Professora Nívia Xavier traça perfil da prova de Língua Portuguesa da FGV, tão temida pelos concurseiros. Ela também dá várias dicas de estudo.

A escolha da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para organizar o concurso Polícia Civil RJ, para investigador e outros cargos, causa ‘calafrios’ em muitos dos futuros candidatos, pois eles sabem que as provas de Língua Portuguesa desta banca costumam ter um nível alto de dificuldade.

Mas qual o perfil de questões desta banca? O que fazer para ‘driblar’ as dificuldades para obter um bom rendimento na prova do concurso Polícia Civil RJ? Para responder a estas e outras perguntas, a reportagem da Degrau Cultural entrevistou a professora Nívia Xavier.

A professora explicou que, no que tange ao nível de cobrança, as provas de Língua Portuguesa da FGV mantêm semelhança com as do Cebraspe, banca que havia sido, inicialmente, escolhida para organizar o concurso de investigador, mas que acabou não sendo contratada. A grande diferença está na forma como as questões são elaboradas e apresentadas aos candidatos.

“No quesito cobrança, a FGV se assemelha bastante ao Cebraspe. Os candidatos costumam apresentar mais dificuldades ao fazerem provas da FGV por uma questão de falta de hábito com o modelo trazido pela organizadora. A FGV costuma apresentar provas sem textos grandes - ou sem texto algum, apenas com citações de autores conhecidos ou ditados populares e provérbios - e com enunciados diretos e objetivos. Além disso, a organizadora tem o perfil de cobrar todos os tópicos colocados no edital”, explicou.

Segundo Nívia Xavier, que leciona na Degrau Cultural, um bom rendimento em concursos organizados pela FGV provém de muitas revisões e da realização de muitas questões resolvidas da banca, tanto de provas anteriores quanto de provas aleatórias para outros órgãos. “A grande falha que os candidatos podem cometer na FGV é não resolver provas anteriores, porque são elas quem mostrarão o perfil da banca.”   

Ainda dá tempo de iniciar a preparação

Para quem iniciou a preparação para o concurso há pouco tempo, a professora recomenda que os candidatos baixem provas anteriores e observem a cobrança da prova. “Ademais, revisar sempre os conteúdos e feitura de questões mostram quais erros não devem ser cometidos”, afirmou.

Já para quem se prepara há muito tempo e conseguiu estudar todo o programa de Língua Portuguesa, o foco agora, na visão da professora, deve ser na revisão dos conteúdos e na resolução de muitas questões. “Revisão e feitura de questões nunca serão demais para quem já conseguiu fechar o conteúdo de Língua Portuguesa. Inclusive, é indispensável fazer o máximo possível de provas anteriores para não haver surpresa no dia da prova.”

Nívia Xavier disse que aquele que ainda não iniciou a preparação para o concurso Polícia Civil RJ terá chance de ser aprovado, mas para isso é preciso começar os estudos imediatamente e ter bastante foco e determinação.

“Sempre haverá tempo, pois tudo depende do foco e da disponibilidade de cada um. Quem pretende recuperar o tempo perdido, precisa de muita determinação e do máximo de tempo possível para estudos, além de um cronograma rígido para seguir”, garante.

Nívia Xavier recomenda que os futuros candidatos a investigador adotem uma gramática para os estudos. Ela indica as do professor Evanildo Bechara e a do professor Fernando Pestana. “São duas excelentes opções para quem está estudando para concursos.”

Por fim, Nívia Xavier deixar uma mensagem final para todos que se preparam para o concurso Polícia Civil-RJ. “Façam revisões, fichamentos, mapas mentais, questões e durmam. Dormir e se alimentar bem são os dois principais aliados para que os conteúdos sejam fixados na memória. Respeitem o sono e tenham uma boa alimentação.”

 

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