um bom rendimento em Língua Portuguesa será determinante para aprovação no concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda mais porque a disciplina faz parte de um bloco que é composto por outras matérias, com 55 itens para serem avaliados.
“Como a pontuação será estipulada por blocos, o desempenho nessa disciplina agora será ainda mais importante, já que as dificuldades nas matérias de Física, Geopolítica e Língua Estrangeira, que entre outras compõem o bloco I da prova, poderão ser compensadas por Português. O lado bom é que o Cebraspe é uma banca justa e por isso apresenta, em suas questões, situações práticas da comunicação. Portanto essa disciplina novamente será um dos diferenciais da prova”, disse.
Faltando poucos dias para a aplicação das provas do concurso PRF, a professora Maria Alvarenga recomenda que os candidatos a policial rodoviário federal foquem na prática, ou seja, na resolução de muitos exercícios.
“Com a resolução de questões, o candidato pode desenvolver ou aprimorar técnicas para chegar de maneira mais rápida e eficaz à resposta certa. Lembre-se de que forma como se alcança a resposta certa é também muito importante.”
Para professora, gramática deverá ter predomínio na prova
A professora acredita que a prova de Língua Portuguesa do concurso PRF terá predominância das questões gramaticais. Contudo, ela espera que o Cebraspe apresente dois ou três textos na avaliação, o que tornará as questões de interpretação mais trabalhosas e, por consequência, uma prova ainda mais cansativa.
“Um artifício muito utilizado pela banca é fazer o candidato ler demais. Por isso, é preciso ser objetivo lendo apenas aquilo que é necessário. É a pergunta que indicará essa necessidade ou não da leitura”, afirmou.
Maria Alvarenga apontou ainda os assuntos com mais chances de serem cobrados na prova para policial rodoviário federal.
“O Cebraspe é muito preocupado em cobrar pontos que são importantes do cotidiano do agente. Em se tratando de Língua Portuguesa, as questões se voltam para o uso. Portando a regência (principalmente os pronomes oblíquos átonos e relativos), concordância, vozes verbais (nas questões de reescritura), tipos de sujeito (paciente, indeterminado e inexistente), pontuação (vírgula, principalmente), colocação pronominal e tipologia textual são recorrentes. Atentem-se também à crase, não só a preposição com o artigo, mas também com o pronome demonstrativos e relativo, além das locuções; e também às conjunções, pois o Cebraspe adora esse assunto.
Como dica final, Maria Alvarega orienta os candidatos do concurso PRF a realizarem primeiro a redação. “Mas deixe para passar para folha definitiva depois de ter feito a prova objetiva, assim a correção do seu texto será mais eficiente.”




