Anderson Torres comenta que poderia debater com o Cebraspe sobre a possibilidade de ampliar o número de redações corrigidas no Concurso da Polícia Federal.

Na última quarta-feira, 09 de maio, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, participou de uma live no Instagram ao lado do delegado Eduardo Fontes. Nessa ocasião, o ministro comentou a cobrança de um grupo de concurseiros por mais redações corrigidas pela organização do Concurso da Polícia Federal e avaliou que esse impasse só será resolvido após muito debate entre a corporação e o Cebraspe, que é quem organiza todo o certame:

Isso precisa ser discutido com a banca. Acho que é de acordo com a necessidade da Administração Pública. Realmente não tenho opinião formada. É a primeira vez que vejo esse tema. Na minha época também eram três vezes o número de vagas que eram chamados. Mas se já teve um outro caso, posso levar esse tema à banca organizadora do concurso e à Polícia Federal".

Anderson Torres lembra que, caso o número de redações aumente a quantidade descrita no edital de abertura (de 4.507 redações para 6 mil redações), conforme solicita a comissão de candidatos, o contrato assinado com o Cebraspe teria de ser alterado, já que o número de provas discursivas a serem corrigidas é acertado previamente com a instituição. E essa alteração elevaria os custos para a banca:

Não estou colocando dificuldade, mas apenas dizendo que isso precisa ser feito de acordo com as regras da Administração. Então, acho que precisa ser revisto. Se é uma questão muito perguntada, posso levá-la para discussão no âmbito da comissão e da Polícia Federal”, complementou o ministro Torres.

Mesmo diante desses obstáculos, Anderson Torres prometeu levar a pauta até à direção da Polícia Federal e ao Cebraspe, o que mantém a esperança de que mais candidatos possam ter as redações avaliadas, aumentando a possibilidade de que mais candidatos sejam contratados pelo órgão.

Representantes da comissão entregam petição ao Presidente Bolsonaro

Nesta semana, o Presidente Jair Bolsonaro recebeu de um grupo de representantes da comissão a petição com mais de 10 mil assinaturas, para conseguir que mais redações sejam examinadas pela banca. Durante esse encontro, Bolsonaro respondeu aos representantes, de forma errônea, que o Concurso da Polícia Federal não ultrapassará das 2 mil contratações, sendo que a demanda desses candidatos é de conseguir um número maior de redações avaliadas, e não necessariamente ampliar o número de aprovados.

O Presidente da República mencionou que o concurso de 2021 não é igual ao de 2018, quando o edital previa a correção de quatro vezes mais provas discursivas em comparação com o total de vagas imediatas. No edital publicado no fim de 2020, esse número é de três vezes mais redações.

A petição defende que se o limite de redações a serem corrigida se mantenha em 4.507 poderá ser insuficiente para as ambições da Polícia Federal, pois “muitas reprovações ocorrem nas demais fases do concurso como: teste físico, exame médico, investigação social, curso de formação profissional, aprovação em outros concursos e abandono da formação, dentre outros".

A comissão relembra que o Presidente Bolsonaro havia prometido que, em sua gestão, a Polícia Federal teria o maior efetivo da sua história, através de convocar os excedentes ao longo do período de validade, e alerta para o aumento de vacâncias em função de aposentadorias que estão prestes a acontecerem.

Amanhã, 11 de junho, está prevista a divulgação do resultado preliminar das provas objetivas. A comissão pretende, antes dessa divulgação, retificar o edital de abertura para cargos da área policial e fazer um deferimento dessa petição.

Aprovados na etapa objetiva terão prova discursiva avaliada pelo Cebraspe

Segundo o edital, os candidatos aos cargos de agente, escrivão e papiloscopista, para terem a prova discursiva corrigida pelo Cebraspe, precisam atingir, no mínimo, 48 pontos totais nessa etapa, além de alcançar mínimo de seis pontos no bloco I, três no bloco II e dois no bloco  III.

Já no caso dos concorrentes na prova de delegado, a meta de aprovação é de 48 pontos.

Só para relembrar: a prova discursiva para os candidatos aos três cargos acima citados um texto dissertativo de no máximo 30 linhas, enquanto os aspirantes a delegado, por sua vez, precisaram responder três questões dissertativas e elaborar uma peça profissional para avançar às demais etapas do Concurso PF.  

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