Professor Juberto Santos ensina como estudar História para o concurso PMERJ e aponta os assuntos da disciplina com mais chances de cair na prova.
No Estado do Rio de Janeiro, é grande a expectativa pela abertura do concurso PMERJ para soldado, cargo que exige apenas o nível médio. Dada a grande concorrência que o certame terá, é indispensável que os interessados já iniciem os estudos. Para orientar a preparação dos futuros candidatos, a reportagem da DEGRAU CULTURAL entrevistou o professor Juberto Santos para dar dicas sobre a disciplina de História.
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Segundo o professor, os futuros candidatos precisam entender que não basta acumular simplesmente uma vasta quantidade de informações para obter um bom resultado na prova, mas, sim, saber contextualizar e entrelaçar os fatos históricos. “As atuais bancas buscam cobrar o processo histórico em si. Logo, torna-se necessária a soma de leituras e a realização de exercícios de diversos formatos.
Na entrevista, que pode ser lida abaixo, o professor apontou quais são os assuntos com mais chances de serem explorados na prova, quais estratégias de estudos que os candidatos devem adotar quando a organizadora for escolhida, entre várias outras dicas.
Inclusive, ao final da entrevista, os futuros candidatos do concurso PMERJ poderão conferir uma arte elaborada pelo professor Juberto Santos explicando os vários detalhes do brasão da corporação.
DEGRAU CULTURAL - Na sua visão, os interessados devem tomar como base o programa do concurso de 2014? Acredita que possa acontecer alguma inclusão e/ou exclusão de assuntos? Caso positivo, quais seriam?
Juberto Santos - Sim, os candidatos devem observar os dois editais anteriores para, desde já, iniciar os estudos. Caso haja alterações no próximo edital, bastará que eles apenas estudem o que for acrescido como, por exemplo, avançando para temas do período do Brasil República (1889-Atual) ou temas mais específicos quanto à História do Estado do Rio de Janeiro ou da própria PMERJ.
Qual a melhor forma estudar História para o concurso de soldado da PMERJ, mesmo sem ter a organizadora do concurso definida?
Os estudantes precisam entender que não basta acumular simplesmente uma vasta quantidade de informações (nomes de personalidades, datas de eventos etc) se não souber contextualizá-los e entrelaçá-los. As atuais bancas buscam cobrar o processo histórico em si. Logo, torna-se necessária a soma de leituras e a realização de exercícios de diversos formatos.
Quais estratégias de estudo adotar quando a organizadora for escolhida?
É muito importante observar algumas provas anteriores dessa banca em concursos do mesmo nível de escolarização para entender como e quais os conteúdos mais cobrados, estilos de questões e as abordagens. Assim, estar ligado nisso poderá fazer uma grande diferença no seu resultado futuro.
Acredita que para este novo concurso, a PMERJ mantenha o quantitativo de cinco questões ou acha que o número de perguntas pode aumentar?
A quantidade de questões é algo sempre bem incerto. Contudo, se aumentar o quantitativo, não deverá passar de dez perguntas.
No concurso passado, três das cinco questões da disciplina de História geraram muita polêmica. Em função disso, a última prova deve ou não ser utilizada como referência de estudos?
A última prova pode ser usada sim, até para servir como exemplo de como o estudante deve estar atento para a possibilidade de existirem perguntas passivas de anulação. Não é algo que a banca espera que ocorra, mas sempre é possível acontecer. Dificilmente teremos outra prova tão cheia de problemas de elaboração.
Quais são os assuntos que você acredita que há mais chances de serem explorados na prova deste ano?
Pela minha experiência no preparo de candidatos para provas de Vestibular, Enem e concursos públicos, há sempre a possibilidade de as bancas elaborarem questões com referência a eventos históricos comemorativos. Ou seja, como estamos em 2022, assuntos entorno do processo de independência do Brasil por conta do seu Bicentenário (1822/2022) podem ser vistos, tais como as ações do regente D. Pedro antes do Sete de Setembro, a participação de sua esposa Leopoldina, os grupos políticos envolvidos, os interesses ingleses, uma possível análise crítica dos dois principais quadros da Independência (Pedro Américo, de 1888; e François-René Moreaux, de 1844), as guerras de independência; além das permanências e mudanças no Brasil pós-independência.
Outros temas que sempre caem em provas tratam do processo colonizador, revoltas nativistas, economia açucareira, extração do Ibirapitanga (Pau-Brasil) e seus negativos para a questão da degradação ambiental e climática do Nordeste (associando com a disciplina de Geografia).
A presença da Família Real no Brasil e suas principais realizações na cidade do Rio de Janeiro, inclusive com a criação da Guarda Real de Polícia (atual PMERJ) em 1809, no dia do aniversário do príncipe-regente D. João, também são assuntos importantes. Fiquem atentos também ao brasão da PMERJ, pois ele traz elementos históricos que podem gerar perguntas.
Estudem os aspectos da sociedade açucareira comparando com a mineradora, a escravidão africana com suas resistências e importantes contribuições, como também as primeiras revoltas emancipacionistas do século XVIII. Outros assuntos relevantes são as características dos governos de D. Pedro I e D. Pedro II, as revoltas regenciais, as leis abolicionistas e a crise monárquica que culminará com a Proclamação da República. O processo histórico não traz fatos isolados! Há sempre conexões e correlações.
Tenho dado atenção a duas revoltas: Revolta dos Mercenários, de 1828, durante o 1º Reinado e as Rusgas cuiabanas, que ocorreu em 1834 no Período Regencial. Não deixem de dar uma lida em ambas.
Quais outras dicas e orientações pode deixar para os futuros candidatos?
Inicialmente, reúna um adequado conjunto de ferramentas de estudo: um bom curso com professores especializados, livros de História volume único para o ensino médio de edição recente e apostilas contendo exercícios de fixação. Caso queira assistir a vídeo-aulas na internet, verifique se a pessoa é realmente especialista. Também realize frequentemente simulados ou busque listas de exercícios contendo os conteúdos dos dois últimos concursos.
É imprescindível que você sempre una a teoria à prática. É como numa construção: se você não se prepara adequadamente, elege qualquer o terreno, não escolhe bons profissionais, não investe em bons materiais. Como querer que algo de qualidade e de sucesso?
Lembre-se sempre: o Brasil não nasceu Brasil. Ele foi, aos poucos, se tornando Brasil. Sua História é feita pelo suor, sangue e trabalho de milhares de pessoas por vários séculos e que segue vivo até o nosso presente. Tenha em mente que a preparação para a carreira pública tange a mesma ideia: ter a paciência, trabalho duro, apoio familiar e dos amigos; junto com motivação e a perseverança fortalecidas em sua rotina de estudos. Para mais dicas, siga-me no Instagram: @jubertosantoos. Sucesso!!
Veja explicações sobre o brasão da PMERJ

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